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Encontro online apresenta ações estratégicas para proteção de populações expostas ao mercúrio

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O Ministério da Saúde promoveu mais uma edição do evento on-line “Diálogos em Saúde Ambiental” para profissionais de todo o Brasil. A edição, realizada na tarde de quarta-feira (26), foi voltada ao fortalecimento das ações de vigilância ambiental e abordou ações estratégicas para proteção de populações expostas ao mercúrio, com apresentação do “Plano Estratégico para Medidas de Atenção, Vigilância e Promoção da Saúde de Populações Expostas e Potencialmente Expostas ao Mercúrio – Plano Mercúrio”.

A webinário foi moderado pela consultora técnica Fernanda Junqueira Salles e contou com a palestra da doutora em Epidemiologia Jaqueline Martins, ambas da Coordenação-Geral de Vigilância em Saúde Ambiental. A apresentação teve como foco os detalhes de elaboração e consolidação do Plano Mercúrio, que foi lançado durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP-30), realizada em Belém do Pará de 10 a 21 de novembro.

O encontro foi proposto pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS) para ampliar a divulgação das ações voltadas à vigilância em saúde ambiental, além de estimular a participação de gestores e profissionais de saúde na implementação de estratégias de prevenção e promoção da saúde relacionadas à exposição ao mercúrio. O metal pesado é considerado de alta toxicidade e de impacto significativo à saúde pública.

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Segundo Jaqueline Martins, o Plano Mercúrio tomou uma dimensão prioritária no escopo de atuação da vigilância em saúde ambiental. “O plano foi elaborado a partir do problema do mercúrio no Brasil que, infelizmente, não é do conhecimento de todos. Trata-se de uma substância extremamente tóxica em todas as suas formas, principalmente em sua forma orgânica, representando um desafio para o nosso País, principalmente na região amazônica, devido as suas características de persistência no ambiente, bioacumulação e biomagnificação”, explicou.

Participaram gestores estaduais e municipais, profissionais da saúde e demais interessados em temas de vigilância em saúde ambiental, oferecendo um espaço para atualização técnica e troca de experiências.

Plano Mercúrio

O plano prioriza comunidades do campo, da floresta e das águas, especialmente os povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas, além de trabalhadores expostos e potencialmente expostos, e populações atingidas por rompimentos de barragens. Gestantes, lactantes e crianças formam o núcleo principal da atenção. Destacam-se, entre as propostas, a criação de um centro de referência em saúde na Amazônia, a ampliação da capacidade laboratorial do Sistema Único de Saúde (SUS) para análise de mercúrio, a qualificação dos sistemas de informação, a promoção de pesquisas científicas e a integração entre vigilância, atenção à saúde e setores como meio ambiente e educação.

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O documento está organizado em seis eixos temáticos e detalha 44 ações e 224 atividades, estruturadas em uma matriz de responsabilidades que orientará a implementação das medidas. A execução está prevista para o período de 2025 a 2030, com a perspectiva de que grande parte da atuação se torne permanente no SUS. O Ministério busca mapear áreas de risco, estimar populações expostas e estabelecer indicadores que permitirão monitorar as ações.

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Como funciona a vacina contra a bronquiolite?

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O vírus sincicial respiratório (VSR) é o principal responsável por hospitalizações de bebês e crianças. Agora, a vacina contra o vírus está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e é destinada a gestantes a partir da 28ª semana com o objetivo prevenir os casos de bronquiolite em recém-nascidos.

O VSR é o principal responsável por 75% dos registros de bronquiolite em recém-nascidos e por aproximadamente 40% das ocorrências de pneumonia em crianças menores de dois anos. Até o momento, o Brasil registrou 43,1 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados pelo vírus.

Proteção que começa na gestação

A vacina contra a bronquiolite em grávidas funciona por meio da imunização passiva: a mãe produz anticorpos contra o vírus, que são transferidos ao bebê pelo cordão umbilical. Assim, a criança já nasce com uma proteção temporária, mas altamente eficaz, contra o VSR.

A aplicação é indicada para uma fase específica da gravidez, geralmente no terceiro trimestre, quando a transferência de anticorpos da mãe para o bebê é mais eficiente.

A vacina foi incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação da Gestante e deve ser aplicado a partir da 28ª semana de gestação, garantindo proteção aos bebês nos primeiros meses de vida. A meta é vacinar 80% do público-alvo. O Ministério da Saúde também prevê a compra de mais 4,2 milhões de doses até 2027.

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A eficácia da estratégia foi demonstrada em estudos clínicos, como o Estudo Matisse, que revelou eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves causadas pelo VSR nos primeiros 90 dias de vida dos bebês.

A incorporação da vacina contra o VSR no SUS representa um marco na saúde pública. Ao garantir a imunização gratuita para gestantes, o país avança na proteção da primeira infância e na equidade do cuidado.

Com a chegada das doses às Unidades Básicas de Saúde (UBS), o Ministério orienta as equipes a verificarem e atualizarem a situação vacinal das gestantes, incluindo influenza e covid-19, uma vez que a vacina contra o VSR pode ser administrada simultaneamente a esses imunizantes.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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