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Justiça dos EUA acusa Visa de lucrar com vídeo de pornografia infantil

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Visa é acusada pela Justiça dos Estados Unidos de se beneficiar com vídeo de criança no Pornhub
Lorena Amaro

Visa é acusada pela Justiça dos Estados Unidos de se beneficiar com vídeo de criança no Pornhub

A Visa enfrenta acusações de que lucrou com pornografia infantil ao processar pagamentos para a empresa matriz da Pornhub. Cormac Carney, Juiz distrital dos EUA na Califórnia, negou parte da moção da Visa para rejeitar as acusações apresentadas por uma mulher que demandou tanto a Visa como a MindGeek, empresa matriz da Pornhub, por um vídeo com conteúdo sexual explícito de quando ela tinha 13 anos.

“É simples. A Visa tomou a decisão de continuar a reconhecer a MindGeek como um negócio, apesar de seu suposto conhecimento de que esta monetizava pornografia infantil”, disse Carney em sua decisão na noite de sexta-feira.

A empresa tomou a decisão de continuar monetizando pornografia infantil, e há fatos suficientes para sugerir que a segunda decisão dependeu da primeira.”

“Visa condena o tráfico sexual, a exploração sexual e o conteúdo de abuso sexual infantil, os quais são repugnantes para nossos valores e propósitos como empresa”, disse a companhia com sede em São Francisco em comunicado. “Esta decisão pré-julgamento é decepcionante e descaracteriza o papel da Visa e suas políticas e práticas. A Visa não tolerará o uso de nossa rede para atividades ilegais.”

O processo é a mais recente reviravolta em uma longa controvérsia entre Visa e Pornhub. A gigante dos pagamentos e sua rival Mastercard começaram a revisar seus laços com a MindGeek depois que uma coluna do New York Times em dezembro de 2020 acusou o Pornhub de distribuir vídeos que retratavam abuso e violência infantil sem consentimento.

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Imediatamente após a revisão, o Pornhub anunciou que havia removido 80% de seu conteúdo.

A Mastercard disse que não permitirá que seus cartões sejam usados ​​no Pornhub, anunciando que os bancos precisarão garantir que os vendedores exijam “consentimento claro, inequívoco e documentado” em conteúdo adulto. A Visa, por sua vez, restabeleceu os privilégios de aceitação de cartões para os sites MindGeek, com exceção do Pornhub.

As vítimas

No centro do caso está Serena Fleites, segundo a qual seu namorado postou no Pornhub um vídeo sexualmente explícito dela, feito quando ela estava na oitav série. O vídeo já tinha 400.000 visualizações quando Fleites o descobriu.

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Ela alertou o MindGeek, que levou semanas para remover o vídeo. Até então, o vídeo havia sido baixado e reenviado várias vezes, com uma versão ganhando mais 2,7 milhões de visualizações, de acordo com o processo.

Fleites, que trouxe o caso junto com mais de 30 outras vítimas anônimas de tráfico sexual, disse que sua vida ficou fora de controle por causa do vídeo. Ela se tornou viciada em heroína e tentou suicídio várias vezes.

A Visa, em sua moção para rejeitar as acusações, disse que, se o processo fosse permitido, “viraria as indústrias financeiras e de pagamentos de cabeça para baixo”. A empresa disse que o processo encorajaria litígios equivocados, pois não tem a capacidade de investigar as circunstâncias dos bilhões de transações que processa a cada ano.

Os futuros litigantes poderiam aplicar a “razão desta ação judicial a lesões causadas por armas de fogo, medicamentos prescritos, tabaco, refrigerantes, peles e uma infinidade de outros produtos, tudo com base na teoria de que um cartão Visa foi usado em algum momento e que a Visa deveria de alguma forma parar a conduta de atores não relacionados”, disse Visa.

O juiz Carney discordou. Ele disse que manterá a Visa no caso porque os demandantes alegam que a gigante dos pagamentos continuou a reconhecer a MindGeek como um negócio, mesmo depois de saber que os sites da empresa estavam hospedando pornografia infantil.


Fonte: IG ECONOMIA

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Uber vai acabar com o Rewards, seu programa de fidelidade

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O programa Rewards chegou ao Brasil em 2019
Giovanni Santa Rosa

O programa Rewards chegou ao Brasil em 2019

A Uber comunicou a usuários do aplicativo de transporte neste fim de semana que vai encerrar o seu programa de fidelidade, o Rewards, que chegou ao Brasil em 2019. A decisão, segundo a empresa, é global e não haverá um programa substituto, ao menos por enquanto.

O programa permitia a usuários da plataforma acumular pontos a cada corrida ou pedido (no caso do Uber Eats), os quais poderiam ser trocados por benefícios como descontos na própria plataforma ou em parceiros como serviços de streaming.

Neste sábado, usuários da plataforma no Brasil receberam um comunicado sobre o assunto. “Você tem até o dia 31 de agosto para acumular pontos. Depois dessa data, os benefícios atrelados aos níveis do programa também deixarão de existir.”

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Segundo o comunicado, os pontos já acumulados poderão ser trocados por benefícios até 31 de outubro de 2022. Em 1º de novembro, o Uber Rewards será “totalmente encerrado”, segundo o anúncio. Os usuários podem visualizar seus pontos e resgatar seus benefícios na seção ‘Conta’ no app da Uber.

O fim do programa não ocorrerá apenas no Brasil, e sim em todas as operações da Uber no mundo. Segundo o site The Verge, usuários nos Estados Unidos também receberam comunicado semelhante. O encerramento do benefício ocorre após a plataforma realizar, no Brasil, pesquisas com usuários sobre a avaliação que faziam dos benefícios oferecidos. Por aqui, a plataforma enfrenta forte concorrência da 99, controlada pela chinesa Didi.

“No sábado, dia 13 de agosto, anunciamos aos nossos usuários que o Uber Rewards será encerrado em 1° de novembro. (…) Agradecemos aos nossos usuários pela fidelidade e por fazerem parte do Uber Rewards”, disse a Uber em nota.

No segundo semestre deste ano, a Uber teve, globalmente, um prejuízo de US$ 2,6 bilhões (R$ 13,2 bilhões no câmbio atual), ante lucro de US$ 1,14 bilhão registrado no mesmo período de 2021.

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Apesar disso, e de buscar encerrar suas operações mais deficitárias (a exemplo da operação de delivery do Uber Eats no Brasil), a plataforma tem aumentado sua receita. O faturamento no segundo semestre deste ano foi de US$ 8,07 bilhões, o dobro do registrado de abril a junho de 2021.

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Fonte: IG ECONOMIA

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