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Jayme Campos contraria Governo e ajuda aprovar PL da regularização fundiária

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_Senador defende segurança jurídica para produtores rurais e critica lentidão do Incra em resolver conflitos na faixa de fronteira_

O senador Jayme Campos (União-MT), um dos principais líderes ruralistas no Congresso Nacional, votou favoravelmente ao Projeto de Lei 4.497/2024, que estabelece novos procedimentos para a ratificação de registros imobiliários de terras públicas situadas em faixa de fronteira. A proposta garante segurança jurídica aos produtores rurais e desburocratiza o processo de regularização fundiária em áreas estratégicas que abrangem 11 estados brasileiros, incluindo Mato Grosso, com mais de 800 quilômetros de extensão.

“Chegou a hora de regularizar essa situação. Essa medida traz alívio para o setor agropecuário, que é fundamental para nossos estados que têm no agro sua principal atividade”, afirmou o senador mato-grossense, ao contrariar a posição da base governista e do Partido dos Trabalhadores. Campos lembrou que a faixa de fronteira do Brasil envolve 588 municípios, o que demonstra a amplitude do impacto da medida.

O parlamentar destacou ainda que a região Amazônica enfrenta graves problemas fundiários, e que o Incra não tem conseguido resolver nem 10% das demandas, o que causa insegurança jurídica e paralisa investimentos. Segundo ele, o órgão sofre com falta de estrutura e de servidores, situação já denunciada em diversas ocasiões na Comissão de Reforma Agrária.

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Para Campos, o projeto relatado pela senadora Tereza Cristina (PP-MS) representa um avanço importante para o setor agropecuário.
“É um alívio indiscutível, sobretudo para estados como Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, cuja economia depende fortemente da pecuária e da agricultura”, reforçou.

O texto aprovado unifica o tratamento dado aos imóveis rurais localizados na faixa de fronteira, independentemente de sua extensão. O Poder Público passa a assumir a maior parte das obrigações de verificação, cabendo ao proprietário apenas apresentar o requerimento ao cartório e o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) — documento que comprova o cumprimento da função social da propriedade, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (ADI 5623).

Com as novas regras, os cartórios ficam proibidos de exigir documentos adicionais além dos previstos em lei. Sua atuação se restringe à verificação da cadeia dominial e da titularidade, o que garante padronização, transparência e previsibilidade ao processo de ratificação.

O projeto também cria uma alternativa judicial para casos em que a cadeia dominial não puder ser comprovada administrativamente. Nesses casos, o interessado poderá recorrer à Justiça, por meio de jurisdição voluntária, para o reconhecimento da origem estatal do título. Os cartórios deverão comunicar a averbação da ratificação em até 30 dias, sob pena de responsabilização.

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A União ou o ente federal competente poderá contestar judicialmente a ratificação em até cinco anos; após esse prazo, o ato se tornará definitivo. O texto também estabelece o mesmo prazo prescricional para pedidos de indenização contra o Estado, reforçando a segurança jurídica das partes envolvidas.

Para imóveis acima de 2.500 hectares, a ratificação será provisória e dependerá de aprovação do Congresso Nacional, que será considerada tácita se não houver manifestação em até dois anos. O projeto mantém a dispensa do georreferenciamento em situações específicas, como sucessões, partilhas, atualizações cadastrais e garantias reais — desde que não haja desmembramento, parcelamento ou remembramento da área. Em caso de alteração na configuração do imóvel, o georreferenciamento continuará obrigatório.

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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