Geral
Esquema de compra de sentenças em MT usava doleiro e boletos falsos para lavar milhões
JB News
Por Alisson Gonçalves
Em mais uma etapa da investigação que desvela as engrenagens ocultas da corrupção nos bastidores do Judiciário brasileiro, a Polícia Federal intensificou o cerco contra um grupo que teria articulado a compra de decisões judiciais em tribunais de cinco estados, incluindo o Superior Tribunal de Justiça.
A ofensiva revelou o uso de doleiros, boletos frios e uma rede de pessoas físicas que operavam como “laranjas” para movimentar grandes somas em dinheiro vivo.
O epicentro do esquema gira em torno do lobista Andreson Gonçalves e do advogado Roberto Zampieri, já investigados por comandarem uma operação de lavagem de dinheiro envolvendo repasses ilegais e vantagens indevidas.
Entre os envolvidos, a PF destaca o auxiliar de serviços gerais João Batista, funcionário de confiança de Andreson, que movimentou R$ 2,6 milhões entre 2019 e 2023.
Desses, pelo menos R$ 800 mil foram sacados em espécie num período de apenas dois anos.
João Batista, porém, não foi localizado durante a operação de busca e apreensão realizada na semana passada. As autoridades determinaram o bloqueio de seus ativos financeiros.
A defesa de Andreson Gonçalves informou que ainda analisa os autos do processo, enquanto o paradeiro de João Batista permanece desconhecido.
Outro ponto crítico da investigação refere-se à atuação de um doleiro com base em São Paulo, cujos serviços teriam sido contratados por Zampieri para facilitar o repasse de propinas.
Segundo a PF, os investigados criaram um sistema que combinava boletos bancários falsificados com a manipulação de faturas de cartões de crédito, simulando despesas que, na realidade, mascaravam pagamentos ilícitos.
Essas operações levantam suspeitas sobre o financiamento de gastos pessoais por assessores do STJ, entre eles Márcio Toledo Pinto, cuja esposa é proprietária de uma empresa que recebeu R$ 4 milhões de uma das firmas ligadas a Andreson Gonçalves.
Márcio, que trabalhou nos gabinetes das ministras Isabel Gallotti e Nancy Andrighi, ainda não se pronunciou.
Ambas as magistradas informaram, por nota, que não comentam ações envolvendo terceiros sob investigação do STF.
O STJ reiterou que abriu procedimentos internos e remeteu os documentos à Polícia Federal, destacando que nenhum de seus ministros figura entre os alvos da apuração.
A cada nova camada revelada, o caso se aprofunda, expondo não apenas a engenhosidade dos mecanismos de corrupção, mas também os riscos que ameaçam a integridade do sistema judicial.
A expectativa é que as próximas diligências tragam novas revelações sobre a extensão e os beneficiários do esquema.
Geral
Policial penal de Tangará da Serra é condenado a mais de 11 anos por esquema de tráfico e corrupção dentro de presídio
JB News
Por Emerson Teixeira
A condenação de um policial penal por envolvimento em um esquema de entrada de celulares e drogas no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Tangará da Serra expõe uma grave quebra de confiança dentro do sistema prisional de Mato Grosso. A sentença foi assinada pelo juiz Ricardo Frazon Menegucci, que reconheceu a prática de tráfico de drogas, corrupção passiva e facilitação da entrada de aparelhos telefônicos na unidade.
Segundo a decisão judicial, o servidor se aproveitou da função pública para introduzir de forma clandestina celulares, acessórios e entorpecentes dentro do presídio, beneficiando detentos e recebendo vantagens indevidas para isso. Em uma das situações investigadas, ficou comprovado que ele recebeu R$ 2,5 mil para facilitar a entrada de um aparelho celular no interior da unidade prisional.
As investigações reuniram um conjunto de provas que incluiu apreensão de celulares, drogas e acessórios, além de depoimentos de testemunhas e imagens do sistema de monitoramento interno. O processo apontou que o policial utilizava o acesso privilegiado a áreas restritas do CDP para viabilizar a entrada dos materiais ilícitos, driblando a fiscalização interna.
Em um dos episódios, ele foi flagrado ao tentar ingressar novamente com celulares e acessórios no presídio, mas acabou interceptado antes de concluir a ação. Em outro caso, ficou comprovada a entrada de porções de maconha e cocaína destinadas a presos da unidade.
Na sentença, o magistrado ressaltou a gravidade da conduta, principalmente pelo fato de o condenado ser um agente público encarregado de zelar pela segurança do sistema prisional. Para o juiz, a atuação do servidor comprometeu a confiança da administração pública e fortaleceu a atuação de grupos criminosos dentro do cárcere.
Ao final do julgamento, o policial penal foi condenado a 11 anos e 6 meses de reclusão, além de 5 meses e 18 dias de detenção, em razão do concurso material dos crimes, e ao pagamento de multa. A decisão também determinou a perda do cargo público e do porte de arma, por incompatibilidade entre a permanência na função e a gravidade dos crimes praticados.
-
Policial6 dias atrásPolícia Civil desarticula esquema milionário de desvio de dinheiro na Prefeitura de Livramento operação mira ex-servidora, empresário, secretário e PM
-
Policial6 dias atrásLíder religioso é condenado por enganar adolescentes e usar religião para cometer crimes sexuais
-
Economia6 dias atrásEm Cuiabá, Aldo Rebelo critica alta de gastos e impostos por parte do governo federal e diz que Brasil trava seu potencial de crescimento, VEJA O VÍDEO
-
Economia5 dias atrásEm Cuiabá, Meirelles faz alerta duro sobre guerra, dólar e gastos públicos, defende industrialização como saída para blindar o Brasil “Mato Grosso é o eixo estratégico”
-
CUIABÁ6 dias atrásPaula Calil diz que Plano Diretor de Abilio segue modelo “estilo Curitiba”, mas alerta: Cuiabá não tem o mesmo clima, transporte de qualidade, estrutura para levar polo ecoindustrial à Guia
-
Destaque4 dias atrásDesembargadora Maria Erotides recebe Diploma Bertha Lutz por atuação no combate à violência contra a mulher
-
Destaque4 dias atrásTJMT abre debate sobre sigilo judicial e convoca imprensa para ajudar a frear escalada da violência contra a mulher em Mato Grosso
-
Cidades3 dias atrásIncêndio de grade proporção atinge casa noturna Gerônimo West Music no centro de Cuiabá, VEJA O VÍDEO








