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Mato Grosso mostra potencial tecnológico e inovador em feira internacional

China Hi-Tech Fair

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A CHTF é uma das feiras internacionais de tecnologia mais influentes do mundo. Neste ano será nos formatos presencial e virtual

Camila Paulino | Seciteci

O estande montado pelo Parque Tecnológico na feira internacional China Hi-Tech Fair – Foto por: Divulgação

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), por meio do Parque Tecnológico Mato Grosso, participa da feira internacional de tecnologia e inovação, China Hi-Tech Fair (CHTF), com um estande de serviços e produtos de empresas brasileiras.

A feira teve início nesta quarta-feira (11) e segue até dia 15 de novembro.

A CHTF é uma das feiras internacionais de tecnologia mais influentes do mundo. Neste ano ocorre em formato presencial, realizado no Centro de Convenções e Exposições de Shenzhen, na China e, pela primeira vez, em formato virtual.

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, concedeu entrevista à revista internacional que realiza a cobertura oficial da feira. Na ocasião, ele destacou a importância da participação do estado em eventos internacionais voltados a tecnologia e inovação.

“Um dos principais projetos que estamos apresentando na Hi Tech Fair é o Parque Tecnológico Mato Grosso, que é um empreendimento voltado a promover pesquisa e inovação na área tecnológica, além de estimular a cooperação entre instituições de pesquisa, universidades e empresas. Este é um importante mecanismo no processo de inovação tecnológica de Mato Grosso”, disse o governador.

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De acordo com o secretário da Seciteci, Nilton Borgato, o evento é uma excelente oportunidade para as empresas brasileiras serem apresentadas ao maior mercado de tecnologia do mundo, a China.

“A China integra o centro de transações, realizações e exibições de produtos do mundo. Além disso, promove fóruns de alto nível sobre ambientes de inovação, atraindo projetos de milhares de empresas brasileiras. O formato virtual permitirá uma participação mais global, com intercâmbio de conteúdo e conhecimento”, ressaltou o gestor.

O estande montado pelo Parque Tecnológico na feira internacional China Hi-Tech Fair
Créditos: Divulgação

De acordo com Rogério Nunes, coordenador do Parque Tecnológico Mato Grosso, o principal objetivo do estande instalado na feira é promover o desenvolvimento de empresas brasileiras que tenham ideias, projetos, produtos ou serviços de tecnologias, facilitando o encontro destes empreendedores com outras potências mundiais participantes do evento.

“O Parque Tecnológico tem buscado fortalecer as relações internacionais entre os empreendedores nacionais com potencial tecnológico e outros empreendimentos mundialmente reconhecidos, por isso estamos alinhados com a política global de tecnologia e inovação”, falou.

Ao todo 28 empresas brasileiras foram recrutadas pelo Parque Tecnológico, que prestou suporte e atendimento necessário para estes participantes atuarem com segurança na feira.

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Ariana Guedes, servidora estadual da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (Sedec), lotada na China para buscar a abertura de mercado para os produtos mato-grossenses, atua presencialmente na feira para atendimento ao público.

“Atuar neste evento serve como um termômetro para avaliarmos e termos dimensão de qual caminho devemos seguir para estabelecermos as parcerias”, afirmou.

China Hi-Tech Fair

A feira é organizada em conjunto pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais, Administração Nacional da Propriedade Intelectual, Academia de Ciências da China, Academia Chinesa de Engenharia e Governo Popular Municipal de Shenzhen.

O sistema de participação virtual foi implantado este ano em virtude da pandemia da Covid-19. Este formato incentivará as empresas a exibirem virtualmente suas tecnologias e produtos por meio de comunicação instantânea com o público profissional no local.

Ao mesmo tempo, membros de delegação que estiveram na China poderão comparecer à feira para ajudar as empresas a fazerem contato com clientes e outros expositores.

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AGRONEGÓCIOS

Produtores rurais recorrem à recuperação judicial para não ficar de fora mercado

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HF

Estiagem, dólar alto e demanda aquecida. As condições da safra 2020/2021 apontam riscos com relação à produtividade e, ao mesmo tempo, oportunidade de renda e lucratividade em decorrência da valorização dos grãos. Para quem tem dívidas, esta pode ser a chance de renegociar os passivos e voltar a ter renda.

O atraso nas chuvas este ano poderá comprometer a produção da soja e até mesmo do milho e com isso elevar ainda mais a demanda pelos grãos. Ou seja, a tendência é de produção apertada e margem elevada. O preço da soja na última semana superou R$ 170, 120% a mais do valor registrado no mesmo período do ano passado. O índice do milho também segue no mesmo ritmo, e a saca passou de R$ 28 para R$ 62, segundo levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O que preocupa, entretanto, é que muitos produtores tiveram que reduzir o período de plantio e o processo que geralmente é feito em 40 dias, foi realizado em 20. Isso significa que na hora de colher também haverá menos espaço de tempo e consequentemente mais grãos prontos ao mesmo tempo. O presidente do Sindicato Rural de União do Sul, Diogo Molina, explica que as maiores preocupações, no momento, são com relação à armazenagem do grão e a perdas por excesso de umidade.

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“Haverá muita soja pronta ao mesmo tempo, com isso, pode faltar espaço nos armazéns e alguns produtores poderão perder parte da produção por não conseguir colher e descarregar. Fora isso, se tiver muita chuva no período, o grão perde qualidade”, explica Molina. Tudo isso também compromete o plantio do milho, que se atrasar, pega menos chuva e prejudica o desenvolvimento da espiga, reduzindo a produtividade.

Todos esses fatores podem se agravar se o produtor rural estiver endividado. De acordo com o advogado especialista em recuperação judicial, Antônio Frange Júnior, temendo perder a oportunidade de recuperar a renda neste período de valorização da lavoura, muitos produtores estão recorrendo ao recurso jurídico para se manterem ativo. “Temos excelentes oportunidades para a próxima safra, mas também muitos riscos devido às adversidades climáticas. Então, o produtor que possui dívidas, mas ainda é economicamente viável, está buscando a recuperação como forma de garantir sua permanência no mercado e voltar a ter lucratividade”.

Recentemente, uma decisão da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) consolidou o direito dos produtores rurais que não possuem firma reconhecida há pelo menos dois anos de recorrerem à Lei 11.101/2005. Com isso, mais grupos ligados ao agronegócio estão vislumbrando a oportunidade de renegociar suas dívidas com segurança e sem risco de perderem seus bens.

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“A natureza comercial do produtor rural dispensa a formalização como é exigida nas atividades comerciais urbanas. Ao reconhecer isso, a Justiça tira este grupo empresarial da marginalidade da lei. O produtor volta a ter esperança de ver seu nome limpo e a continuidade de seus negócios”, afirma Antônio Frange.

Um pedido de recuperação judicial pode ser deferido em menos de um mês, quando bem fundamentado, e com isso o produtor pode dar início ao plano em 60 dias. “Ou seja, o produtor poderá iniciar a colheita já com a segurança jurídica que a recuperação proporciona, como juros estabilizados, blindagem de bens e prazos estendidos”, destaca o advogado Antônio Frange Júnior.

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