OPINIÃO

Kalil e Frical consolidam como novas lideranças políticas em VG e Emanuelzinho sai menor que entrou

Por Jota de Sá

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Análise

 

As eleições municipais deste ano de 2020 também foram atípicas, assim como o próprio ano, está sendo.
Em Várzea Grande, os candidatos que disputaram a eleição, chegaram dispostos a promover mudanças na mentalidade política, e construíram um divisor de águas na política municipal com politicos tradicionais e novas lideranças.

Eleito prefeito, Kalil Baracat (MDB) ganhou com pouco mais de 6% dos votos, e pontua como uma nova liderança política, mesmo tendo apoio do grupo consolidado liderado pelo senador Jayme Campos, e da prefeita Lucimar Campos, ambos do Democratas, que teve como padrinhos, e na condução da máquina pública, o que facilitou seu egresso no paço Couto Magalhães.
De família tradicional, eles sempre tiveram em lados opostos, ou no mínimo fingiam muito bem, o que não vem ao caso neste momento. As famílias Baracat e Campos, se uniram para continuar na vida pública que vem desde os seus antepassados.
Kalil deve manter todos os acordos políticos de Jayme e Júlio Campos, e não vai deixar de criar sua própria identidade na administração pública, do qual já teve experiência como secretário.

Já o deputado federal Emanuel Neto (PTB), saiu menor das eleições do que entrou ao conquistar apenas 12 mil votos, e carregou ainda mais um desgaste e rejeição ao seu pai prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB).
A sua exposição como candidato a prefeito de VG, e o baixo número de votos pode respingar como negativo no segundo turno das eleições na capital, que tem seu pai na disputa a reeleição, enfrentando o sedento Abílio Júnior (PODEMOS), onde ao seu redor pode criar um grupo “Todos contra Emanuel”, e virar a página da família Pinheiro na política Cuiabana, caso Abílio seja vitorioso, desgastando ainda mais Emanuelzinho para um possível reeleição a Câmara Federal, em 2022, em não ter a capital como sua residência eleitoral,muito menos seu pai na prefeitura.
O empresário Flávio Frical (PSB), que era pouco conhecido no universo político mato-grossense teve um desempenho extraordinário, atingindo mais de 40% do eleitorado na cidade industrial, e se consolidou como nova liderança política, podendo ajudar por exemplo, a definir uma eleição para governo do Estado.
Flávio, teve como coordenador da sua campanha, o também empresário Sebastião dos Reis, o Tião da Zaely, (PSDB), que foi vice-prefeito e prefeito de VG, e que se mostrou um grande articulador nos bastidores.
Resta saber agora: “Como será o governo Baracat?”, suas mudanças no staff, a comunicação com a população, o relacionamento com a Câmara de Vereadores, e como deixará sua marca na administração da cidade nos próximos quatro anos.

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As respostas nas urnas mostram que os eleitores querem a renovação com novas lideranças e com comportamento político mais definido, que neste caso específico de VG,no executivo um “novo não tão novo” escolhido pelas oligarquias de Vegê para dar continuidade na condução da administração municipal.

Enquanto isso na  camara Municipal 13 novos vereadores assumirão as cadeiras a partir de 2021 no legislativo.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), 126.017 eleitores várzea-grandenses votaram nesse domingo (15.11). mais de 30% se abstiveram confira o nomes que irão compor a  nova legislatura (2021-2025):

Fabinho (DEM) – 3.828 votos
Pedrinho (DEM) – 2.611 votos
Pablo Pereira (DEM) – 2.437 votos
Rosy Prado (DEM) – 2.427 votos
Gisa Barros (DEM) – 2.253 votos
Sardinha (PTB) – 1.869 votos
Enfermeiro Emerson (PP) – 1.852 votos
Jero Neto (MDB) – 1.405 votos
Alessandro Moreira (PP) 1.330
Carlinhos Figueiredo  (REPUBLICANOS) – 1301 votos
Rogerinho (PSDB) – 1.229 votos
Sargento Galibert (PSL) – 1.145 votos
Paulo Silva (Republicanos) – 1.129 votos
Joaquim Antunes de Souza (PSDB) – 1.088 votos
Professora Eucaris (MDB) – 1.079 votos
Icaro Reveles (PDT) – 1.065 votos
Mauro da Saúde (PSB) – 997 votos
Bruno Rios (PSB) – 977 votos
Hilton Gusmão (PV) – 877 votos
Braz Jaciro (PROS) – 716 votos
Ivan dos Santos (SOLIDARIEDADE) – 659 votos

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Jota de Sá  é jornalista,bacharel em direito articulista político e influenciador digital.

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OPINIÃO

O empreendedorismo e os recursos intángiveis da nova economia

Por Ana Eliza Lucialdo

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Nas últimas décadas o termo empreendedorismo vem sendo largamente empregado nos estudos empresariais e da Economia. O conceito inicial de empreender foi usado para sinalizar uma mudança espontânea nos fluxos organizacionais, a busca de uma alternativa aos problemas empresariais atrelado à inovação e ao desenvolvimento econômico (Schumpeter, 1985).
A evolução do conceito empreender agregou o sentido também da adaptabilidade além da inovação. E sua utilização passou se referir ao terceiro setor da economia.
Uma reflexão pertinente a ser feita nos tempos atuais vem por meio da indagação: É possível empreender na economia do simbólico, do intángível?
Vamos levar duas questões em consideração. A primeira advém das transformações socioeconômicas das últimas décadas, em que a economia se sustentava em bens palpáveis e o trabalho, tendo como marco a Revolução Indústrial.
Mas, na contemporaneidade, a partir da revolução do conhecimento, a ideia, a criatividade passou a ser capital e monetizou-se (DRUCKER, 1993).
A segunda reflexão perpassa pela tecnologia, em que empreendedores fomentam negócios a partir de ideias e recursos intangíveis, sem a necessidade de estoque de mercadoria.
Por exemplo, desenvolvimento de um aplicativo em detrimento ao estoque de produtos para a venda e monetização, ou seja, existem negócios sem estoque físico, apenas a ideia estruturada em formato de empresa e a tecnologia.
Considerando os apontamentos acima, o cenário para o empreendedorismo é positivio na economia do intangível. Diferente da década de 50, quando o termo começou a ser implantado. Atualmente, é possível iniciar o investimento em startups e seus negócios inovadores a partir da ideia e sua disseminação.
Outro ponto a ser considerado pelos empreendedores da economia criativa é o marketing digital. Ou seja, as atividades executadas online com o objetivo de vender, criar relacionamentos e desenvolver uma identidade de marca com baixo custo de investimento.
Por fim, é interessante considerar um estudo realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea da Universidade Federal de Mato Grosso (PPG-ECCO-UFMT) em 2017, em que foi produzida uma pesquisa com empreendedores criativos com mais de quatro decádas de mercado, com experiências em profundas transformações socioeconômicas.
Os estudos apontaram características dos empreendedores criativos ao sinalizar em suas narrativas alta dose de adaptação, resiliência e capacidade de agir aos imprevistos dos planos de ações empresariais (Lucialdo, 2018).

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Ana Eliza Lucialdo é professora, palestrante consultora de estratégia e negócios digitais. Mestre com pesquisa em economia criativa (ECCO/UFMT), em Políticas Públicas pela Universitat de Girona (Espanha), MBA em Comunicação e Marketing. É filiada a BPW Cuiabá e ao PMI-MT. Instagram e LinkedIn: anaelizalucialdo

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