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Globo Repórter desta sexta-feira mostra o renascimento do Pantanal

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Por Denise Niederauer

As repórteres Cláudia Gaigher e Eunice Ramos percorreram pelas paisagens do Pantanal sul-mato-grossense e mato-grossense por dois meses e o objetivo de ambas era único: mostrar ao Brasil como o bioma está após as queimadas que devastaram mais de 4,5 milhões de hectares do local.


O renascimento do Pantanal será protagonista no Globo Repórter desta sexta-feira (30.04), às 22h30 horário de MT e MS, e 22h30 horário de Brasília, que exibirá uma produção conjunta da Rede Matogrossense de Comunicação com a Rede Globo.


As jornalistas descreveram como foram as vivências particulares delas sobre a produção do programa.
Cláudia Gaigher, repórter que tem grande relação com o bioma, diz que a busca por um suspiro de renascimento era constante. “Cada verde brotando, cada galho com flor nos trazia mais esperança. Mas a imagem das árvores retorcidas e esturricadas e sem vida nos impactava”, descreveu.


“Esse foi o nosso desafio. Voltar aos lugares atingidos pelas chamas, convidar cientistas, conversar com ribeirinhos e pantaneiros para tentar entender qual o rumo o Pantanal estava seguindo depois dos incêndios. Na Serra do Amolar ficou claro que a conta da regeneração não poderia ficar só pra resiliência pantaneira. É preciso mais”, relembrou Cláudia Gaigher.

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“Nesses meus 22 anos de cobertura jornalística no Centro-Oeste, vi e vejo o Pantanal se transformar. Apesar de ser o bioma mais preservado do Brasil, é também o mais vulnerável”, disse a repórter que acompanhou o Pantanal sul-mato-grossense.

O poder de resiliência da natureza é um dos pontos de atenção da repórter Eunice Ramos sobre a vivência no Pantanal mato-grossense. A jornalista que trocou as coberturas do sul do país e embarcou no Centro-Oeste, relembra da importância do bioma ao Planeta, “pela sua riqueza em biodiversidade”.


No início deste ano, Eunice, juntamente com a equipe de cinegrafistas e técnicos, embarcaram em uma jornada para mostrar a reestruturação do Pantanal, após o fogo.
“Por um lado foi triste ver como as chamas deixaram cicatrizes profundas. As florestas vão demorar anos para se recuperar e talvez não voltem a ter a mesma composição de antes. Muitas espécies de aves tiveram que mudar os locais de reprodução porque as árvores onde construíram os ninhos foram destruídas pelo fogo”, relatou Eunice Ramos.
Para Eunice, o momento de maior emoção foi reencontrar na natureza a onça macho “Ousado” que teve as quatro patas queimadas durante o incêndio.

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“O animal foi levado para um centro especializado de tratamento e depois voltou para o pantanal. Ver o bicho de perto depois de acompanhar toda a saga de sofrimento dele foi um alento para os nossos corações”, relembrou.
O Globo Repórter desta sexta-feira (30. 04) mostra o renascimento do Pantanal.
Em 2020, o mundo acompanhou a devastação do Pantanal. O Brasil sofreu vendo a maior tragédia ambiental já vivida pelo bioma. Agora, o Globo Repórter mostra o renascimento desse gigante.
Após a estação das chuvas, o verde voltou a tomar conta dos milhões de hectares transformados em cinzas. Mas as marcas da grande tragédia ambiental preocupam os cientistas.


Como estão os animais resgatados em meio às chamas? O programa vai mostrar que uma força-tarefa ainda leva alimento para os bichos que não têm o que comer.
E um encontro emocionante com o Ousado, a onça macho teve as quatro patas queimadas e voltou a viver livre nas terras pantaneiras.
Veja a chamada do Globo Repórter
Com informações G1 MT G1 MS

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Registro de 99 espécies entre Cerrado e Pantanal ajuda cientistas a analisarem futuro dos biomas

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O mapeamento de espécies tem papel fundamental para orientar ações de conservação e preservação da fauna. Para acompanhar os impactos das mudanças climáticas e os efeitos causados pelo homem, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP) e da Universidade Federal de Mato Grosso registraram 99 espécies do Cerrado e do Pantanal, entre elas, 36 espécies de anfíbios. A pesquisa foi feita no Parque Sesc Serra Azul, em Mato Grosso (MT), no decorrer de 11 meses.

Leia o estudo sobre a diversidade de anfíbios e répteis do Parque Sesc Serra Azul (inglês)

Para o biólogo e pesquisador do INPP Leonardo Moreira, a partir desse estudo será possível criar uma linha base para identificar mudanças a longo prazo, como a diminuição ou o desaparecimento de espécies mais sensíveis ou a expansão de outras em ambientes mais alterados. O especialista, que é um dos autores do levantamento, destaca que muitas dessas alterações não acontecem isoladamente. “É necessário um conjunto de fatores, como clima, expansão agrícola e mineração para que isso ocorra”, pontua.

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Segundo Moreira, a transformação das áreas naturais afeta o regime hídrico. O excesso de água na estação das chuvas no Cerrado abastece a planície pantaneira. Porém, o uso indevido das áreas úmidas, como o abastecimento, a irrigação e a indústria, interfere no armazenamento de água no Pantanal. Isso impacta diretamente nas áreas fundamentais para a reprodução de anfíbios.

O estudo contou com a participação de colaboradores locais do parque. Os pesquisadores passaram instruções sobre como fotografar e registrar os animais e as informações que eles precisavam enviar com os registros. Quinze voluntários participaram e ajudaram a registrar 38 espécies de répteis.

A participação das pessoas que vivem ou trabalham na região pode fazer uma diferença enorme para a ciência. O grupo de pesquisadores registrou 36 espécies de anfíbios (entre sapos, rãs e pererecas) e 63 répteis (incluindo cobras, lagartos, jabutis, cágados e jacarés). Desse total, 11 não teriam sido encontrados pela equipe de pesquisadores sem a participação da população.

O crescimento de infraestruturas, como estradas e áreas urbanas, tem uma série de efeitos negativos sobre a fauna, juntando-se aos desafios impostos pela mudança do clima em andamento. Algumas espécies tendem a ser mais dependentes de condições específicas e assim acabam sendo mais vulneráveis a mudanças no ambiente. Entender como esses animais estão lidando com o efeito dos conjuntos de tanta transformação é essencial para uma melhor ação de preservação.

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As informações Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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