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Jayme Campos critica Governo Lula por novas homologações de terras indígenas

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_Decretos do Governo Federal desrespeitam o Marco Temporal, afetam produtores rurais e colocam Mato Grosso em situação de insegurança jurídica_

Em duro pronunciamento nesta terça-feira, 25, o senador Jayme Campos (União–MT) protestou contra a recente homologação de três novas terras indígenas pelo Governo Lula em Mato Grosso. Segundo o parlamentar, os decretos — publicados na semana passada — foram editados em desacordo com a Lei 14.701/2023, que instituiu o Marco Temporal, e criam um cenário de “enorme insegurança jurídica” no Estado.

As áreas homologadas somam mais de 273 mil hectares e abrangem propriedades rurais consolidadas, com títulos considerados de boa-fé e atividades produtivas já instaladas. As novas terras são: TI Manoki, em Brasnorte – 250 mil hectares; TI Uirapuru, nos municípios de Nova Lacerda, Campos de Júlio e Conquista D’Oeste – 21 mil hectares; e, TI Estação Parecis, em Diamantino – 2 mil hectares

“Não é contra indígenas, é a favor da lei” – disse Campos. Atualmente, Mato Grosso possui 73 terras indígenas, que juntas ocupam cerca de 15 milhões de hectares, o equivalente a 16% do território estadual.

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Jayme Campos afirmou que o debate não envolve contestação de direitos originários, mas sim a necessidade de respeito às leis vigentes. Ele destacou que a Lei do Marco Temporal veda ampliações de áreas já demarcadas e estabelece exigências, como indenização prévia aos proprietários localizados em áreas pleiteadas.

Para o senador, o Governo Federal avançou de forma unilateral, desconsiderando a legislação aprovada pelo Congresso Nacional e ignorando que o tema está em análise no Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 87, que trata da validade do Marco Temporal.

“O STF está elaborando ajustes à legislação. A prudência recomenda aguardar a palavra final do Judiciário” – afirmou, ao defender a suspensão dos decretos “não como gesto contra os povos indígenas, mas como medida de responsabilidade institucional”.

O senador afirmou que produtores rurais foram pegos de surpresa pelas homologações, que, segundo ele, afetam diretamente o ambiente de crédito para o custeio da safra 2025/2026. “Isso inviabiliza financiamentos. O cidadão está de mãos para o alto, sem saber a quem recorrer. Só se for ao Papa”, ironizou.
Campos criticou ainda a atuação da Funai e a falta de diálogo com municípios e comunidades afetadas antes dos decretos.
Indenizações e decisões anteriores do STF

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O parlamentar mato-grossense questionou como o Governo irá indenizar proprietários que ocupam as áreas há décadas. Ele recordou decisão anterior do ministro Alexandre de Moraes, que autorizava desapropriações mediante pagamento em dinheiro, e não por Títulos da Dívida Agrária (TDA), que demoravam anos para serem recebidos.

Campos classificou as homologações como “inadmissíveis” e pediu reação do Congresso para defender a segurança jurídica no país. “É preciso preservar as leis e o equilíbrio entre os Poderes. O Mato Grosso não pode ficar refém da instabilidade e da incerteza” – ele afirmou.

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‘Nada vai nos calar, nada vai nos desanimar’, diz Wellington Fagundes ao manifestar apoio a Flávio Bolsonaro

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por Marcos Antônio Padilha

O senador Wellington Fagundes (PL-MT) tem feito diversas publicações em suas redes sociais em apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desde que o nome do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi lançado como substituto oficial do pai para disputar a Presidência da República no próximo ano.

“Vamos trabalhar, sem descanso, para que a direita volte a conduzir o nosso país. Porque o Brasil merece esperança, merece verdade, merece coragem”, escreveu Fagundes em uma postagem acompanhada de fotos ao lado de Flávio Bolsonaro.

A escolha do nome de Flávio ocorreu na última sexta-feira (5), quando o próprio senador afirmou à imprensa que Jair Bolsonaro o havia escolhido para encabeçar uma possível chapa presidencial do PL em 2026. A indicação oficial partiu do ex-presidente — que, mesmo preso e inelegível, decidiu que Flávio seria o responsável por “dar continuidade ao nosso projeto de nação”. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou que, com o aval de Jair Bolsonaro, Flávio será o candidato do partido.

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“Nada vai nos calar, nada vai nos desanimar, mesmo diante de tudo o que estamos vivendo”, declarou Wellington Fagundes.

Apesar do apoio recebido e também das críticas à escolha de seu nome, Flávio Bolsonaro afirmou no domingo (7) que sua candidatura ainda não está garantida e que existe a possibilidade de ele desistir da disputa presidencial.

“Existe a possibilidade de eu não ir até o fim”, disse, acrescentando que sua renúncia teria “um preço”. Flávio não explicou o que seria esse “preço”, mas especula-se que estaria relacionado à votação, no Congresso, de um projeto de lei para perdoar condenados pelos atos de vandalismo contra prédios públicos no dia 8 de janeiro de 2023, em protesto contra o resultado das eleições. “Só quero que vocês pensem no que está em jogo no Brasil e em quanto vale para mim retirar minha candidatura”, afirmou.

Para Wellington Fagundes, a possível candidatura de Flávio Bolsonaro seria o elemento necessário para reaglutinar partidos da direita no país e garantir competitividade contra a tentativa de reeleição do presidente Lula, que lidera as pesquisas de intenção de voto.

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“Vamos nos levantar ainda mais fortes e seguir firmes rumo a 2026, para que a direita esteja novamente à frente do Brasil”, destacou o senador.

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