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Empresários querem trilhos até o Distrito Industrial

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Região foi planejada para receber investimentos de grande porte e promover o desenvolvimento do estado

Desenvolvimento econômico, novos negócios, novas indústrias, geração de emprego, redução nos custos de transporte e das mercadorias são alguns dos benefícios que serão gerados com a chegada da ferrovia até Cuiabá. O assunto foi o tema de uma reunião, nesta quarta, 23, na sede da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá (AEDIC). Participaram empresários do distrito, membros do Fórum Pró-Ferrovia e representantes da Brado Logística, empresa especializada no transporte de cargas por ferrovias e que atua no terminal ferroviário de Rondonópolis.

A reunião teve o objetivo de unir esforços para fomentar a chegada da ferrovia à cidade, especificamente até o maior polo de Mato Grosso, o Distrito Industrial da capital, onde estão instaladas 260 indústrias dos mais variados setores, que geram milhares de empregos e milhões em impostos.

Vários projetos de ferrovias estão previstos para Mato Grosso nos próximos anos. Os trilhos que chegarão até Cuiabá são a continuidade da Ferronorte a partir de Rondonópolis. A Rumo Logística, que recentemente teve seu contrato de concessão renovado, já anunciou que a ferrovia passará por Cuiabá, mas ainda não mostrou o traçado e não apontou onde será instalado o terminal de cargas e descargas.

“O Distrito Industrial é o destino natural da ferrovia. Temos aqui a termoelétrica, o gasoduto, a aduaneira (Porto Seco), universidades na região que podem atuar formando os profissionais que atenderão a demanda dos negócios que surgirão. O distrito foi planejado para receber investimentos de grande porte. A ideia é que a ferrovia esteja mais próxima das empresas que já estão instaladas na região”, afirma o presidente do Fórum Pró-Ferrovia, Francisco Vuolo.

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Ele acrescenta que indústrias do setor de transformação, têxtil e biocombustível já manifestaram interesse em se instalar em Cuiabá depois que a extensão da Ferronorte estiver concluída. Em média, o modal ferroviário reduz em 20% os custos do transporte de cargas, tornando o produto transportado muito mais competitivo.

Compromisso – A expansão dos trilhos é um compromisso feito pela empresa após a aprovação, pelo Tribunal de Contas da União, da prorrogação antecipada da concessão da Malha Ferroviária Paulista com ramificações até Mato Grosso. A viabilidade econômica do empreendimento já foi aprovada e aguarda aprovação do Ibama (projeto ambiental) e Agência Nacional de Infraestrutura de Transportes (ANTT) do projeto técnico.

A malha norte da Rumo prevê a expansão dos trilhos de Rondonópolis para Campo Verde, Cuiabá, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, levando e trazendo produtos para o porto de Santos (SP). O investimento para a expansão estão previstos em R$ 6 bilhões, sendo que R$ 2 bilhões são para o terminal de Cuiabá.

“A Rumo já se comprometeu com um terminal na nossa capital. Nosso trabalho agora é atuar com a concessionária para que este terminal chegue o mais próximo possível do distrito industrial”, completa Francisco Vuolo.

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O diretor comercial da Brado Logística, Douglas Goetten, acredita que o terminal ferroviário de Cuiabá poderá ultrapassar o de Rondonópolis em operações e toneladas de cargas transportadas, “devido a capacidade de instalação de indústrias, negócios e empreendimentos periféricos envolvidos. É importante destacar que o terminal de Cuiabá não será concorrente com o de Rondonópolis, mas sim um complemento”.

Aproximadamente 80% dos produtos considerados carga livre, transportados pela ferrovia até Rondonópolis, tem como destino final a capital. “A vinda do terminal promoverá uma verdadeira revolução da indústria e agroindústria de Mato Grosso”, disse Douglas.

“O terminal em Cuiabá promoverá uma mudança na economia do estado. Muitas empresas não se instalam ou não evoluem aqui devido a dificuldade logística.Com o terminal, nós seremos muito mais competitivos e teremos condições de transformar e industrializar produtos que exportamos in natura, agregando muito mas valor”, explica o presidente em exercício da AEDIC, Domingos Kennedy Garcia Sales. Ele lembra que Cuiabá é o maior polo consumidor de Mato Grosso, não sendo admissível ficar de fora dos vários projetos ferroviários que estão previstos para o estado nos próximos anos.

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Policial militar é condenado à perda da função pública em Rondolândia 

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JB News

Um policial militar de Rondolândia (a 735km de Cuiabá) foi condenado à perda da função pública, ressarcimento integral do dano causado ao erário, pagamento de multa civil de três vezes o valor do dano e suspensão dos direitos políticos pela prática de atos de improbidade administrativa. Conforme Ação Civil Pública (ACP) proposta pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juína, que foi julgada integralmente procedente, o agente público cometeu atos ilícitos violadores da moralidade pública.

De acordo com a inicial, o requerido exercia o cargo de 3º Sargento PMMT e atuava na função de comandante da unidade da Polícia Militar no Município de Rondolândia quando foi escalado para o plantão durante o feriado de Carnaval no ano de 2011. Na época, ele decidiu se ausentar do trabalho, sem comunicação nem autorização de seus superiores hierárquicos. Valendo-se do fato de estar no comando da unidade por ser o PM de maior graduação, apropriou-se da viatura policial, uma caminhonete L-200, e viajou até a cidade de Comodoro, onde supostamente havia armas a serem recolhidas.

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Coincidentemente, o policial foi acompanhado do filho na viagem, que deveria embarcar no terminal rodoviário com destino à cidade de Porto Estrela. Os viajantes se atrasaram para o embarque e o sargento decidiu levá-lo de carro. Passaram pela cidade de Aripuanã, onde o requerido resolveu questões particulares, e seguiram até Porto Estrela. Na sequência, ele se deslocou até Cáceres e retornou a Rondolândia depois de cinco dias. Segundo o MPMT, o requerido percorreu todo esse itinerário com veículo oficial, que foi abastecido às custas do erário.

“Não importa se foram ‘somente’ R$ 677,08 de combustível, a par da depreciação do veículo, do consumo de pneu, fluído, pastilha de freios e embreagens, o que releva denotar é o agir manifestamente ilícito, às escondidas, de forma sorrateira, usando de subterfúgios e escaramuças, para mascarar o que pululou a partir das investigações administrativas: a apropriação do veículo oficial para uso privado do ‘responsável pelo comando do Núcleo da Polícia Militar’ na região, que se investindo de autoridade que nunca teve, decidiu deixar a cidade desamparada para atender seus caprichos e interesses pessoais e, além de tudo, ainda o fez usando dinheiro público para subsidiar sua viagem particular”, afirmou o magistrado Fabio Petengill na sentença.

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