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Flávia Moretti mobiliza secretarias para atender população afetada pala forte chuva em Várzea Grande 

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Por Alisson Gonçalves

*Temporal em VG deixa famílias desalojadas e Prefeitura organiza apoio emergencial*

O município de Várzea Grande enfrenta as consequências de uma forte tempestade que se abateu no domingo,27.

As intensas chuvas causaram inundações em vários bairros e obrigaram seis famílias a abandonar as suas casas, sendo acolhidas numa escola adaptada como abrigo temporário pela administração municipal.

As zonas mais afetadas pelo temporal foram os bairros Alameda, Carrapicho, Cohab Santa Fé e Joaquim Curvo, com destaque para o bairro Construmat, onde dez habitações sofreram danos severos.

A prefeita Flávia Moretti (PL) deslocou-se pessoalmente às áreas atingidas para acompanhar a situação e assegurar a assistência às famílias desalojadas.

“Estamos no terreno a orientar os moradores para locais seguros e a realizar a limpeza das galerias pluviais para acelerar o escoamento das águas”, declarou.

A prefeitura distribuiu colchões, cobertores, toalhas, travesseiros, refeições e disponibilizou dois autocarros para o transporte das famílias afetadas.

Segundo Louriney Silva, Secretário Municipal de Defesa Social, a Defesa Civil já monitorava diversas áreas de risco desde as inundações anteriores, em fevereiro.

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O apoio estatal não tardou: o governo de Mato Grosso, através da Defesa Civil estadual e da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), reforçou as ações emergenciais.

Klebson Gomes Haagsma, secretário estadual interino da Setasc, relatou que foram entregues 50 cobertores, 16 colchões, 10 cestas básicas e 10 kits de higiene.

O gesto foi impulsionado pela primeira-dama do estado, Virgínia Mendes, que mobilizou auxílio imediato às vítimas.

A previsão meteorológica indica possibilidade de novas chuvas, variando entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm diários, tanto para o domingo como para esta segunda-feira.

A prioridade, de acordo com a prefeita Moretti, é garantir a segurança e o conforto dos cidadãos enquanto não é possível o regresso às suas residências.

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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