COVID-19

Fecomércio apoia proposta do Governo para antecipar feriados em Mato Grosso

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Medida visa reduzir a circulação de pessoas e conter a propagação do novo coronavírus

Carlos Celestino

Com informações Secom-MT

Aglomerações de pessoas aumenta os risco de contaminação do coronavírus. – Foto por: Christiano Antonucci

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio) acredita que a proposta de antecipar cinco feriados em Mato Grosso poderá ajudar a frear a transmissão da Covid-19 no Estado e irá apoiar a medida do Governo, caso seja implantada.

A sugestão foi feita pelo governador Mauro Mendes, durante reunião virtual do Gabinete de Situação para enfrentamento da Covid-19, na sexta-feira (20.03).

“A antecipação dos feriados poderá ajudar a frear esse cenário crítico e baixar a curva de contágio da doença. Devido à atual situação emergencial, concordamos com a medida e agradecemos ao governador por ouvir o setor produtivo”, avaliou o presidente da Fecomércio, José Wenceslau de Souza Júnior.

A proposta apresentada foi decretar feriado do dia 24 ao dia 26 de março (quarta a sexta da próxima semana), e também nos dias 1 e 2 de abril (quinta e sexta) da semana posterior. A decisão que vai determinar a antecipação dos feriados poderá ser oficializada nós próximos dias. Projeto de Lei do Poder Executivo será encaminhado na próxima segunda-feira (22.03), para aprovação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

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A medida de antecipação de feriados é importante para reverter a situação grave que Mato Grosso vive neste momento com agravamento no número de casos da Covid-19. O último boletim, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso, na sexta-feira (19.03), mostra a taxa de ocupação em 94,77% para UTIs adulto e em 66% para enfermarias. Além disso, Cuiabá e outros nove municípios estão na lista das dez cidades com maior número de casos.

Diante do agravamento da pandemia, o presidente da Fecomércio afirmou que irá “contribuir no que for possível, mas é importante que o cidadão mato-grossense fique em casa”.

Wenceslau também garantiu que vai trabalhar para conscientizar os trabalhadores do setor, sindicatos e as bases patronais a colaborar para conter o avanço da Covid-19.

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COVID-19

Senadores farão diligências em laboratórios do agro para produção de vacinas anticovid

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A ideia da visita ‘in loco’ é acelerar os procedimentos para inclusão dos laboratórios na produção de vacinas.

A Comissão Temporária do Senado, que acompanha as ações de enfrentamento à Covid-19, deverá realizar diligência externa nas três fábricas de produtos veterinários classificados com nível de segurança NB3+, potencialmente utilizáveis para a produção de vacinas humanas anticovid. O requerimento foi apresentado pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), relator da CT e que tem conduzido as tratativas com os laboratórios do agro.

Além de senadores, deverão ser convidados para a diligência os representantes do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Agricultura, e do Instituto Butantan. A Anvisa já notificou os laboratórios que fabricam produtos para saúde animal interessados em produzir o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) para produção de vacinas.

O objetivo, segundo o senador do PL de Mato Grosso, é conhecer as instalações e seu potencial de aproveitamento para a produção de vacinas. A ideia da visita ‘in loco’ é acelerar os procedimentos para inclusão dos laboratórios na produção de vacinas. Os senadores acreditam que a inserção de mais indústrias somariam ao trabalho já realizado pelo Instituto Butantã e a Fiocruz.

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As três fábricas capazes de produzirem o IFA a partir da transferência tecnológica pertencem a Merck & Co. ou Merck Sharp & Dohme, empresa farmacêutica, química e de ciências biológicas global presente em 67 países; Ceva Brasil, que dispõe de quatro centros internacionais principais, com 19 centros regionais de produção pelo mundo, e a Ouro Fino, que exporta produtos para vários países.

“Não há dúvida de que estamos muito atrasados na vacinação, especialmente em comparação com outros países. Estamos hoje na casa dos 21 milhões de pessoas vacinadas com a primeira dose e 6 milhões que receberam as duas doses, o que representa cerca de 10% dos brasileiros, com a primeira dose, e 2,8%, com a segunda” – frisou Fagundes.

Além de enfatizar o crescimento do número de mortos pela Covid-19, Fagundes ressaltou que o Brasil é atualmente o epicentro mundial da doença e motivo de preocupação para todos os países. “Certamente, a falta de vacinas é o principal fator para o cenário de atraso na vacinação, que nos conduziu ao colapso do sistema de saúde que hoje estamos vivendo, com falta de leitos de terapia intensiva e carência de oxigênio medicinal, de medicamentos e de insumos essenciais” – acrescentou.

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Em documento enviado a mim, datado de 22 de março, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (SINDAN), informou que as plantas industriais indicadas reúnem condições de atender a toda a demanda por vacina do País, com produção completamente interna e sem depender de importação de insumos. Afirma, ainda, que a indústria de saúde animal detém a tecnologia necessária para o cultivo de inativação e o preparo de vacinas de vírus inativados, como é o caso de algumas das vacinas contra o novo coronavírus.

O requerimento do senador Wellington deve ser votado na reunião de segunda-feira, com definição da data da diligência.


Foto: Reprodução TV Senado

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