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Endividamento dos cuiabanos recua em março e mostra tendência de estabilidade

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Com informações da Fecomércio-MT

Peic – Mar-2021 – Cuiabá-MT Peic – Mar-2020 – Cuiabá-MT

O número de famílias endividadas em Cuiabá recuou em março e atingiu 72,7%, contra 74% observado no mês anterior, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) em parceria com o Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio-MT (IPF-MT). O índice atual é o mesmo registrado em janeiro deste ano, o que demonstra tendência de estabilidade.

Com relação às famílias que não estão conseguindo honrar suas dívidas e que, portanto, estariam inadimplentes, o índice chegou a 33,1%. Esta foi a terceira queda consecutiva e se aproximou do percentual registrado em março do ano passado (29,6%).

O presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, reforçou que a pesquisa de março atingiu o “platô” no número de endividados. “A oscilação dos últimos meses demonstra estabilidade. Sete em cada 10 famílias possuem algum tipo de conta parcelada e o uso do cartão de crédito lidera, para 75,4% dos entrevistados, como o principal tipo de dívida neste momento”.

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Segundo a análise do IPF-MT, a alta no comparativo anual de famílias endividadas, que registrava 64,4% em março de 2020, pode ser prejudicial com o agravamento da crise na saúde. A demora na imunização coletiva por meio das vacinas pode acarretar medidas restritivas mais duras e, consequentemente, prejudicar a balança doméstica das famílias, aumentando a inadimplência.

Ainda no comparativo anual da pesquisa, a proporção de famílias que se declararam muito endividada em março aumentou para 16,6%, uma vez que este percentual registrava 14,9% no mesmo período do ano passado. Os dados da Peic na capital estão acima da média nacional, tanto em endividamento, que alcançou 67,3% no país, quanto em inadimplência, atingindo 24,4% das famílias brasileiras.

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Projeto de viveiros contribuirá para reestruturação de áreas degradadas no Pantanal de MT e geração de renda para comunidades 

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Iniciativa do Sesc Pantanal e Wetlands International será desenvolvida em Poconé e Barão de Melgaço 

Com a produção de sementes nativas do Pantanal, o projeto “Rede de mudas e sementes pantaneiras” irá contribuir com a regeneração das matas ciliares e a reestruturação de áreas e ecossistemas degradados na porção norte do bioma. A inciativa do Polo Socioambiental Sesc Pantanal e da Wetlands Internacional conta com sete parceiros para o desenvolvimento dos viveiros comunitários em Poconé e Barão de Melgaço, em Mato Grosso, que terá início ainda este ano.

A implantação de dois viveiros permanentes permitirá produzir mudas de alta qualidade e sistema de manejo para coleta de sementes de espécies vegetais nativas. A primeira etapa do projeto, com duração de 10 meses, prevê a produção de 40 mil mudas por viveiro, em uma área de meio hectare, empregando mão-de-obra de famílias em cada comunidade, com dedicação de meio período por dia, todos os dias na semana.

De acordo com a superintendente do Sesc Pantanal, Christiane Caetano, a instituição consumirá cerca de 20 mil mudas por comunidade na primeira produção. “O restante será comercializado para fazendas, parques e outras áreas privadas e públicas”,

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explica.

A produção de mudas em viveiros será complementada com a criação da rede de sementes, que permitirá a inclusão de mais famílias no sistema de manejo para coleta de sementes. O ciclo de obtenção das sementes é menor, cerca de quatro meses, e permitirá geração de renda entre os ciclos de produção das mudas. A produção pretendida de sementes é de 2 toneladas ao ano. Para a coleta, serão cadastradas, além das unidades do Polo socioambiental Sesc Pantanal, áreas privadas do entorno dos viveiros e públicas de Poconé e Barão de Melgaço.

Em reunião realizada nesta quarta-feira (7 de abril), a superintendente do Sesc Pantanal apresentou o projeto ao prefeito de Poconé, Tatá Amaral, para o planejamento das atividades. “Ficamos satisfeitos por sermos lembrados pelo Sesc para mais uma parceria, que vai atender a Comunidade Capão do Angico, onde já tem um trabalho firmado com a cerâmica. Ou seja, só vai fortalecer a renda das famílias. Agradecemos pela parceria e desejamos que venham outras mais, para atendermos as demandas do município”, avalia o prefeito.

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Projeto desenvolvido pelas comunidades 

Os dois viveiros serão construídos por meio de parcerias, em áreas públicas cedidas pelas prefeituras na Comunidade Capão do Angico (Poconé) e em São Pedro de Joselândia (Barão de Melgaço), para uso comunitário das famílias participantes do projeto. Além dos viveiros, serão construídos poços para irrigação e depósito para armazenamento e beneficiamento das sementes.

“O projeto oportunizará às famílias das duas comunidades fonte de renda à curto prazo para prover seus meios de vida, por meio da comercialização da produção estimada. A médio e longo prazo, o projeto da rede de mudas e sementes pantaneiras poderá ser uma alternativa para a manutenção e sustentabilidade das pessoas que vivem nessas comunidades, evitando o êxodo para áreas urbanas”, ressalta a superintendente do Sesc Pantanal.

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