Geral

Em MT, sai Arcanjo e entram os financistas do agro”, dispara Euclides Ribeiro

Publicados

em

Candidato ao Senado pelo Avante criticou os “barões do agro” que tomam as terras dos produtores para financiar políticos

“Não quero tomar cerveja ou vinho com governador, quero tomar café no gabinete do Mauro Mendes. Quero uma relação institucional com ele, não essa relação pessoal e íntima que ele tem com outros políticos. Quero trabalhar pelo Estado, e não trabalhar para grupos políticos”, disparou o candidato ao Senado, Euclides Ribeiro (Avante) durante entrevista ao programa Passando a Limpo, do jornalista, Agnelo Corbelino, de Rondonópolis.

Euclides afirmou que a troca de poder entre os mesmos grupos políticos que se revezam mandato após mandato em Mato Grosso prejudica o Estado e principalmente municípios com grande potencial de crescimento, como aconteceu em Rondonópolis.

“Vários grupos políticos prometeram trazer progresso para Rondonópolis, com a vinda de indústrias e empresas e o sonho de geração de emprego e renda para a população. Mas na verdade eles levaram progresso para o bolso deles”, apontou Euclides.

“Em Mato Grosso saiu Arcanjo e entraram os financistas da agricultura, que praticam agiotagem com produtores, cobram juros abusivos e pedem a terra como garantia. Aqui os grupos que governam o Estado são bancados pela velha política para defender o interesse de um seleto grupo”, criticou Euclides.

Leia Também:  Governo apresenta diretrizes do BRT a VG e discute ampliação do modal no município

Candidato ao primeiro mandato, Euclides defende a proteção e o incentivo tanto dos produtores rurais, como do trabalhador chefe de família. Para isso, o carro chefe de sua campanha é o Programa “Nome Limpo”, uma proposta de Lei que prevê a renegociação de dívidas de pessoas físicas.

“Quero trabalhar para tornar Lei o Programa Nome Limpo. No Brasil mais de 70 milhões de pessoas são escravas do sistema financeiro e não conseguem voltar para o mercado consumidor por causa de suas dívidas. Em Mato Grosso esse número chega a 1 milhão. Precisamos acabar com estes juros extorsivos que tortura a população e corrói a suada renda do dia a dia”, finalizou.

O candidato do Avante ainda criticou a atuação de seu adversário, o senador “tampão” Carlos Fávaro, que no primeiro mês de Senado foi ao Governo pedir subsídios para o setor do algodão. “São R$6 bilhões de subsídios para setor de algodão, isso está errado. Quem vai pagar essa conta? Mais uma vez o mato-grossense. Isso é o que a velha política faz e vem fazendo em Mato Grosso, defendendo interesses de poucos grupos e excluindo a população”, disparou.

COMENTE ABAIXO:

Geral

Homem Inocente fica preso 82 dias na PCE por ter nome e dados usado por criminoso condenado

Publicados

em

Inocente fica preso 82 dias na PCE por ter nome e dados usado por criminoso condenado

JB News
Condenado por tráfico, formação de quadrilha e porte de arma em Rondonópolis usou nome e número de identidade do primo de sua ex-namorada, ao ser preso. A identidade nunca foi checada no inquérito, nem no processo e mandado de prisão foi dado em nome do trabalhador

Márcia Oliveira | Assessoria de Imprensa da DPMT

$imgCred

Preso por 82 dias com os condenados mais perigosos do Estado, por um crime que não cometeu. Assim foi o Natal e o Ano Novo do técnico de som e iluminação Leandro Leite Silva, 35 anos. Ele retomou a liberdade e teve parte da injustiça corrigida, após a Defensoria Pública de Mato Grosso provar que o autor do crime pelo qual Silva foi preso, usou a sua identidade para responder a um processo por tráfico, formação de quadrilha e porte ilegal de arma.

O drama de Silva e sua família começou no dia 26 de outubro de 2020, quando policiais chegaram em sua casa, no bairro Três Barras, em Cuiabá, para cumprir o mandado de prisão em seu nome. A pena estabelecida era de 14 anos, em regime fechado.

A esposa de Silva, Rosane Rodrigues, conta que dava banho no filho de três anos, quando ouviu alguém gritar para que ela fosse para a sala. “Eu cheguei na sala, ainda de toalha, e ele já estava no carro, algemado. Um dos homens disse que estavam levando ele para a Polinter e que era para eu ir para lá, com advogado. Em momento algum nos disseram por que ele estava sendo preso”.

Rosane lembra que um colega de trabalho do esposo encontrou um advogado que prometeu que resolveria a situação. Porém, ela afirma que sem dinheiro, o advogado não fez nada por seu esposo. “Eu era dona de casa, cuidava do meu filho e ele trabalhava de tarde e de noite, com eventos, iluminação de festas, shows. Tive que arranjar um trabalho, cuidar de tudo sozinha e só em janeiro vi que nada foi feito e procurei a Defensoria Pública”.

Leia Também:  Justiça determina que prefeitura de Cuiabá repasse mais de 2,6 milhões ao filantrópicos

O defensor público que atua no Núcleo de Execução Penal de Cuiabá, com presos da Penitenciária Central do Estado (PCE), José Carlos Evangelista Santos, informa que ouviu a história de Rosane e com auxílio de estagiários e servidores, foi atrás do processo, que correu na 5ª Vara Criminal de Rondonópolis.

“Com base na história que ela contou, de que o marido nunca tinha sido preso, não respondia por crimes e que era um trabalhador, analisamos todo o processo e solicitamos imagens das audiências na Justiça, em Rondonópolis. Quando as imagens chegaram, vimos que Silva não era a pessoa que respondeu ao processo”.

José Carlos Evangelista identificou, com base em informações de Silva, que o preso que respondeu ao processo era Renan Briner dos Anjos, que respondia por roubos, tráfico e por ostentar em mídias sociais grande volume de dinheiro e armas. Anjos morreu em 2014, num confronto armado com a polícia.

Ainda segundo Silva, Anjos foi namorado de uma de suas primas e tinha acesso à casa de sua mãe, onde ele acredita, possa ter pego o seu nome completo, de seus pais e o número de seu registro geral (RG), dados que foram usados quando de sua prisão em Rondonópolis.

De posse das informações e das imagens das audiências, o defensor entrou com o pedido de alvará de soltura em nome de Silva, na 2ª Vara Criminal de Cuiabá. Ele solicitou ainda que a Vara de Cuiabá informe a de Rondonópolis sobre o conflito de identidades e peça a correção das informações no processo. E ainda, que a ação de execução da penal n° 2000575- 95.2020.8.11.0064, seja extinta, diante do registro da morte de Anjos.

Ilegalidade – Ao ser questionado sobre quais as principais falhas do sistema segurança e justiça que possibilitam erros e ilegalidades como essas, o defensor afirma que entre elas, está a inexistência de um sistema que cheque, de forma eficaz, se a identidade de um preso é de fato a que ele declara ser, na hora da prisão.

Leia Também:  Governo assina primeiras parcerias para manutenção pedagiada de 419 km de rodovias na Região Oeste de MT

“Muitos presos não portam documentos quando são presos e eles declaram seus nomes e identidades e se essa checagem não é feita no inquérito e no processo, injustiças como essas se tornam comuns. A chance que um preso inocente tem de falar e ser ouvido é na frente de quem cumpre o mandado de prisão, do juiz e de sua defesa. Se nesses momentos ele não é ouvido, a injustiça é perpetrada”, avalia.

O caso chegou à Defensoria Pública no dia 11 de janeiro de 2021, e em 11 dias, foi solucionado. O alvará de soltura em nome de Leite foi dado pelo juiz Geraldo Fidelis Neto, em audiência realizada na sexta-feira (22/01).

Cuidado – José Carlos Evangelista reforça que diante do fato de presos acusados de vários crimes usarem nomes e registro de identidade de outras pessoas, ao serem presos, é fundamental que esses dados sejam preservados. “É muito importante tomar cuidado com esses documentos, não deixar fácil e nem em mãos de pessoas que não confiamos. O dano moral, econômico e psicológico que essa prisão ilegal causou nessa família, dificilmente será reparado”, disse.

Resgate da Imagem – Rosane Rodrigues afirma que respira aliviada ao ver o pai de seu filho poder voltar para casa, depois de ter visto ele, pela última vez, em outubro. “Podem usar nossos nomes, essa será uma forma de garantir que a verdade sobre essa história foi resgatada. Tivemos nossa vida desorganizada brutalmente de uma hora para outra, diante de uma condenação errada. Fiquei sem fonte de sustento, com dívidas, morando de aluguel, com um filho pequeno e meu marido preso por algo que não cometeu. A decisão é um alívio”.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA