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Empresa é multada por descartar entulho em área de preservação ambiental

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Caminhão de coleta de entulho estava fazendo descarte no bairro Santa Luzia, localizada na região do grande Parque do Lago

Uma área de preservação ambiental no bairro Santa Luzia – localizada na região do grande Parque do Lago – tem sofrido com a falta de conscientização de pessoas e empresas que insistem em fazer o descarte de resíduos sólidos no local, causando poluição e degradação, o que tem obrigado o poder público a realizar, regularmente, mutirões de limpeza para amenizar os problemas causados por essa ação.

Na tarde de ontem (11), fiscais da Secretaria de Meio Ambiente e agentes da Guarda Municipal foram informados da presença de um caminhão de coleta de entulho, fazendo o descarte irregular nas margens de um lago, eles foram até o local e constataram o fato. O motorista do veículo, ao perceber a chegada dos servidores da Prefeitura Municipal, fugiu do local abandonando o veículo.

“Fizemos a apreensão do caminhão e a remoção para o Sisc do Parque do Lago, onde foi registrado um Boletim de Ocorrência. O proprietário da empresa compareceu na delegacia para prestar os esclarecimentos. Fiscais do Meio Ambiente também fizeram a autuação da empresa, que terá que arcar com esse mal exemplo”, informou o subcomandante da Guarda Municipal, Alexander Gouveia Ortiz.

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Ele disse ainda que para a denúncia de descarte irregular de lixo, qualquer cidadão pode entrar em contato com a Guarda Municipal pelo número 153, ou na secretaria de Meio Ambiente de Várzea Grande pelo telefone (065) 3692-6828.

O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural e Sustentável, Célio Santos, lembra que a Prefeitura Municipal de Várzea Grande vem atuando de forma intensa nesta e em várias outras localidades que são usadas como bolsões de lixo, e onde são descartadas além de lixos domésticos, material de construções, móveis dentre outros utensílios.  “No ano passado realizamos várias forças tarefas envolvendo as secretarias de Meio Ambiente, Serviços Públicos e Viação e Obras na ação de limpeza de lagoas e áreas de preservação, porém a falta de conscientização de pessoas e empresas acaba dificultando o nosso trabalho. Se não houver o comprometimento de todos, e a punição das pessoas que contribuem com esse ato criminoso, a questão não será solucionada”, lamentou.

O secretário de Meio Ambiente disse ainda que o prefeito Kalil Baracat e o vice-prefeito José Hazama se comprometeram em aumentar o número de fiscais para intensificar os trabalhos de fiscalização de áreas de preservação ambiental, como as que são usadas para descarte irregular de lixos. “A gestão já convocou aprovados no último concurso e com a inserção desses novos servidores, teremos a possibilidade de ampliar ainda mais o serviço de fiscalização”, informou.

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Célio Santos lembra ainda que a secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural e Sustentável já dispõem de tecnologia moderna e eficiente como drones, que também estão sendo usados no trabalho de fiscalização.

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Registro de 99 espécies entre Cerrado e Pantanal ajuda cientistas a analisarem futuro dos biomas

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JB News

O mapeamento de espécies tem papel fundamental para orientar ações de conservação e preservação da fauna. Para acompanhar os impactos das mudanças climáticas e os efeitos causados pelo homem, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP) e da Universidade Federal de Mato Grosso registraram 99 espécies do Cerrado e do Pantanal, entre elas, 36 espécies de anfíbios. A pesquisa foi feita no Parque Sesc Serra Azul, em Mato Grosso (MT), no decorrer de 11 meses.

Leia o estudo sobre a diversidade de anfíbios e répteis do Parque Sesc Serra Azul (inglês)

Para o biólogo e pesquisador do INPP Leonardo Moreira, a partir desse estudo será possível criar uma linha base para identificar mudanças a longo prazo, como a diminuição ou o desaparecimento de espécies mais sensíveis ou a expansão de outras em ambientes mais alterados. O especialista, que é um dos autores do levantamento, destaca que muitas dessas alterações não acontecem isoladamente. “É necessário um conjunto de fatores, como clima, expansão agrícola e mineração para que isso ocorra”, pontua.

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Segundo Moreira, a transformação das áreas naturais afeta o regime hídrico. O excesso de água na estação das chuvas no Cerrado abastece a planície pantaneira. Porém, o uso indevido das áreas úmidas, como o abastecimento, a irrigação e a indústria, interfere no armazenamento de água no Pantanal. Isso impacta diretamente nas áreas fundamentais para a reprodução de anfíbios.

O estudo contou com a participação de colaboradores locais do parque. Os pesquisadores passaram instruções sobre como fotografar e registrar os animais e as informações que eles precisavam enviar com os registros. Quinze voluntários participaram e ajudaram a registrar 38 espécies de répteis.

A participação das pessoas que vivem ou trabalham na região pode fazer uma diferença enorme para a ciência. O grupo de pesquisadores registrou 36 espécies de anfíbios (entre sapos, rãs e pererecas) e 63 répteis (incluindo cobras, lagartos, jabutis, cágados e jacarés). Desse total, 11 não teriam sido encontrados pela equipe de pesquisadores sem a participação da população.

O crescimento de infraestruturas, como estradas e áreas urbanas, tem uma série de efeitos negativos sobre a fauna, juntando-se aos desafios impostos pela mudança do clima em andamento. Algumas espécies tendem a ser mais dependentes de condições específicas e assim acabam sendo mais vulneráveis a mudanças no ambiente. Entender como esses animais estão lidando com o efeito dos conjuntos de tanta transformação é essencial para uma melhor ação de preservação.

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As informações Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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