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Mato Grosso lidera produção agropecuária brasileira por 4 anos consecutivos

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De 2018 a 2021 o crescimento alcançou 69%. A agropecuária representa mais de 21% do PIB do Estado

Viviane Moura | Sedec-MT

– Foto por: Marcos Vergueiro/Secom-MT

A cada ano Mato Grosso ganha mais destaque na produção nacional agrícola. Em quatro anos, o Estado apresentou crescimento de 69% do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), segundo dados do Governo Federal. Em 2018, quando alcançou o 1º lugar brasileiro, obteve VBP de R$ 114,5 bilhões, no ano seguinte chegou a R$ 124,1 bi, em 2020 alcançou a marca de R$ 175 bi e fechou 2021 com R$ 193 bi.

Atualmente o Estado detém mais de 17% da produção agrícola nacional, seguido pelo Paraná na 2ª posição, São Paulo aparece na 3ª colocação, Minas Gerais em 4º lugar e o Rio Grande do Sul em 5º, no ranking.

Mato Grosso é o maior produtor de soja, milho, algodão e bovino do país. Juntas as quatro commodities são responsáveis por 93,5% do valor bruto arrecadado no Estado, totalizando R$ 180.571,02 bilhões.

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Conforme levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Mato Grosso tem 35 dos 100 municípios mais ricos do agronegócio no Brasil. A agropecuária tem participação importante no PIB do Estado, estimada em 21,36%.

Seis municípios despontam em produção agropecuária. São eles Sorriso, Sapezal, Campo Novo do Parecis, Diamantino, Nova Ubiratã e Nova Mutum.

Os municípios do Estado com melhor desempenho na área acumulam R$17 bilhões sobre o valor de produção brasileira. Este número equivale a 30% da produção estadual, cerca de 15% da registrada no Centro-Oeste e aproximadamente 5% da produção nacional.

Investimentos e tecnologia

As motivações para este salto positivo ano a ano, de acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda foram as ações do governo do Estado e a tecnologia utilizada no campo.

“O plano viário do Estado foi muito importante para consolidar a expansão do setor. Hoje temos uma malha rodoviária de qualidade, além do reforço dos transportes hidroviário e ferroviário. A modernização das técnicas aplicadas nas safras subseqüentes foi outro fator decisivo para o crescimento. Tudo isso somado leva aos excelentes resultados que Mato Grosso vem colhendo”, destaca.

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Ferrovia estadual

Em setembro de 2021, o governador Mauro Mendes assinou um contrato para construção da primeira ferrovia estadual, que ligará os municípios de Rondonópolis a Cuiabá, além de Rondonópolis a Nova Mutum e Lucas do Rio Verde. O investimento totalmente privado será de R$ 11,2 bilhões.O início das obras está previsto no segundo semestre deste ano.

No total serão construídos 730km malha ferroviária que vão conectar o polo produtivo do Estado ao Porto de Santos (SP).

O modal além de auxiliar no escoamento de grãos e fortalecer a logística do agronegócio em Mato Grosso, será responsável pela geração de mais de 230 mil empregos diretos e indiretos.

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Mapa suspende vacinação da febre aftosa em Mato Grosso a partir de novembro

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Suspensão faz parte do projeto de ampliação de zonas livres de febre aftosa sem vacinação no país e significa que o Estado está alinhado com as diretrizes do Código Terrestre da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE)

Secom-MT (Com informações do Mapa)

113 milhões de bovinos e bubalinos deixarão de ser vacinados, o que corresponde a quase 50% do rebanho total do país – Foto por: Chico Valdiner/Gcom

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) irá suspender a vacinação contra a febre aftosa em Mato Grosso, além de outros cinco Estados e Distrito Federal. O anúncio foi feito neste sábado (30.04) e a medida ocorrerá após a última etapa de vacinação, a ser realizada em novembro.

As unidades da Federação integram o Bloco IV do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PE-PNEFA), e também foram beneficiados os Estados do Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Tocantins.

A suspensão faz parte do projeto de ampliação de zonas livres de febre aftosa sem vacinação no país, previstas no PE-PNEFA. Para realizar a transição de status sanitário, os estados e o Distrito Federal atenderam aos critérios definidos no Plano Estratégico, que está alinhado com as diretrizes do Código Terrestre da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE).

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Para o reconhecimento como zonas livres de febre aftosa sem vacinação, a OIE exige a suspensão da vacinação contra a febre aftosa e a proibição de ingresso de animais vacinados nos estados e regiões propostas por, pelo menos, 12 meses.

Atualmente, no Brasil, somente os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e de Mato Grosso têm a certificação internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação.

Ao todo, aproximadamente, 113 milhões de bovinos e bubalinos deixarão de ser vacinados, o que corresponde a quase 50% do rebanho total do país.

O ministro Marcos Montes e o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Leal, fizeram a comunicação durante a abertura da 87ª edição da ExpoZebu, em Uberaba (MG). “É uma conquista de todos nós, do Ministério, dos Estados e dos produtores rurais. A certeza de que essa união vai fazer cada vez mais a nossa sanidade ser respeitada no mundo, como já é”, disse o ministro.

“Esses estados vão terminar a vacinação em novembro, quando irão parar de vacinar, se preparando para mudar o status para livres de febre aftosa sem vacinação”, explicou o secretário José Guilherme Leal.

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O PE-PNEFA está fundamentado na avaliação contínua de indicadores que são monitorados regularmente de forma conjunta pelas equipes gestoras do plano estratégico, que reúnem os setores público e privado, em âmbito estadual e nacional. A meta é que o Brasil se torne totalmente livre de febre aftosa sem vacinação até 2026.

Nesse momento, não haverá restrição na movimentação de animais e de produtos entre os estados do Bloco IV, que terão a vacinação suspensa em 2022, e os demais estados que ainda vacinam no país. Isso porque o pleito brasileiro para o reconhecimento internacional das unidades da Federação como zonas livres da doença sem vacinação não será encaminhado para a OIE no próximo ano.

“Isso será possível porque o pleito não será apresentado à Organização Mundial da Saúde Animal no próximo ano, dando tempo para que os demais estados executem as ações necessárias para a suspensão da vacinação e, assim, possamos apresentar o pleito de forma conjunta à OIE”, explicou o diretor do Departamento de Saúde Animal, Geraldo Moraes.

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