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Governo moderniza o Voe MT, amplia benefícios fiscais e estimula a aviação regional

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As regras do Programa Voe MT foram reformuladas e, com isso, passou a vincular os incentivos fiscais à expansão efetiva da malha aérea no Estado. A atualização do decreto que regulamenta a Lei nº 10.395/2016, alterada pela Lei nº 13.189/2025, estabelece critérios objetivos para a concessão dos benefícios, como número de municípios atendidos, frequência dos voos e ampliação das conexões regionais e nacionais, com vigência a partir de 1º de janeiro de 2026.

Diferentemente do modelo anterior, em que os incentivos fiscais eram concedidos de forma mais geral, a nova legislação estabelece critérios objetivos e progressivos, vinculando diretamente o benefício à expansão efetiva da malha aérea no Estado. A redução da base de cálculo do ICMS sobre o querosene de aviação (QAV) passa a variar conforme o número de municípios mato-grossenses atendidos por voos regulares e pela frequência das operações.

Agora, quanto maior a cobertura territorial e o número de conexões regionais e nacionais ofertadas pelas companhias aéreas, maior será o incentivo fiscal concedido. Os percentuais de redução variam de 41,18% a 16% do valor da operação, conforme o cumprimento de requisitos que envolvem voos diários e semanais, ligações com outros estados e conexões entre municípios do interior e o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande.

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Outra mudança relevante foi o fortalecimento do caráter de contrapartida do programa. A nova regra determina que os benefícios sejam concedidos com base no número de municípios efetivamente atendidos, e não apenas nos previstos no credenciamento, tornando o incentivo mais transparente e orientado a resultados concretos.

A legislação também manteve e detalhou a isenção total de ICMS sobre combustível e lubrificantes utilizados em voos internacionais regulares com destino ao exterior, desde que a origem, o destino ou a conexão envolva ao menos um município mato-grossense. Ao mesmo tempo, vedou expressamente a cumulação dos incentivos do Voe MT com outros benefícios fiscais relacionados ao ICMS.

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, a atualização do Voe MT representa um avanço estratégico para o desenvolvimento do Estado.

“Eu já tive reuniões com a Azul, com a Gol e com a Latam, uma das ponderações que eles fizeram, que o nosso programa de incentivos que existia, o Voe MT, previa incentivo fiscal para dois voos, quatro voos, seis voos, não previa por exemplo a três voos, para cinco voos, então muitas vezes a Gol que já atende dois destinos, ela poderia atender Alta Floresta, é um exemplo, seriam três destinos, ela não teria o benefício, só se ela chegasse a quatro destinos. Nós reformulamos o nosso Voe MT para adequar para essa situação de ser mais atrativo para as empresas aéreas”.

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O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, destacou que a nova modelagem também cria um ambiente mais atrativo para as companhias aéreas ampliarem investimentos no Estado.

“Essa atualização do Voe MT coloca o incentivo fiscal no lugar certo, como instrumento de política pública orientado a resultados. O benefício de ICMS deixa de ser genérico e passa a estar diretamente vinculado à ampliação real da malha aérea, à interiorização dos voos e ao atendimento efetivo dos municípios. Do ponto de vista fiscal, isso garante mais transparência, previsibilidade e retorno econômico, com impacto positivo na atividade produtiva e na arrecadação do Estado”.

Atualmente são beneficiadas no programa Voe MT a Azul Linhas Aéreas, Gol Linhas Aéreas, Latam e Asta Linhas Aéreas.

Fonte: Governo MT – MT

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Agricultura familiar

Gripe aviária volta a acender alerta em Mato Grosso após confirmação de foco em Acorizal

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por Nayara Cristina

Foto: Arte Emerson Teixeira JB News

A confirmação de um novo caso de gripe aviária de alta patogenicidade voltou a colocar Mato Grosso em estado de atenção máxima na área sanitária animal. O foco foi identificado em uma propriedade rural de criação doméstica, no município de Acorizal, após a morte súbita de aves, situação que levou o próprio criador a comunicar as autoridades sanitárias.

A suspeita foi imediatamente apurada por técnicos do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), que coletaram amostras das aves doentes e encaminharam o material para análise laboratorial. O diagnóstico definitivo foi confirmado na sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), após exames realizados pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, em Campinas (SP), referência nacional para esse tipo de análise.

Com a confirmação do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), uma série de medidas emergenciais foi colocada em prática para evitar a propagação da doença. Em menos de 24 horas, equipes do Indea já atuavam na propriedade afetada, promovendo o abate sanitário de todas as aves, procedimento considerado essencial para interromper o ciclo de transmissão. Os animais sacrificados foram enterrados em locais adequados, seguindo rigorosamente os protocolos técnicos estabelecidos pelo Mapa.

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Além disso, toda a estrutura utilizada para a criação das aves passou por limpeza minuciosa e desinfecção, eliminando possíveis resíduos do vírus no ambiente. Também foi implantada uma barreira sanitária para restringir o trânsito de pessoas, animais, veículos, equipamentos e qualquer material que pudesse representar risco de contaminação.

A vigilância foi ampliada em torno da propriedade, com monitoramento intensivo em um raio de até 3 quilômetros, considerado zona perifocal, e em um raio de 10 quilômetros, classificado como zona de vigilância. Nessas áreas, técnicos realizam inspeções constantes em propriedades vizinhas, acompanhando sinais clínicos em aves e reforçando orientações aos criadores.

Mais de 30 profissionais do Indea seguem mobilizados na operação, atuando de forma ininterrupta, com apoio da Polícia Militar de Mato Grosso, que auxilia no controle de circulação e na segurança das ações em campo. O trabalho conjunto busca garantir que o foco permaneça isolado e não avance para outras regiões.

O estado de Mato Grosso já está em emergência zoossanitária desde dezembro de 2024, quando um caso semelhante foi identificado em Cuiabá. Na ocasião, as medidas adotadas conseguiram conter a doença, e a área afetada permanece em vazio sanitário, período em que é proibida a criação de aves por pelo menos 28 dias, como forma de prevenção.

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As autoridades reforçam que não há risco à saúde humana relacionado ao consumo de carne de frango ou ovos, desde que os produtos sejam devidamente inspecionados e preparados. Também foi esclarecido que o foco registrado em Acorizal não compromete a avicultura comercial do estado, pois envolve uma criação de subsistência, sem ligação com o setor produtivo industrial.

Mesmo com o controle rigoroso, o novo episódio evidencia a importância da vigilância permanente e da rápida comunicação por parte dos criadores diante de qualquer ocorrência fora do normal. A gripe aviária segue sendo tratada como uma ameaça séria à sanidade animal, e as autoridades mantêm ações firmes para impedir que a doença volte a se espalhar em Mato Grosso.

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