Entretenimento

Escritor cuiabano já venceu prêmios através de livros inspirados em sonhos e cotidiano

Publicados

em

JB News

A inspiração pela escrita surgiu aos oito anos de idade através de livros infantis na década de 90, entre eles: Sonho de Beto, Leo Marinho e Harry Poter. De lá para cá, o escritor cuiabano Victor Hugo Angels, que também é empresário de pequeno porte, consultor administrativo, graduado em marketing, artes cênicas, Administração de Empresas e atualmente concluindo o curso de Ciências Políticas, começou a criar personagens inusitados, que foram surgindo a partir de sonhos, alguns desenvolvidos por meio de fatos reais do cotidiano.

Filho único de uma pedagoga com um funcionário público, Victor Hugo, ao longo de sua carreira já lançou cinco obras literárias baseadas em romance policial, fantástico e terror, que levaram de três dias há cinco anos para serem finalizadas. São livros voltados ao público adulto, juvenil e infantil. Trabalhos realizados com amor e dedicação que renderam os prêmios da Literatura Mato-grossense e do município de Três Corações no estado de Minas Gerais. Conhecido pela inspiração literária, atualmente Victor Hugo é presidente da Cadeia Criativa do Estado do Plano Estadual de Livro, Literatura e Leitura de Mato Grosso (PELLLB), gestão 2018/2028.

Jornalista- Qual profissão exerceu antes de ser escritor?

Victor Hugo Angels- Quando conclui o ensino médio minha mãe abriu um restaurante e exerci a função de gerente do estabelecimento. Como ela não conseguiu conciliar o trabalho como professora e empreendedora, encerramos a atividade no ramo. De 2009 a 2012 trabalhei como professor de informática. Fiz teatro durante seis anos, onde conciliava a atividade teatral e divulgador de livros na editora do Brasil. Também trabalhei na Copa do Mundo de 2014.

Jornalista – Em relação as obras literárias, qual foi lançada recentemente? E o que retrata?
Victor Hugo Angels- O livro Darkness foi lançado no dia 30 setembro deste ano. Levei cinco anos para escrevê-lo. Considerada a obra libertária que levei mais tempo para desenvolver.

Esse longo período de produção foi devido as pesquisas e estudos junto aos órgãos de justiça do estado e país para retratar os fatos de forma correta dentro do parâmetro da lei judicial e evitar violação dos direitos humanos. Até porque tem uma película do livro que aborda o tema pedofobia, onde o fato se consuma. Eu precisava averiguar até que ponto poderia ser descrito e o que não deveria ser abordado. Todos os relatos em torno dessa questão tive orientação jurídica, para evitar polemicas, envolvendo a minha imagem.

O livro relata a história da personagem Sofia que na trama sofre um assédio sexual e acaba assassinando o assediador, fazendo justiça com as próprias mãos. Na história, Sofia sai em busca de bandidos e assassinos, chegando a assassina-los.
Logo no início da trama a personagem é demitida do emprego e passa a sobreviver da rescisão contratual, o que a mantém por dois anos. Durante esse tempo, ela foi cometendo esses crimes usando a aparência, uma mulher muito bonita, até chegar o desfecho da história, ou seja, o final.

Leia Também:  Mato Grosso e Mathias prometem emocionar o público no aniversário de 42 anos Nova Brasilândia


A personagem Sofia surgiu a partir de uma cena, em que presenciei de assédio sexual, em uma das avenidas mais movimentadas de Cuiabá, Avenida Historiador Rubens de Mendonça, tradicional Av. do CPA. Na época, uma mulher estava atravessando a via vestida com roupas de academia, quando um homem a abordou direcionando a jovem palavras de baixo calão A triste cena de machismo e falta de respeito me motivou a criar a personagem, e por isso o livro relata o drama de uma jovem que teve sua história de vida transformada após sofrer um assédio. A obra foi contemplada pela Lei Aldir Blanc pelo Governo Federal.

Jornalista-Criou algum trabalho para o público infantil?

Victor Hugo – Sim, “Mundo dos Sonhos e o Ferreiro e a Cartola”. O livro venceu o II prêmio de Literatura de Mato Grosso, na categoria infanto-juvenil. A obra foi escrita em três dias, no ano 2016. A missão da pequena Rita é salvar o “Mundo dos Sonhos”. Após aceitar a proposta de um desconhecido e depois de encontrar uma cartola caída em seu quintal, Rita decide salvar o mundo, onde tudo pode acontecer, somente para ter o seu irmão mais novo e sua mãe de volta em casa. Mal sabe ela quais mistérios a aguardam nessa jornada. Era época da dengue hemorrágica, quando o livro foi escrito.

Jornalista –Qual a primeira obra literária? é voltado para qual público?

Victor Hugo- O livro se chama Alquimista Imortal e o Perfume da Princesa. Por ser semelhante ao Crepúsculo, Harry Porter e Jogos Vorazes, que são séries de romances e fantasias, considero que seja voltado ao púbico adolescente, com objetivo de estimular o habito da leitura nos jovens, até mesmo nos pré-adolescentes de 11 e 12 anos, que se consideram adolescentes de 15, 16 e 17 anos. Diz trecho do livro que em um certo dia “chovia tanto que nem parecia chuva de verão. Com suas roupas encharcadas, Niky já estava cansado e entrou na caverna junto com Florina. Ela se sentou no chão e Niky ainda estava se sentindo estranho por causa daquela sensação de cansaço, ao lado de Florina e aconchegou-se inocentemente sua cabeça nos seios dela, percebendo que ali poderia ser o melhor lugar do mundo. Os fios castanhos do cabelo de Florina estavam meio secos e deliciosamente cheirosos, pois cheiravam flores de jasmim.

Leia Também:  TCE determina que Prefeitura de Rondonópolis suspenda processo de licitação estimado em R$ 130 milhões

Jornalista- Destaque outros trabalhos que fazem parte de seu currículo de escritor

Victor Hugo – Um deles é a Fada Demônio. Existe um trecho da história que diz: por mais adoráveis e inofensivas que nos possam parecer, as coisas que nos alegram, talvez também sejam as que mais nos assustam. Fadas? Sereias? Bonecas? Ou apenas uma doce velhinha visitando uma igreja? Pessoas que já se foram e tiveram suas almas presas em fotografias? Ou aquelas que voltam somente para nos livrar de um mal maior? Decida por você, o que te agrada, o que traz prazer ou medo e dor, ou, quem sabe, todas essas coisas ao mesmo tempo. Com um toque de fábulas infantis e a inocência de um amor sincero, os contos são narrados em uma linguagem simplificada e com muito bom gosto para os céticos e céticas.

Também escrevi a obra: A Catedral dos Anjos e a Donzela da Montanha, que é a continuação do livro “O Alquimista Imortal e o Perfume da Princesa” ambos fazem parte da série Alquimistas Espirituais

O trecho do livro conta que Apesar do início do verão em Highlands, o sopro do vento parecia anunciar um começo de inverno. Depois de Allister ter vestido a jaqueta de couro, que estava carregando pendurada em seu ombro, para se aquecer, ele segurou impulsivamente a mão de Lumia. No momento em que os dedos de suas mãos se cruzaram, Lumia sentiu uma excitação muito forte em todo seu corpo e, de fato, o coração dela estava batendo mais acelerado. Allister teve a mesma sensação, enquanto o corpo dele pareceu tremer, como se sua alma oscilasse dentro de si. Mas mesmo assim, ele não soltou a mão da amiga, porém à apertou, carinhosamente, com mais força. Os dois por fim voltaram suas faces, uma em direção à outra, ao mesmo tempo, e então se encararam nos olhos e ficaram presos entre aquela troca olhares durante alguns segundos. A cor azul dos olhos de Lumia estava tão vibrante, que se pareciam com um par de pedras de água marinha bem lapidadas, brilhantes à luz do sol, muito diferentes da sua tonalidade normal de azul-anil. E a íris castanhas dos olhos de Allister assumiam um tom avermelhado, como a cor do céu no alvorecer de uma nova manhã. Alguns segundos depois, as palavras que Allister não gostaria de ter dito, quebraram aquele prazeroso silêncio entre os olhares: – Vamos entrar, porque aqui está realmente frio…”

Informações sobre a venda de livros pelo site www.victorangels.com

Por Cristina Cavaleiro

COMENTE ABAIXO:

CULTURA

Biografia em 1 Minuto’ homenageia artistas mato-grossenses

Publicados

em

Por

 

Com o objetivo de preservar a memória dos artistas mato-grossenses, a  Associação Cultural Cena Onze e a MT Escola de Teatro lançaram o projeto Biografia em 1 Minuto, uma pesquisa sobre a história das pessoas que abriram caminho e fixaram na memória do povo a importância da cultura de Mato Grosso. As biografias poderão ser acompanhadas durante todo o ano de 2022, sendo o primeiro homenageado o artista plástico Adir Sodré.

De acordo com o diretor artístico da Associação Cultural Cena Onze, Flávio Ferreira, foi a partir do momento em que percebeu-se que a memória dos precursores da cultura local estava se perdendo, que surgiu a necessidade da pesquisa histórica.

“São pessoas importantíssimas, que abriram os caminhos e investiram na cultura e na arte local. Então, entendemos que essas pessoas têm ficado esquecidas, depois de suas mortes, ninguém mais lembra que ela esteve por aqui, quais foram as contribuições deixadas para Mato Grosso”, pontua Flávio.

Para o Coordenador Pedagógico do Curso Superior de Tecnologia em Teatro da MT Escola de Teatro (Unemat), Agnaldo Rodrigues da Silva, homenagear os artistas mato-grossenses é reconhecer o legado que eles deixaram. “O que, sem dúvida, abriu caminho para muitos outros que vieram depois. Essas personalidades são ícones da nossa cultura, da nossa história, da nossa memória e da nossa identidade. Por isso, é preciso dar fôlego a projetos como este, que demonstram a nossa riqueza cultural e literária. E reconhecer que no nosso estado há pessoas que fizeram e que fazem cultura”, salienta ele.

Leia Também:  Mauro Mendes assina nesta terça-feira convênios para construção de novas sedes e vila para Polícia Militar

Escolhido para abrir os tributos, o pintor e desenhista rondonopolitano, Adir Sodré, destacava suas obras pelo colorido exuberante e pela  temática social de caráter irreverente. Vítima de um infarto ocorrido em agosto de 2020, suas pinturas colorem e embelezam diversas áreas da capital, incluindo alguns viadutos.

“A questão da valorização da cultura ainda é muito recente em nosso Estado. É importante que nós conheçamos as nossas raízes para poder preservá-las. Daí a necessidade de se conhecer as gerações de pessoas que contribuíram, e muito, e que se dedicaram a valorizá-las”, destaca o diretor artístico.

As homenagens podem ser acompanhadas todos os domingos por meio das redes sociais da Associação Cultural Cena Onze, do Cine Teatro Cuiabá e da MT Escola de Teatro.

Além de Adir Sodré, Marília Beatriz, Magna Domingos, Luiz Carlos Ribeiro, Clóvis Irigaray, Regina Penna, Nanah Varela, Zé Bolo Flô, Zulmira Canavarros, Dunga Rodrigues, Dom Aquino Correia, Guilherme Dick, Bolinha, Chico Amorim, Agostinho Bizinoto e Liu Arruda, serão os primeiros reverenciados neste tributo.

Leia Também:  Nova variante do coronavírus de nome Deltacron é descoberta

Sobre o Associação Cultural Cena Onze

A Associação Cultural Cena Onze surgiu como um grupo de teatro em 1989 em Cuiabá e região. Ao longo dos anos foram dezenas de espetáculos encenados, mais de 2 mil alunos de teatro, dança, música, artesanato, pintura, etc.

Sobre a MT Escola de Teatro

A MT Escola de Teatro é um polo de formação criado e mantido através da parceria entre Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL-MT), Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Associação Cultural Cena Onze e Associação dos Artistas Amigos da Praça de São Paulo (Adaap), se destacando por ser o único Curso Tecnológico Superior de Teatro de Mato Grosso, oferecendo aos alunos de graduação sete áreas de especialização.

 

Yod Comunicação 

 

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA