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Irmãs são detidas após tentarem registro no CRM-MT usando documentos falsos

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Duas mulheres foram conduzidas à Polícia Civil após tentarem obter o registro profissional junto ao Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) utilizando documentos falsos. Elas foram detidas no final da manhã desta quarta-feira (28.01), na sede do órgão, no momento em que iriam retirar a declaração de inscrição, por policiais militares acionados pelo Conselho, que já havia constatado inconsistências na documentação apresentada pelas duas.

As mulheres, que são irmãs, iniciaram o processo de registro no último dia 9 de janeiro por meio da internet. No dia 20, as duas estiveram na sede do CRM-MT para apresentar os documentos necessários, além de realizarem a captura biométrica.

O Conselho iniciou diligências e, ao acessar a ata de colação de grau, verificou que os nomes das irmãs não constavam no documento como formandas no curso de Medicina da instituição na qual elas alegavam ter estudado. Ao aprofundar a análise dos documentos apresentados, o setor responsável constatou outras inconsistências nos diplomas apresentados por elas, configurando, assim, que se tratava de uma falsificação.

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Já cientes de que se tratava de um caso de falsificação, os responsáveis pelo setor encaminharam um e-mail às mulheres, informando-as de que o processo havia sido finalizado e que elas poderiam retirar a declaração de inscritas. Ao chegarem à sede do Conselho, a Polícia Militar foi acionada e deteve as mulheres. Elas foram encaminhadas à Polícia Civil, que ficará responsável pelo caso.

Presidente do CRM-MT, Diogo Sampaio destacou o rigor do órgão que, logo no início do processo, constatou a falsificação e cumpriu com o dever de entregar as suspeitas às autoridades competentes. “Nossa defesa de uma medicina de qualidade e de levar segurança à população passa por impedir que pessoas que não se formaram em Medicina exerçam a profissão e coloquem em risco a vida dos pacientes. Este caso passa um claro recado a todos aqueles que insistem em burlar a lei. Aqui, no CRM, vocês não vão conseguir”, finalizou.

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Policial civil preso por estuprar mulher custodiada em delegacia de Sorriso tem mais de 20 anos de carreira

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por Nayara Cristina

 

Um crime de extrema gravidade abalou Mato Grosso neste domingo (1º). O policial civil Manoel Batista da Silva, de 53 anos, foi preso preventivamente acusado de estuprar uma mulher que estava custodiada na delegacia de Sorriso. Com mais de duas décadas de atuação na Polícia Civil de Mato Grosso, o servidor foi afastado das funções após a Justiça deferir o pedido de prisão e de busca e apreensão.

A investigação teve início após a denúncia formal apresentada pela própria vítima, que atualmente se encontra custodiada na unidade penitenciária. O caso passou a ser conduzido pelo Núcleo de Atendimento à Mulher, Criança e Adolescente (NAMCA) de Sorriso, sob responsabilidade da delegada Laísa Crisóstomo. Segundo a autoridade policial, foram realizadas oitivas, coleta de material biológico e exames periciais para esclarecer os fatos e identificar o autor do abuso sexual.

De acordo com a delegada, o material genético coletado da vítima foi confrontado com o DNA de todos os policiais que estavam de plantão no dia do crime. O laudo pericial, concluído no fim da tarde da última sexta-feira (30), confirmou a presença de DNA masculino compatível com o do investigado. “Nesse exame fizemos o confronto do material genético coletado com o de todos os policiais que estavam de plantão naquele dia. E, infelizmente, um deles testou positivo”, afirmou Laísa Crisóstomo em entrevista. “O resultado apontou que havia DNA masculino do policial no material coletado da vítima”, completou.

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Com a confirmação pericial, a delegada representou imediatamente pela prisão preventiva do servidor e pela expedição de mandado de busca e apreensão. A solicitação foi acolhida pelo Poder Judiciário, e as ordens judiciais foram cumpridas na manhã deste domingo. Na residência do policial, equipes apreenderam armamento, algemas e demais materiais pertencentes à Polícia Civil.

Manoel Batista da Silva foi encaminhado para audiência de custódia e permanece preso preventivamente à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que, paralelamente ao processo criminal, procedimentos administrativos disciplinares serão instaurados para apurar a conduta do servidor, que já foi afastado do cargo.

O caso segue sob investigação e é tratado com prioridade pelas autoridades, diante da gravidade dos fatos e da violação dos direitos de uma pessoa sob custódia do Estado. A Polícia Civil reforçou, em nota, que não compactua com desvios de conduta e que eventuais crimes cometidos por seus integrantes serão rigorosamente apurados e punidos conforme a lei.

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