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Foguetes atingem área de embaixada dos EUA em Bagdá; Trump reitera ameaças

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2.jan.2019 – Forças antiterrorismo do Iraque fazem a segurança da embaixada dos EUA em BagdáImagem: Ahmad al-Rubaye/AFP

Do UOL, em São Paulo

Em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, foguetes atingiram a Zona Verde de Bagdá, região onde fica a embaixada dos EUA na capital do Iraque, no fim da tarde deste domingo (5), segundo as forças de segurança locais.

Minutos depois da divulgação dos ataques, cuja autoria e alvos ainda são desconhecidos, o presidente americano, Donald Trump, reiterou suas ameaças de uma resposta militar a eventuais investidas do Irã contra alvos ou cidadãos americanos. Segundo Trump, se isso ocorrer, os EUA reagirão “rapidamente e com força total, e talvez de forma desproporcional”.

Na noite de sábado (4), Trump já havia feito ameaças de atacar 52 alvos iranianos caso o país atingisse um alvo americano. O número é uma alusão ao número de pessoas feitas reféns no sequestro da embaixada americana em Teerã em 1979, ano da Revolução Islâmica que transformou o Irã em uma teocracia.

No momento, não se sabe ao certo o número de foguetes disparados em direção à Zona Verde de Bagdá, onde ficam outras embaixadas estrangeiras e o Parlamento iraquiano.

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Segundo o canal de notícias americano CNN, foram dois foguetes. De acordo com a agência Reuters, que cita fontes militares iraquianas, seis foguetes atingiram Bagdá, sendo três deles na Zona Verde, e seis pessoas ficaram feridas.

O canal curdo-iraquiano Rudaw relatou ao menos quatro explosões na região, e divulgou um vídeo no qual é possível ouvir o barulho de uma delas.

A temperatura da crise internacional está se elevando desde quinta-feira (2), quando um ataque americano em Bagdá matou o general iraniano Qassim Suleimani.

Mais cedo hoje, o Irã anunciou o fim das restrições ao seu programa nuclear, o que inclui o enriquecimento de urânio sem limitações.

Também neste domingo, o Parlamento do Iraque aprovou uma resolução para expulsar as tropas americanas do país. Os EUA têm 5.000 militares no Iraque. O governo local ainda precisa acatar a resolução.

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Internacional

Polícia alemã investiga venda de “cerveja nazista”

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Rótulo do produto traz símbolos do Terceiro Reich

Foto: DW / Deutsche Welle

Inquérito analisa se marca utiliza símbolos inconstitucionais banidos na Alemanha. Além de rótulo, bebida é comercializada a 18,88 euros, números que são códigos entre neonazistas para Adolf Hitler e Heil Hitler.A polícia alemã abriu um inquérito para apurar a venda de uma cerveja com símbolos do Terceiro Reich numa loja de bebidas na cidade de Bad Bibra, no estado de Saxônia-Anhalt. As autoridades investigam se a marca utilizou símbolos inconstitucionais, que são banidos na Alemanha.

Apesar da investigação, autoridades do estado vizinho, a Turíngia, onde a cerveja é produzida, disseram que a águia do Reich e a Cruz de Ferro, que aparecem no rótulo da bebida, não são símbolos inconstitucionais.

A marca Deutsches Reichsbräu (Cervejaria do Reich Alemão) pertence ao ex-político neonazista Tommy Frenck, que lançou a cerveja no início deste ano. A bebida é vendida principalmente numa loja online ao lado de outras variedades de produtos com conotações extremistas.

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Frenck também é proprietário de um bar na cidade de Kloster Vessra, na Turíngia, que, de acordo com a imprensa local, costuma realizar eventos neonazistas. Em 2014, ele concorreu nas eleições estaduais pelo extremista de direita Partido Nacional Democrático (NPD).

Além dos símbolos do rótulo, o preço da cerveja também chamou a atenção. Vendida a 18,88 euros, o valor remete a números que são o código para Adolf Hitler e Heil Hitler nos círculos neonazistas. Esses números correspondem à posição no alfabeto das letras iniciais destas palavras.

A venda da cerveja foi denunciada na quinta-feira (23/01) pelo político conservador Götz Ulrich, que postou uma imagem do produto nas redes sociais. Ele afirmou estar com vergonha e chocado que o produto estava quase esgotado.

Ao jornal Tagesspiegel, Ulrich disse que comprou uma das últimas garrafas para levar a um evento que lembrará os 75 anos da libertação do campo de extermínio de Auschwitz como símbolo da ameaça da extrema direita que ainda está muito presente.

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A cerveja nazista estava sendo vendida numa franquia da Getränke Quelle, que afirmou na sexta-feira que a loja em Bad Bibra era independente e que não sabia da venda do produto. A franquia disse ainda que estava encerrando a parceria com o local e pediu a remoção do artigo.

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