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Empresário era ligado ao Comando Vermelho e criaria rede de postos de combustíveis para aumentar a lavagem de dinheiro aponta PF

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Por Alisson Gonçalves

A Justiça manteve a prisão de um empresário e outras cinco pessoas presas pela Polícia Federal (PF).

A decisão foi tomada em audiência de custódia realizada no final da tarde desta segunda-feira 16,  pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

A Operação Jumbo realizada pelo Polícia Federal nesta segunda-feira 16 de maio, conseguiu descobrir por meio da investigação, que o empresário preso era ligado ao grupo de facção crimosa Comando Vermelho.

O empresário Tiago Gomes de Souza, de 35 anos, dono do posto Jumbo localizada na Avenidas Palmiro Paes de Barros em Cuiabá, fazia contado diariamente com líderes do “Comando Vermelho”.

As investigações da PF, apontou que o posto de combustíveis a qual Tiago era dono, era usado para lavagem de dinheiro do tráficos de drogas. E ainda descobriu que o empresário e a facção criariam uma rede de postos para aumentar a possibilidade de tráfico de drogas, e com isso os postos seria utilizados para a lavagem do dinheiro. O grupo movimentou mais de 350 milhões de reais em quatro anos.

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Com uma grande experiência no mundo do crime, Tiago começou a traficar ainda na adolescência. Ele foi preso em sua casa localizada no Alphaville, com ele a polícia encontrou  muito dinheiro, além de carros luxuosos, e correntes de ouro.

A PF continua a investigação na possibilidade de identificar mais pessoas envolvidas com o tráfico e com esse braço  da facção.

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Polícia Federal

Ex-assessor de ministras preso pela PF vazou informações sigilosas e monitorava delegado em esquema com lobista de MT

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Por Emerson Teixeira

 

Ex-assessor é preso após monitorar delegado e vazar decisões judiciais em esquema milionário de corrupção

A prisão de Márcio José Toledo Pinto, realizada pela Polícia Federal no fim da tarde desta terça-feira (31), elevou o nível de gravidade das investigações da Operação Sisamnes e revelou novos elementos sobre um suposto esquema de corrupção e venda de decisões judiciais em instâncias superiores. Apontado como peça-chave na engrenagem criminosa, o ex-assessor é acusado de receber cerca de R$ 4 milhões do lobista Anderson de Oliveira Gonçalves para manipular informações e atuar em processos de interesse privado.

A nova ordem de prisão preventiva foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, após a Polícia Federal apresentar indícios adicionais colhidos a partir da análise do celular do investigado. Inicialmente, o pedido de prisão temporária havia sido negado, mas o avanço das investigações levou à decretação da medida mais rigorosa.

Um dos pontos mais graves identificados pela Polícia Federal foi o monitoramento de um delegado responsável pelo caso. O próprio investigador percebeu que estava sendo seguido, realizou a abordagem e identificou Márcio. Para os agentes, a conduta configura tentativa de obstrução das investigações.

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Segundo relatos, o ex-assessor alegou que apenas acompanhava o delegado porque ele estaria utilizando um veículo apreendido, justificativa que não convenceu os investigadores.

De acordo com relatório enviado ao STF, Márcio foi indiciado por violação de sigilo funcional e corrupção passiva. As investigações apontam que ele produziu minutas e decisões com base em jurisprudências para atender interesses de terceiros, além de vazar informações sigilosas de gabinetes ligados a tribunais superiores.

Márcio já havia sido alvo de busca e apreensão na primeira fase da Operação Sisamnes, deflagrada em novembro de 2024. Ele atuou nos gabinetes das ministras Nancy Andrighi e Isabel Gallotti.

As quebras de sigilo bancário indicaram que o lobista teria repassado cerca de R$ 4 milhões ao investigado por meio de uma empresa em nome da esposa de Márcio, reforçando a suspeita de pagamento por favorecimento em decisões judiciais.

Apesar da gravidade do caso, o novo relatório elaborado pelo delegado José Heloíse dos Santos Neto aponta que não há, até o momento, indícios de participação de ministros de tribunais superiores no esquema.

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A defesa do investigado ainda não se manifestou. Em declarações anteriores, Márcio negou envolvimento nas irregularidades.

A prisão aprofunda a crise envolvendo suspeitas de corrupção no Judiciário e coloca sob pressão um dos esquemas mais sensíveis já investigados pela Polícia Federal nos últimos anos.

 

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