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Jayme Campos assume vice-presidência da Comissão de Infraestrutura no Senado Federal

500 Bilhões em Investimentos

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Indicado por unanimidade para a vice-presidência da Comissão de Infraestrutura, uma das mais importantes do Senado Federal por tratar de mais de R$ 500 bilhões em investimentos, o senador Jayme Campos (DEM/MT) fez duras criticas as concessões de rodovias federais, realizadas em gestões anteriores a do presidente Jair Bolsonaro, para pedir providências sob pena do Senado decretar a ruptura dos contratos ou então a determinação para que o Governo Federal intervenha e destitua a atual concessionária Rota Oeste por descumprimento de contrato.


O senador por Mato Grosso que fez coro dos demais membros da Comissão de Infraestrutura onde imperaram reclamações por parte de todos os representantes dos Estados, cobrou ainda a presença do ministro da Infraestrurura, Tarcísio Gomes de Freitas, para exigir que seja destravada as obras dos diversos ramais de ferrovias em todo o Brasil.
“Para se ter uma ideia da realidade, o setor do agronegócio, aponta que poderia em até 10 anos, triplicar a produção agrícola e de produtos de origem animal, dos atuais U$S 100 bilhões comercializados com todos os parceiros do Brasil, para quase U$S 500 bilhões ou até mais, com obras estruturantes de rodovias, ferrovias e hidrovias. Ou pensamos o Brasil como uma grande e potencial nação ou ficaremos remando contra a maré como acontece há várias décadas”, disse o senador.

O senador Dário Berger (MDB/SC) assumiu a presidência da Comissão e sinalizou que pretende acelerar os pedidos que se encontram na Comissão e no Senado Federal para destravar as obras de infraestrutura em todo país e deu razão ao senador Jayme Campos assinalando que nos Estados do Sul aonde a privatização das rodovias já funciona a décadas e com bons resultados também existem problemas como a questão do custo do pedágio.

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Jayme Campos lembrou que é lastimável a situação da maioria das rodovias do Brasil e citou pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) que apontou que em Mato Grosso, 68,1% da malha rodoviária é considerada de qualidade questionável, recebendo as classificações, regular, ruim ou péssima.

Os dados são do Anuário da CNT 2020, que analisa a evolução dos modais rodoviários em 2019 e apontou que 3.729 quilômetros percorridos no Estado não estão em bom estado de conservação.

O estudo avalia condições do estado geral da rodovia e, além da geometria da via, que compreende o tipo e perfil da rodovia, presença de pontes e viadutos, entre outros, é analisado o item do pavimento, onde são destacadas as características e pontos críticos. Do total de trecho reprovado, 2.759 km foram classificados como regular, 548 km, como ruim, e 422 km, como péssimo.

“A própria CNT aponta ainda que para a solução dos problemas percebidos nas rodovias em 2019, são necessários investimentos na ordem de R$ 38,60 bilhões, recursos bem menores do que a produção do agronegócio de Mato Grosso, e rodovia boa representar maior produtividade, maior qualidade nos produtos que serão comercializados, mais áreas racionalmente e ambientalmente exploradas e consequentemente um salto na economia de Mato Grosso e do Brasil com mais emprego e renda para milhões de pessoas”, disse o senador Jayme Campos.
Jayme Campos frisou querer contribuir com o Governo Federal, mas necessita de uma sinalização, pois todos tem contribuído, mesmo durante a pandemia da COVID 19.

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“Não é possível que em pleno ano de 2021, tenhamos alimentos perdidos por causa da qualidade das rodovias e falta de ferrovias.

A Concessão da BR-163, em pleno cerrado mato-grossense, com altos índices de produtividade, ainda temos rodovias com atoleiros. Aquilo é um câncer, um verdadeiro caça níquel, pois cobra por serviços que não presta e não falamos somente de atoleiros, mas de centenas de vidas que são perdidas por falta de obras e investimentos”, explicou Jayme Campos.
O senador assinalou que a retomada das obras de rodovias e de ferrovias como a Ferronorte são preponderantes para o futuro do Brasil, de Mato Grosso, pois se tem mais de 100 milhões de toneladas de grãos, de alimentos que podem alimentar o mundo e gerar emprego e renda que é o fundamental hoje.

FOTO: AGÊNCIA SENADO

Senadores por Mato Grosso, Jayme Campos (DEM/MT) vice-presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, Wellington Fagundes (PL/MT) e Carlos Fávaro (PSD/MT) junto com o senador e presidente da Comissão de Infraestrutura, senador Dário Berger (MDB/SC).

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Deputado assegura R$ 30 milhões no Orçamento da União para asfaltar a BR-158

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Após propor uma força-tarefa para ajudar a destravar a pavimentação asfáltica da BR-158, no trecho conhecido como Contorno Leste, saindo de dentro da Terra Indígena Marãiwatsédé, o deputado federal José Medeiros (Podemos) conseguiu garantir no Orçamento da União, deste ano, a liberação de uma emenda de bancada no valor de R$ 30 milhões para a obra da rodovia. A emenda foi proposta por Medeiros e pelo coordenador da bancada federal de Mato Grosso, deputado Dr. Leonardo Albuquerque (SD).

Medeiros comemora a garantia do recurso e reafirma a intenção do  ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, de concluir a obra de pavimentação da BR-158 em dois anos e meio. “As dificuldades de trafegabilidade na BR-158 se arrastam há décadas e pela primeira vez o Governo Federal apresentou um cronograma de início da obra de pavimentação e um plano concreto de manutenção emergencial da estrada. Eu e o deputado Leonardo estamos atuando fortemente para garantir os recursos necessários para viabilizar essa importante obra para o nosso estado”, frisa o deputado do Podemos.

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Em recente reunião com a bancada de Mato Grosso, o ministro da Infraestrutura informou que o lote A do contorno possui obra já licitada, com o processo correndo dentro do cronograma previsto. Com relação ao projeto e a obra do lote B, Tarcísio disse que a licitação está sendo preparada. “Com as licenças ambientais dos dois lotes, vamos começar a obra no início de 2022. O maior obstáculo da obra da BR-158 foi o traçado original que corta a Terra Indígena Marãiwatsédé. Diante do impasse, que se arrasta há anos, o Governo Federal optou em fazer a estrada pelo contorno da terra indígena. Isso aumenta a distância e o valor da obra, mas tira do papel essa importante obra para Mato Grosso e para o país”, explica o ministro.

Além dos R$ 30 milhões em emendas, Medeiros disse que é preciso analisar a proposta que o senador Jayme Campos (DEM) apresentou na reunião com o ministro da Infraestrutura que é utilizar parte do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) para a pavimentação da BR-158. “A proposta do senador Jayme Campos é viável uma vez que o estado está com a saúde financeira equilibrada como anunciou o próprio governador Mauro Mendes (DEM). O governador até propôs estadualizar a 158 e fazer o asfalto. Ao invés disso, o Governo do Estado pode contribuir com recursos para acelerar essa obra que é de interesse de todos os mato-grossenses”, comenta o parlamentar.

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A BR-158 tem aproximadamente 800 quilômetros em Mato Grosso, ligando os municípios de Barra do Garças a Vila Rica – na divisa com o Pará. O trecho mais crítico é o único sem asfalto, entre a localidade de Alô Brasil e o entroncamento com a MT-322.

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