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Infarto: entenda o que pode ter causado a morte de João Paulo Diniz

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João Paulo Diniz morreu aos 58 anos
Reprodução/Redes sociais – 01.08.2022

João Paulo Diniz morreu aos 58 anos

A morte do empresário João Paulo Diniz, 58 anos , filho de Abílio Diniz, vítima de um infarto fulminante, levantou algumas dúvidas entre as pessoas. Como uma pessoa atlética, com um bom condicionamento físico, amante de esportes, e praticante assíduo pode sofrer um ataque do coração?

Pois este pode ter sido exatamente o motivo. Segundo o diretor da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, Marcelo Franken, atletas de alta intensidade podem ter um aumento na ocorrência de eventos cardíacos.

“Não é comum que aconteça, mas quando acontece, é uma grande tragédia. O esporte de alto impacto, sem uma supervisão ou acompanhamento médico é muito perigoso. A ocorrência de um mal súbito derivado de um infarto em atletas acima dos 35 anos é o mais comum”, explica Marcelo que também é Gerente do programa de cardiologia no Hospital Israelita Albert Einstein.

O infarto fulminante é aquele que surge de repente e que muitas vezes pode causar a morte da vítima antes que possa ser atendida pelo médico. Este tipo de infarto ocorre quando há a interrupção abrupta do fluxo sanguíneo que vai nutrir o coração. Em pessoas jovens este risco é maior em pessoas com alterações genéticas, ou de forma geral, em pessoas com fatores de risco para doenças do coração, como tabagismo, obesidade, diabetes e pressão alta.

Em atletas de alto rendimento, entretanto, os motivos podem ser outros. Segundo Franken, o esporte de alta intensidade leva o coração ao limite. A combinação de maior adrenalina no sangue, alterações na hidratação corporal e distúrbio de eletrólitos, ou seja, a falta de elementos químicos importantes para o funcionamento do músculo cardíaco, como o potássio e magnésio, pode levar ao surgimento de eventos graves. Além disso, arritmias de origem genética ou alterações na estrutura do coração também podem levar a morte súbita.

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“Outro fator recente que pode aumentar o risco de ataques cardíacos em atletas é a Covid-19. Estudos já mostraram que nos primeiros meses após a infecção há um aumento no risco de ter eventos cardíacos mais graves. Outra febre ultimamente é a utilização de suplementos hormonais por pessoas que não tem indicação clínica. Um paciente que utiliza testosterona para aumento de massa muscular, por exemplo, tem mais chances de ter um ataque cardíaco”, afirma.

O cardiologista ainda alerta para o uso “em excesso” de outras substâncias como a cafeína presente em termogênicos, que pode aumentar o risco de arritmias graves. Ele afirma, entretanto, que o esporte aliado a uma alimentação saudável continua sendo a principal forma de evitar um infarto.

Especialistas sugerem exercícios simples regulares, como uma caminhada de 30 minutos, pelo menos três vezes durante a semana, e consumir legumes, verduras, grãos, cereais, frutas, hortaliças e carnes magras, como peito de frango grelhado, nas refeições diárias. Beber bastante água para manter o corpo hidratado e evitar o estresse, são outros pontos levantados para evitar o evento.

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“Precisamos respeitar o limite do nosso corpo. O esporte em excesso, sem um acompanhamento, assim como tudo em nossa vida, pode não ser bom para o coração. É extremamente importante realizar avaliações cardíacas com um profissional regularmente”, diz Franken.

Sintomas Apesar de poder surgir sem qualquer aviso prévio, o infarto fulminante pode provocar sintomas, que podem começar a ser sentido dias antes. Alguns dos mais comuns são: dores, sensação de peso ou queimação no peito que pode ser localizada e depois irradiar para o braço ou mandíbula; sensação de indigestão; falta de ar e cansaço com suor frio.

É importante sempre procurar um pronto-socorro o mais rápido possível quando começar a sentir qualquer um dos sintomas. A rapidez no atendimento é o que salva a maioria das vítimas em casos de infarto.

João Paulo começou a passar mal na tarde do domingo, após passar a manhã fazendo exercícios físicos. Praticante de triatlo desde os anos 1980, o empresário era fascinado por provas de resistência, participou de grandes maratonas com as de Nova York, Paris e Londres, foi um dos idealizadores da Maratona de Revezamento Pão de Açúcar, era frequentador assíduo de competições como Race Across America e Ironman, além de ter conquistados grandes feitos no setor privado quando o assunto é esporte.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Brasil registra 147 mortes e 17,7 mil novos casos de covid-19 em 24h

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Em 24 horas, foram registrados 17.726 novos casos de covid-19 no Brasil. No mesmo período, houve 147 mortes de vítimas do vírus. O Brasil soma desde o início da pandemia 681.400 mortes por covid-19, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje (13), em Brasília, pelo Ministério da Saúde. O número total de casos confirmados da doença é de 34.165.857.

Ainda segundo o boletim, 32.966.689 pessoas se recuperaram da doença e 517.768 casos estão em acompanhamento. No levantamento de hoje, não consta atualização dos dados de óbitos em Mato Grosso do Sul. Também não consta a atualização de casos e mortes no Distrito Federal e nos seguintes estados: Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Roraima e Tocantins.

Estados

Segundo os dados disponíveis, São Paulo lidera o número de casos, com 5,97 milhões, seguido por Minas Gerais (3,85 milhões) e Paraná (2,71 milhões). O menor número de casos é registrado no Acre (147,5 mil). Em seguida, aparecem Roraima (173,9 mil) e Amapá (177,7 mil).
Em relação às mortes, de acordo com os dados mais recentes disponíveis, São Paulo apresenta o maior número (173.638), seguido de Rio de Janeiro (75.162) e Minas Gerais (63.257). O menor total de mortes situa-se no Acre (2.025), Amapá (2.155) e Roraima (2.165).

Boletim Epidemiológico Boletim Epidemiológico

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Boletim Epidemiológico – 13/08/2022/Divulgação/ Ministério da Saúde

Vacinação

Até hoje, foram aplicadas 471,7 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 178,7 milhões com a primeira dose e 159,8 milhões com a segunda dose. A dose única foi aplicada em 4,9 milhões de pessoas. Outras 104,4 milhões já receberam a primeira dose de reforço, e 18,9 milhões receberam a segunda dose de reforço.

Edição: Claudia Felczak

Fonte: EBC Saúde

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