Tecnologia
Inquérito eletrônico está 100% implantado em todas as delegacias de MT”, anuncia governador
Inquérito eletrônico está 100% implantado em todas as delegacias de MT”, anuncia governador
A partir desta quarta-feira (23.09), ferramenta já opera em todas as unidades; Mato Grosso é pioneiro nessa tecnologia
Lucas Rodrigues/com informações da PJC | Secom-MT
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O governador Mauro Mendes anunciou, nesta quarta-feira (23.09), a finalização da implantação do inquérito eletrônico em todas as delegacias de Mato Grosso.
O inquérito policial eletrônico é a integração do sistema Cartorium do conjunto de módulos do Geia da Polícia Civil, com o Processo Judicial Eletrônico (PJe) do Tribunal de Justiça. A integração dos dois sistemas tornará o inquérito policial 100% digital e integrado, de forma que todas as peças que compõem o inquérito fiquem disponíveis em tempo real, sem a necessidade de uso de papel.
“Esse inquérito estará integrado ao sistema Judiciário. Mato Grosso é o 1º estado do Brasil que tem isso 100% efetivamente implantado. Estão de parabéns toda a equipe da Polícia Judiciária Civil e da Segurança Pública, assim como os desenvolvedores. Isso foi feito internamente por profissionais contratados pela própria Polícia Civil”, afirmou o governador.
De acordo com o delegado-geral da PJC, Mário Dermeval Resende, a ferramenta vai gerar economia anual de R$ 2 milhões, somente com a eliminação de impressões, papel, além da economia indireta através de reduções de gastos com viaturas, combustível, além de espaço físico e otimização do efetivo no trajeto delegacia/fórum, para levar e buscar processos todos os dias.
“Assim nós teremos uma celeridade, uma economia e principalmente a padronização das informações que serão trafegadas na Polícia Judiciária Civil e Tribunal de Justiça. Sistemas que se comunicarão sem intervenção humana, 100% digital. Acertando os últimos detalhes, acredito que até o final do ano a Polícia Civil não precisará mais do papel. Vai ser papel zero”, ressaltou.
O delegado agradeceu a parceria das demais instituições para o desenvolvimento desse projeto.
“O Tribunal de Justiça e o Ministério Público foram parceiros na parte de aparelhagem e todas as instituições serão beneficiadas com esta agilidade, que vai trazer mais qualidade às investigações. O Estado de Mato Grosso passa a ser vanguardista. Somos a primeira Polícia Civil brasileira a estar com o sistema de inquérito policial completo e totalmente integrado ao PJe utilizado no Poder Judiciário”, citou.
Para o delegado-geral adjunto da PJC,é Gianmarco Paccola “O avanço do inquérito eletrônico vai trazer para a Polícia e para a população “é inestimável”.
“Temos um território gigantesco com mais de 1 milhão de quilômetros quadrados, são praticamente três Itálias somadas. Essa necessidade que havia de deslocamento de uma equipe até a outra, em alguns casos se tornava inviável pela distância. Hoje temos um sistema que compila todas as informações de investigação, que vai proporcionar uma celeridade e, consequentemente, eficiência. Por exemplo, a delegacia de Cuiabá hoje vai ter acesso a uma produção de prova colhida lá no Nortão, e vice-versa. Essa dinâmica toda vai trazer eficiência à investigação. Porque era impossível nós termos essa dinâmica rápida em milhares de inquéritos. A Polícia Civil dará um salto enorme no combate à criminalidade”, citou.
O coordenador de Tecnologia da Informação da Polícia Civil, Fábio Arruda Góes Ferreira, frisou que a ferramenta também vai trazer mais segurança para as investigações.
“Com o trâmite no papel, havia risco de perder provas, procedimentos. Podia ser extraviado, rasurado. Com tudo digital, isso é tramitado do sistema da Polícia Civil direto ao sistema Judiciário, com normas de segurança internacionais. Não há risco de perda de procedimentos e as informações chegam de forma célere ao Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e advogados. Em poucos minutos, chega nas mãos de todos esses atores. Antes, isso demorava muito”, pontuou.
Tecnologia
Cadastro para edital Pró-Amazônia 2025 pode ser feito até 30 de janeiro
Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) interessadas em concorrer aos recursos da chamada pública Infraestrutura para a Amazônia Legal — Pró-Amazônia 2025 devem ficar atentas ao prazo: o cadastro básico da pessoa jurídica e o envio dos documentos institucionais na Plataforma de Apoio e Financiamento da da Financiadora de Estudos e Pesquisas (Finep) se encerram em 30 de janeiro, às 17h. Essa etapa é obrigatória para a submissão de propostas ao edital, que conta com R$ 150 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
Lançada pela Finep, agência de fomento vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a chamada pública tem como objetivo apoiar a expansão e a interiorização da infraestrutura de pesquisa científica e tecnológica na Amazônia Legal.
O presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, ressaltou o compromisso da agência com a agenda Amazônia Legal. “Este edital representa um marco decisivo para desenvolver o ecossistema local, demonstrando nosso compromisso com a construção de um ambiente de renovação robusto e competitivo a nível internacional”, destacou.
Podem participar ICTs públicas e privadas com CNPJ próprio e sede na Amazônia Legal, atuando como executoras ou coexecutoras. Cada instituição executora poderá submeter até três projetos, em uma ou mais áreas temáticas contempladas.

- Amazônia Legal
Os recursos são não reembolsáveis e podem financiar a aquisição de equipamentos e materiais permanentes, bolsas de pesquisa, serviços de terceiros pessoa jurídica, material de consumo, diárias e passagens, além de adaptações físicas de baixa complexidade. Não são financiadas obras complexas, despesas com pessoal nem serviços prestados por pessoa física. Para coexecutoras fora da Amazônia Legal, há restrições específicas quanto a adaptações físicas, bolsas e equipamentos.
O valor solicitado por proposta deve variar de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões, com prazo máximo de execução de até 36 meses. O processo de seleção inclui análise de habilitação documental e avaliação de mérito, que considera critérios como relevância, impacto, interiorização da pesquisa, qualificação da equipe e viabilidade orçamentária.
Após a conclusão do cadastro básico e do envio dos documentos até 30 de janeiro, as instituições habilitadas terão até 26 de fevereiro, às 17h, para submeter as propostas completas na plataforma da Finep. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site financiamento.finep.gov.br.
Encontros presenciais
Como parte da divulgação da chamada pública Infraestrutura para a Amazônia Legal — Pró-Amazônia 2025, a Finep tem promovido encontros presenciais abertos ao público para orientar as ICTs interessadas em participar do edital. Na manhã desta quarta-feira (28), a agência promoveu uma apresentação em Belém (PA), na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), com explicações sobre regras, prazos e etapas de inscrição.
A programação segue na sexta-feira (30), às 10h, em Palmas (TO), na Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (FapTO). O encontro vai detalhar os critérios da chamada, apresentar o funcionamento da Plataforma de Apoio e Financiamento da Finep e esclarecer dúvidas sobre a submissão de propostas. A iniciativa busca ampliar o acesso à informação, estimular a participação de instituições da região e apoiar projetos voltados à expansão da infraestrutura de pesquisa científica e tecnológica na Amazônia Legal.
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