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Governador articula em Brasília para livrar MT de multa de R$ 600 milhões

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Mauro Mendes e secretário Rogério Gallo se reuniram com líderes do Congresso e do Ministério da Economia

Por Lucas Rodrigues

Com informações Secom-MT

Mauro Mendes durante reunião no Ministério da Economia – Foto por: Secom

O governador Mauro Mendes se reuniu com outros governadores e líderes do Congresso Nacional e do Ministério da Economia, em Brasília, para evitar que Mato Grosso seja penalizado com uma multa superior a R$ 600 milhões.

As reuniões ocorreram na tarde desta terça-feira (03.11).

O risco da aplicação da multa decorre do descumprimento da lei do Teto de Gastos, em 2018, na gestão anterior.

Quando ainda o governador era o Pedro Taques.

A regra proíbe que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação, sob pena de pagamento de multa à União. No ano passado, já na atual gestão, a norma foi cumprida à risca.

“Falamos sobre o Projeto de Lei Complementar 101, que vai permitir que não tenhamos que pagar essa penalidade gigantesca. Seria uma grande penalização se tivéssemos que pagar essa multa porque lá em 2018 a administração anterior não cumpriu com o que ela pactuou com a União. Estaríamos tirando dinheiro que poderíamos investir nas nossas escolas, nas nossas estradas, na Saúde de Mato Grosso e destinando a pagar essa multa ao Governo Federal”, afirmou o governador, que estava acompanhado do secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo.

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Mauro Mendes relatou que ficou definido junto aos presidentes da Câmara e Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, respectivamente, que o projeto de lei será colocado em votação logo após o primeiro turno das eleições.

“Nós acreditamos que o Congresso está muito sensível a isso, porque atinge vários estados e nós vamos conseguir, com essa articulação no Congresso, aprovar o projeto de lei, atendendo ao interesse da nossa população”, ressaltou.

O secretário Rogério Gallo explicou que, pelo texto do projeto, o cumprimento da lei do Teto de Gastos fica prorrogado, não havendo penalidade para o descumprimento ocorrido em 2018.

“Com a prorrogação, o cumprimento teria que ser feito em 2021, 2022 e 2023. Por isso, essa agenda é fundamental para que nós não gastemos esses R$ 600 milhões em multas, mas em investimentos que importam ao cidadão dentro do programa Mais MT, lançado pelo governador na última semana”, completou Gallo, ao citar o programa que prevê R$ 9,5 bilhões de investimentos para esta gestão (2019-2022).

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O projeto também foi debatido no Ministério da Economia em reunião com o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal.

Também participaram das reuniões os governadores Eduardo Leite (RS) Ronaldo Caiado (GO), Wellington Dias (PI), Renato Casagrande (ES), Gladson Cameli (AC) e representantes de outros governadores.

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Deputado Dr. Eugênio assina pedido de suspensão do Zoneamento Socioeconômico Ecológico ao governador

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Dr. Eugênio assina pedido de suspensão ao governador

 

A Assembleia Legislativa enviou ao governador Mauro Mendes na última sexta-feira, 26.02, um pedido formal pela suspensão do Zoneamento Socioeconômico Ecológico (ZSEE), em trâmite na Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (SEPLAG). O documento que atende ao pedido das lideranças partidárias, tem entre seus principais articuladores o deputado estadual Dr. Eugênio Paiva (PSB), da região Araguaia. Eugênio tem assumido papel de destaque na condução de temas relevantes dentro do parlamento, e se tornou o principal responsável pela articulação de ações ligadas à revisão do zoneamento na Assembleia Legislativa.

 

Entre as razões para o pedido de suspensão está a ineficácia da ‘consulta pública online’ disponibilizada pela SEPLAG como ferramenta de consulta popular.

 

Único representante do Araguaia no parlamento estadual, o deputado avalia que a ferramenta não garante o direito democrático da participação social, uma vez que não alcança a maioria da população mato-grossense. Restrições no acesso à internet, somada à falta de habilidade no manuseio da ferramenta poderão trazer prejuízo às informações coletadas. O temor é que a baixa participação popular gere um diagnóstico inconsistente e incapaz de refletir a vontade e a realidade de cada região.

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Em audiência com o governador Mauro Mendes esta semana, o deputado mais uma vez se posicionou contrário ao zoneamento no formato apresentado, e defendeu que está liderando junto aos municípios e ao setor produtivo a realização de um novo estudo técnico. Com a coleta atualizada de dados será possível propor um modelo de produção sustentável e mais benéfico à região.

 

“Tivemos a iniciativa de requerer ao governador a suspensão do zoneamento, e a Assembleia Legislativa endossou nosso pedido. O governo do Estado precisa estar sensível aos apelos da nossa população. Existe um enorme clima de insegurança jurídica em torno de milhares de famílias. A equipe técnica da SEPLAG não pode contribuir para que esse clima de apreensão cresça ainda mais. Precisamos ter cautela. Estamos decidindo o destino de famílias e de toda uma região que poderá ser relegada à penúria”, defendeu o deputado.

 

Com o zoneamento socioecológico, o Estado prevê a criação de duas áreas de preservação que somam mais de um milhão de hectares, ficando o uso restrito a um raio de até quatro milhões/há a partir da reserva.

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Naiara Martins
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