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Governador visita fábrica da vacina Sputnik e busca compra direta para Mato Grosso

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Mauro Mendes conversou com a diretoria da União Química na manhã desta terça-feira (02.03)

Pir Lucas Rodrigues

Com informações Secom-MT

Governador Mauro Mendes visita fábrica União Química
Foto: Reprodução

O governador Mauro Mendes visitou em Brasília (DF) a fábrica da União Química, empresa responsável por produzir no país a Sputnik V, vacina russa contra a covid-19.

A visita ocorreu na manhã desta terça-feira (02.03), junto de governadores de outros estados. Mauro Mendes conversou com a diretoria da fábrica para buscar a compra direta de vacinas a Mato Grosso. O Governo do Estado busca a aquisição de até 4 milhões de doses e já possui os recursos em caixa para pagamento.

Conforme o governador, a empresa deve produzir inicialmente 10 milhões de doses em março e abril. Porém, todo esse lote já foi encomendado pelo Governo Federal.

“Na sequência, vão produzir aqui no Brasil – em Brasilia e em São Paulo – em torno de oito milhões de doses por mês. Nesta nova produção, nós governadores nos colocamos à disposição para comprar essas vacinas, mesmo que elas sejam colocadas no PNI [Plano Nacional de Imunização] com posterior devolução de recursos pelo Governo Federal”, explicou.

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Mauro Mendes reforçou que o objetivo é aumentar a vacinação dos mato-grossenses o mais rápido possível, “como forma de combater a disseminação do vírus e todas as consequências que têm trazido para todos nós”.

Nos últimos meses, o governador também já conversou com todas as demais empresas que fabricam vacinas contra o coronavírus, bem como buscou a interlocução com embaixadas e outros meios diplomáticos. Até o momento, nenhum estado brasileiro ainda conseguiu a compra direta, uma vez que as empresas têm negociado apenas com governos federais.

“A pandemia está crescendo. Vivemos um momento crítico que pode piorar nas próximas semanas e hoje a vacinação é um dos grandes caminhos que a ciência colocou à disposição. Queremos acelerar e ampliar o programa de vacinação em todo o país”, afirmou.

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COVID-19

Senadores farão diligências em laboratórios do agro para produção de vacinas anticovid

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A ideia da visita ‘in loco’ é acelerar os procedimentos para inclusão dos laboratórios na produção de vacinas.

A Comissão Temporária do Senado, que acompanha as ações de enfrentamento à Covid-19, deverá realizar diligência externa nas três fábricas de produtos veterinários classificados com nível de segurança NB3+, potencialmente utilizáveis para a produção de vacinas humanas anticovid. O requerimento foi apresentado pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), relator da CT e que tem conduzido as tratativas com os laboratórios do agro.

Além de senadores, deverão ser convidados para a diligência os representantes do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Agricultura, e do Instituto Butantan. A Anvisa já notificou os laboratórios que fabricam produtos para saúde animal interessados em produzir o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) para produção de vacinas.

O objetivo, segundo o senador do PL de Mato Grosso, é conhecer as instalações e seu potencial de aproveitamento para a produção de vacinas. A ideia da visita ‘in loco’ é acelerar os procedimentos para inclusão dos laboratórios na produção de vacinas. Os senadores acreditam que a inserção de mais indústrias somariam ao trabalho já realizado pelo Instituto Butantã e a Fiocruz.

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As três fábricas capazes de produzirem o IFA a partir da transferência tecnológica pertencem a Merck & Co. ou Merck Sharp & Dohme, empresa farmacêutica, química e de ciências biológicas global presente em 67 países; Ceva Brasil, que dispõe de quatro centros internacionais principais, com 19 centros regionais de produção pelo mundo, e a Ouro Fino, que exporta produtos para vários países.

“Não há dúvida de que estamos muito atrasados na vacinação, especialmente em comparação com outros países. Estamos hoje na casa dos 21 milhões de pessoas vacinadas com a primeira dose e 6 milhões que receberam as duas doses, o que representa cerca de 10% dos brasileiros, com a primeira dose, e 2,8%, com a segunda” – frisou Fagundes.

Além de enfatizar o crescimento do número de mortos pela Covid-19, Fagundes ressaltou que o Brasil é atualmente o epicentro mundial da doença e motivo de preocupação para todos os países. “Certamente, a falta de vacinas é o principal fator para o cenário de atraso na vacinação, que nos conduziu ao colapso do sistema de saúde que hoje estamos vivendo, com falta de leitos de terapia intensiva e carência de oxigênio medicinal, de medicamentos e de insumos essenciais” – acrescentou.

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Em documento enviado a mim, datado de 22 de março, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (SINDAN), informou que as plantas industriais indicadas reúnem condições de atender a toda a demanda por vacina do País, com produção completamente interna e sem depender de importação de insumos. Afirma, ainda, que a indústria de saúde animal detém a tecnologia necessária para o cultivo de inativação e o preparo de vacinas de vírus inativados, como é o caso de algumas das vacinas contra o novo coronavírus.

O requerimento do senador Wellington deve ser votado na reunião de segunda-feira, com definição da data da diligência.


Foto: Reprodução TV Senado

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