COVID-19

Infectologista alerta sobre casos de reinfecção da Covid-19 e aposta nas vacinas

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JB News

Por Luciane Mildenberger

As tão aguardadas vacinas que combatem a disseminação da Covid-19 têm chegado aos municípios mato-grossenses, mas a vacinação total da população ou boa parte dela ainda deve perdurar por meses. Enquanto isso, médicos infectologistas alertam sobre novos casos e, inclusive, reinfecções pela doença, principalmente após festas e reuniões familiares.

“Nas últimas semanas temos percebido um aumento no número de casos de infecção por Covid-19 nos consultórios e unidades de pronto-atendimento de Cuiabá e outras cidades de Mato Grosso, e quando ouvimos os pacientes, as histórias são quase sempre as mesmas, sentiu-se mal, após participar de alguma festa ou reunião familiar, ou seja, uma pessoa transmitiu para várias, o que gera uma cadeia de transmissão”, explica a infectologista do Núcleo de Segurança do Paciente do Hospital e Maternidade Femina, Kadja Samara Sousa do Nascimento Leite.

Além do fato de uma pessoa completamente saudável contrair a doença, a reinfecção por Covid-19 também é comprovada cientificamente. Segundo a médica, o Ministério da Saúde considera caso suspeito de reinfecção quando há dois resultados positivos no exame de RT-PCR, que detecta a presença do vírus no organismo, com intervalo igual ou superior a 90 dias entre as duas infecções.

“Desde dezembro estamos percebendo esse aumento de casos, alguns pacientes que contraíram a doença em maio e junho, e apresentaram novamente sintomas compatíveis com a doença entre novembro e dezembro, sendo que alguns pacientes tiveram sintomas leves, outros graves e até casos de óbito”, explica a infectologista.

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Entretanto, para comprovar que se trata de nova doença, é preciso sequenciar o código genético do vírus nas duas ocasiões e comparar os resultados, o que não está ocorrendo com frequência no país.

“No Brasil, os registros estão sendo subnotificados, porque como tivemos uma situação de pandemia, muitos testes foram feitos em laboratórios sem infraestrutura, e muitos não sabiam que teriam que resgatar essas amostras, então não estão conseguindo documentar a reinfecção, o que é muito ruim, porque não saberemos de fato até que ponto a nossa população está contraindo a doença. Isso dificulta registros das variantes do vírus”, observa Kadja.

Eficácia das vacinas

Para a infectologista Kadja Samara, as vacinas foram muito esperadas e hoje são a principal esperança em relação à redução do números de casos da Covid-19. “A Coronavac, por exemplo, além de ser produzida no Brasil, tem fácil acesso a transporte e atende as nossas dificuldades climáticas de país continental”, avalia.

Ela observa que a vacina chega em um momento epidemiológico muito importante no Brasil e deve diminuir a cadeia de transmissão. “A Coronavac é feita com vírus inativo, ou seja, o risco de efeitos adversos é baixíssimo, o que garante segurança em seu uso e uma resposta vacinal que reduz a mortalidade”, enfatiza Kadja.

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As cinco principais vacinas contra Covid-19 em desenvolvimento no mundo são a Pfizer/BioNTech (Estados Unidos e Alemanha, eficácia de 95%), Moderna (Estados Unidos, eficácia de 94,5%), AstraZeneca/Oxford (Reino Unido, eficácia de 70,4%), Sputnik V (Rússia, eficácia de 91,4%) e Coronavac/Sinovac (Brasil e China, eficácia de 50,38%). Os resultados dos testes com a eficácia de cada vacina foram divulgados pelos laboratórios.

Redobrar os cuidados

A pediatra e neonatologista Fernannda Pigatto Vilela, diretora-técnica da Femina, orienta que o melhor é evitar aglomerações e redobrar a atenção com os cuidados de higiene pessoal e uso de máscaras para conter a disseminação da doença.

“Muitas vezes, as pessoas têm comportamentos arriscados, acreditando que não serão infectadas, mas a verdade é que todos nós estamos sujeitos à doença e muitos podem ter sérias complicações ou mesmo vir a óbito”, alerta a médica.

Segundo ela, “é muito importante que a decisão individual de receber a vacina ou não seja baseada em informações pautadas no que a ciência preconiza e não na opinião pessoal de determinadas pessoas”, conclui Fernnanda.

Fotos: Divulgação
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COVID-19

Seduc prorroga medidas restritivas até 30 de abril

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Expediente na sede da secretaria permanece das 7h às 13h; professores continuam em teletrabalho

Assessoria | Seduc-MT

Na Seduc, deve ser mantido no mínimo 30% dos servidores – Foto por: David Borges

Na Seduc, deve ser mantido no mínimo 30% dos servidores

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A secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) prorrogou até o dia 30 de abril as medidas restritivas que visam reduzir os riscos de disseminação do novo coronavírus (Covid-19) entre os servidores. A portaria 257/2021 mantém, de forma extraordinária, o expediente na sede da Seduc das 7h às 13h.

A portaria, assinada pelo secretário Alan Porto, publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (15.04), mantém a ampliação do teletrabalho. Na Seduc, deve ser mantido no mínimo 30% dos servidores.

A orientação às secretarias-adjuntas é que todos os servidores que possam desenvolver suas atividades de forma remota, sejam mantidos em teletrabalho até nova decisão.

As escolas da rede estadual de ensino devem seguir as normativas editadas pelas prefeituras, de acordo com a classificação de risco.

 

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