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Ficar acordado após a meia-noite pode causar mudanças no cérebro

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Ficar acordado durante a noite causa mudanças neurofisiológicas no cérebro
Robina Weermeijer / Unsplash

Ficar acordado durante a noite causa mudanças neurofisiológicas no cérebro

Quem nunca se perguntou o que está por trás de um comportamento impulsivo ou irracional na madrugada, como assaltar a geladeira, beber mais uma garrafa de vinho ou a predominância de pensamentos negativos? Pesquisadores de Harvard acreditam ter encontrado uma explicação para isso chamada: “mente após a meia-noite”.

Em artigo publicado recentemente na revista científica Frontiers in Network Psychology, a equipe sugere que ficar acordado durante a noite biológica circadiana – o que corresponde a depois meia-noite para a maioria das pessoas – causa mudanças neurofisiológicas no cérebro que alteram a maneira como interagimos com o mundo, especialmente em ações relacionadas ao processamento de recompensas, controle de impulsos e processamento de informações.

Na prática, essas mudanças podem aumentar a probabilidade de ver o mundo de forma negativa, se envolver em comportamentos prejudiciais e tomar decisões impulsivas, sem pensar completamente nas consequências.

“A ideia básica é que, de um ponto de vista evolutivo global, de alto nível, seu relógio biológico biológico interno está sintonizado em processos que promovem o sono, não a vigília, depois da meia-noite”, explica a pesquisadora Elizabeth B . Klerman, do Departamento de Neurologia do Massachusetts General Hospital e professora de Neurologia da Escola de Medicina de Harvard.

Influência circadiana A hipótese, que ainda precisa ser testada e comprovada, é derivada de pesquisas anteriores que mostram que a influência circadiana na atividade neural em nossos cérebros muda ao longo de 24 horas, levando a diferenças na maneira como processamos e respondemos ao mundo.

Por exemplo, o afeto positivo – a tendência de ver a informação sob uma luz positiva – atinge seu pico pela manhã, quando as influências circadianas estão sintonizadas com a vigília, e tem seu ponto mais baixo durante a noite, quando as influências circadianas estão sintonizadas com o sono.

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Em paralelo, o afeto negativo — a tendência de ver as informações sob uma luz negativa ou ameaçadora — é maior à noite.Além disso, o corpo naturalmente produz mais dopamina à noite, um neurotransmissor ligado ao sistema de recompensa e motivação, o que pode alterar esses circuitos e aumentar a probabilidade de se envolver em comportamentos de risco.

Essa interpretação tendenciosa da informação é então enviada para as partes do cérebro responsáveis ​​pela tomada de decisões, que normalmente trabalham para controlar as distrações emocionais negativas e se concentrar no comportamento orientado a objetivos. Mas essas regiões cerebrais também estão sujeitas a mudanças influenciadas pelo ritmo circadiano, o que pode prejudicar a tomada de decisões, o funcionamento e a priorização.

Em resumo: a tendência ao afeto negativo durante a noite e a maior liberação de dopamina estreitam a visão de mundo, tornando-a mais negativa. Isso colabora para a tomada de decisões ruins e para a criação mental de um mundo que pode não corresponder mais à realidade. O resultado? As pessoas podem acabar bebendo demais, perdendo um diagnóstico crucial em um paciente, batendo um barco em rochas etc.

A hipótese é corroborada por estudos que mostram que as pessoas têm maior probabilidade de se envolver em comportamentos prejudiciais, como suicídio, crimes violentos e uso de substâncias à noite. As escolhas alimentares noturnas também tendem a ser pouco saudáveis, com a preferência por carboidratos, lipídios e alimentos processados.

Mais estudos O “cérebro após a meia-noite” ainda é apenas uma hipótese que precisa ser comprovada. Mas os pesquisadores acreditam que se isso se confirmar, pode ter amplo impacto, em especial em indivíduos que precisam ficar acordados à noite para trabalhar, como pilotos, profissionais de saúde, policiais e militares. Essas pesquisas também pode levar a descoberta de novas estratégias para reduzir crimes violentos, transtornos por uso de substâncias, suicídios e outros comportamentos prejudiciais.

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Diante disso, os pesquisadores pedem a realização de novos estudos para entender melhor como essas diferenças circadianas afetam o comportamento, a tomada de decisões e o desempenho no trabalho à noite.

“Existem milhões de pessoas que estão acordadas no meio da noite, e há evidências bastante boas de que seu cérebro não está funcionando tão bem quanto durante o dia. Meu apelo é para que mais pesquisas analisem isso, porque sua saúde e segurança, assim como a de outras pessoas, são afetadas”, diz Klerman.

A melhor maneira de coletar esses dados exigirá que os pesquisadores e a equipe do estudo estejam acordados e trabalhando depois da meia-noite, por exemplo, obtendo imagens de ressonância magnética dos participantes cujos ciclos de sono foram cuidadosamente ajustados para vigília noturna ou realização de outros protocolos.

A maioria dos estudos já realizados examinou como o sono fragmentado ou insuficiente afeta o funcionamento do dia seguinte, mas trabalhos recentes destacam mudanças na cognição e no comportamento que ocorrem quando alguém está acordado durante a noite.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Covid-19: Brasil registra 7.198 casos e 57 mortes em 24 horas

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O Brasil registrou 7.198 casos positivos e 57 mortes por covid-19 em 24 horas, segundo o boletim divulgado pelo Ministério da Saúde neste domingo (7). Desde o início da pandemia, foram registrados 34.018.371 casos e 679.996 óbitos pela doença.

No boletim, os dados de casos e mortes de Minas Gerais, do Rio de Janeiro, do Distrito Federal, do Mato Grosso, do Maranhão, de Tocantins e de Roraima não foram atualizados. O número de óbitos do Mato Grosso do Sul também não.

Entre os que contraíram a doença, 96,2% se recuperaram, o que corresponde a 32.731.706 pessoas. Há ainda 606.669 casos em acompanhamento.

Estados

São Paulo é o estado com maior número da casos e de mortes, com 5,95 milhões e 173.338, respectivamente. Em relação aos casos, o estado do Sudeste é seguido por Minas Gerais (3,83 milhões) e Paraná (2,70 milhões). 

O menor número de casos foram registrados no Acre (145.488), Roraima (173.401) e Amapá (177.285). Os três estados também registram os menores números de mortes pela doença: Acre (2.021), Amapá (2.153) e Roraima (2.158).

Boletim epidemiológico covid-19 Boletim epidemiológico covid-19

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Boletim epidemiológico covid-19 – Ministério da Saúde

Vacinação

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, foram aplicadas 496,51 milhões de doses de vacina contra a covid-19 no Brasil, sendo 178,58 milhões de primeira dose, 159,63 milhões de segunda dose e 4,98 milhões de dose única. 

A primeira dose de reforço foi aplicada em 103,56 milhões de pessoas, a segunda dose de reforço em 17,99 milhões e a dose adicional em 4,75 milhões.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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