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IPF-MT constata que estoque de postos de trabalho estão desatualizados

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As informações são da Fecomércio-MT

Um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio em Mato Grosso (IPF-MT) expõe um equívoco nos dados do Novo Caged, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com relação ao estoque de postos de trabalho no estado. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, até agosto de 2021, existiam apenas 63.975 vagas preenchidas no grupamento de “Administração Pública, defesa, Seguridade Social, Educação, Saúde Humana e Serviços Sociais”, enquanto a Rais (Relação Anual de Informações Sociais), ano-base 2019, traz um estoque de 158.918 somente de servidores estatutários.

No mês de setembro, a Fecomércio-MT relatou, em ofício, a inconsistência dos dados ao IBGE e, em resposta, o chefe de Gabinete do ministro de estado de Trabalho e Previdência, Leandro Barbosa de Lima, destacou que “o Novo Caged, assim como o Caged, não contemplam todas as categorias de trabalhadores, portanto os números apresentados não serão similares aos captados por outros sistemas”.

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Diante dessas informações, o diretor de Pesquisas do IPF-MT, Maurício Munhoz, relata que o novo Caged, por si só, não pode ser utilizado como base real para demonstrar o perfil atualizado do emprego, por provocar uma distorção da realidade mato-grossense. “A Rais está mais bem construída, mas infelizmente, não temos como obter dados atualizados dela”, ao se referir ao ano-base disponibilizado pelo órgão, que é de 2019.

O documento que comprova esta distorção e que tramita no Ministério do Trabalho e Previdência (MTE) traz outras inconsistências. Pelo fato de nem toda empresa declarar o eSocial, o que limita os resultados executivos do novo Caged, e mesmo buscando outros sistemas, como Caged e Empregador Web, ainda assim não representa a totalidade de vínculos empregatícios ativos no estado.

Apesar de a base de dados da Rais contemplar uma abrangência maior que as do novo Caged, o presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, destaca a falta de dados atualizados do IBGE. “A Federação se utiliza dessas informações para fazer análises e municiar a imprensa que, consequentemente, informa a população, entretanto, os dados de 2019 não refletem a realidade atual das vagas de trabalho”.

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Ainda segundo a Rais, no ano-base de 2019, foram registrados um total de 868.521 vínculos ativos (estoque) no estado de Mato Grosso. Para o Grupamento Administração Pública, defesa, Seguridade Social, Educação, Saúde Humana e Serviços Sociais foram 218.003 postos de trabalho, sendo que 158.918 eram do tipo estatutário e que não constam no novo Caged.

 

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“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO

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por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

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Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

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“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

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