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Grupo Flor Ribeirinha promove percurso histórico de São Gonçalo Beira Rio

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O Grupo Flor Ribeirinha de São Gonçalo Beira Rio, oferece este ano mais um atrativo com ações de reconhecimento e valorização dos saberes e fazeres do modo de vida do ribeirinho e suas tradições. Será um percurso histórico de três horas pela comunidade, incluindo o transporte. No ponto de Cultura Quintal da Domingas, terão oficinas da dança do Siriri e do artesanato em de cerâmica, além da apresentação do grupo e um almoço típico cuiabano, no final das atividades.

Conforme explica o diretor artístico e coreógrafo do Grupo Flor Ribeirinha, Avinner Augusto, o trabalho consiste em uma visita guiada ao bairro, com explanações sobre a história da comunidade e sua importância cultural. Os participantes vão conhecer de perto os moradores e um pouco mais sobre o artesanato e outras riquezas históricas de São Gonçalo Beira Rio. Ele ressalta que as atividades serão das 9h ás 12h, com parada no quintal, onde serão realizadas as oficinas e a a apresentação do grupo. ”Os participantes vão circular pela comunidade conduzidos em ônibus pela Verde Transportes, e no final da visita, vão saborear um almoço típico cuiabano. É gratificante para nós proporcionar estes momentos, para que conheçam de perto os valores da nossa comunidade.” disse Avinner.

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O trabalho será realizado através de parcerias com as escolas públicas, privadas, acadêmicos, instituições sociais e outros interessados. Avinner explica que a iniciativa surgiu devido ao grande número de pessoas que procuram com frequência a comunidade de São Gonçalo Beira Rio, especialmente o Grupo Flor Ribeirinha para saber mais sobre a dança.“Sem dúvida, é uma boa oportunidade para os participantes conhecerem a prática do Siriri, e possivelmente de outras manifestações da nossa cultura popular”, adiantou o coreógrafo.

As excursões na comunidade nesta vivência cultural necessita de um agendamento prévio, com grupos de até 40 pessoas. As inscrições para fechar a parceria podem ser através dos telefones: (65)99262.0881 e 99204.8404

História

A região de São Gonçalo Beira Rio, uma das mais antigas de Cuiabá, já completou 300 anos em 2018. A comunidade foi formada em 1718, quando bandeirantes paulistas passaram pelo local à procura de índios. São Gonçalo Beira Rio se destaca na capital, como um dos pontos turísticos mais visitados. Entre os atrativos estão o turismo gastronômico, com diversas peixarias instaladas as margens do rio, que produzem diariamente os pratos típicos como mojica de pintado, ventrecha de pacu, e muitos outros. A cerâmica é um produto muito presente na comunidade, assim como a dança do Siriri, uma manifestação cultural forte e admirada.

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Malu Sousa

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Projeto narra “Memórias de um Restauro” de casa no Centro Histórico de Cuiabá

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A ação foi aprovada em edital da Lei Federal Aldir Blanc em Cuiabá, executada pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, com apoio do Conselho Municipal de Política Cultural

NAIARA LEONOR

Uma sala, um quarto, uma cozinha, um banheiro e um ateliê. Que histórias esses espaços podem nos contar? Memórias tem endereço: Casa 603, Rua do Meio, Centro Histórico de Cuiabá. Nesta sexta-feira (16), a partir das 16h, será o momento de ouvi-las. O projeto “Memórias de um Restauro” apresenta o processo de recuperação desse espaço que sobreviveu ao tempo, como forma de contribuir para a educação patrimonial e preservação do patrimônio histórico cultural na capital de Mato Grosso. Em razão do cumprimento das medidas sanitárias durante a pandemia da COVID-19, o encontro será virtual, por meio do perfil do projeto no youtube e facebook. A ação foi aprovada em edital da Lei Federal Aldir Blanc em Cuiabá, executada pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, com apoio do Conselho Municipal de Política Cultural.

Foi em 2019 que a arquiteta, historiadora e professora universitária aposentada, Ludmila de Lima Brandão, adquiriu o imóvel de número 603 na antiga Rua do Meio, no Centro Histórico de Cuiabá.

“Encaminhei o projeto de ‘requalificação’ da casa, provavelmente construída em finais do século XVIII, com cerca de 80m2, ao Escritório do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em Cuiabá, por reconhecer a necessidade do Centro Histórico de Cuiabá precisar de um estímulo aos projetos de recuperação/restauro/adaptações de modo a torná-lo um lugar atraente para usos compatíveis com sua condição de patrimônio arquitetônico”, explica Ludmila Brandão.

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A proprietária, que também é proponente do projeto contemplado em edital executado pelo município de Cuiabá, conta que à medida que a equipe contratada para a obra trabalhava no restauro da casa, ela foi reconhecendo a importância histórico-arquitetônica do espaço e identificando a necessidade de registrar todo o processo.

“Ter sido contemplada com recursos deste Edital é a oportunidade de efetivar essa Memória e compartilhar os conhecimentos produzidos ao longo da requalificação, que acreditamos poderá não apenas beneficiar profissionais e estudantes que desejam atuar com patrimônio histórico, mas, principalmente, sensibilizar outros proprietários/moradores ou potenciais proprietários para iniciativas semelhantes e até mais audaciosas em termos de investimento”, destaca.

Cuiabá é uma das 68 cidades brasileiras que contam com conjunto urbano tombado, segundo dados de 2017, do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Cultural (IPHAN). Apesar disso, ainda se nota a dificuldade de gerir esse patrimônio de valor inestimável, já que são poucos os proprietários que dispõe de recursos financeiros para restauro e manutenção das estruturas, que devem seguir os critérios estabelecidos pelo órgão responsável pelo tombamento e exigem equipe técnica especializada na execução da obra.

Considerando esse cenário e o contexto local, o projeto tem a finalidade de produzir uma Memória da obra, buscando o compartilhamento dos conhecimentos produzidos nessa experiência. Para a proponente, os problemas encontrados, bem como as soluções, podem ser do interesse de profissionais e estudantes que atuam/pretendem atuar com patrimônio arquitetônico, dos proprietários de imóveis similares e dos demais cidadãos.

A restauração da casa, que ocupa todo o lote (provavelmente desmembrado) e é constituído de sala, quarto, cozinha, banheiro e espaço anexado de ateliê, foi iniciada em março de 2020, sob a coordenação do arquiteto André Campos, e concluída no início de 2021.

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Ao longo do processo de restauração, o arquiteto André Campos, assim como o fotógrafo Fred Gustavos, foram registrando imagens que tornam possível hoje refazer o percurso do restauro. Dessa maneira, os registros fotográficos da requalificação do imóvel e textos do Memorial Descritivo farão parte de um espaço expográfico para exibição dessa memória nos diferentes ambientes da casa. Além da exposição, o projeto também pretende abrir a casa para visitações guiadas presenciais e virtuais, com mediação da proprietária e/ou arquiteto responsável.

Por fim, Ludmila Brandão ressalta que a casa abrigará a Sede e Residência Artística da Paratudo Artes – um coletivo interdisciplinar composto por ela, pelo fotógrafo e artista visual Fred Gustavos, por Suzana Guimarães (Doutora em História), Quise Gonçalves (Doutora em Estudos de Cultura Contemporânea) e Giordanna Santos (Doutora em Cultura e Sociedade).

Contatos para imprensa

Giordanna Santos – Assessoria de Imprensa

giosants@gmail.com

Quise Gonçalves e Ludmila Brandão – Produção do Projeto

paratudoartes@gmail.com

 

 

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