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Edital seleciona 600 mulheres para nova edição do Projeto Defensoras Populares em cinco estados

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Brasília, 19/12/2025 – Mulheres que atuam em seus territórios na defesa dos direitos e na promoção da cidadania já podem se inscrever no novo edital do Projeto Defensoras Populares. A seleção contemplará 600 candidatas, sendo 120 em cada um dos estados da Bahia, de Minas Gerais, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e de São Paulo. As selecionadas participarão de um percurso formativo com duração de oito meses, que inclui a oferta de formação especializada, a concessão de bolsa mensal de R$ 700 e o fortalecimento das redes comunitárias. As inscrições seguem abertas até 18 de janeiro e devem ser realizadas exclusivamente pela internet

A proposta resulta de uma cooperação entre a Secretaria de Acesso à Justiça (Saju), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Fundação de Apoio à Fiocruz (Fiotec), com suporte do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF).

O Defensoras Populares busca consolidar o protagonismo feminino em comunidades vulneráveis. Para atingir esse objetivo, a metodologia foca na capacitação em direitos humanos, na difusão da educação popular e no estímulo à ação cidadã.

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Quem pode participar

Podem se inscrever mulheres cis ou trans com idade mínima de 18 anos. As candidatas devem residir no estado da formação, possuir acesso à internet e ter disponibilidade para as atividades on-line e presenciais. O edital prioriza pessoas em situação de vulnerabilidade social ou atuantes em movimentos sociais e grupos culturais. Lideranças que ainda não participam de grupos organizados, mas que se enquadram nesses critérios, também são incentivadas a se candidatar.

As selecionadas receberão bolsas de R$ 700 durante todo o percurso formativo. A capacitação será composta por aulas on-line, disponibilizadas em plataforma de educação a distância, e encontros presenciais nos estados participantes. Como parte da formação, cada defensora deverá elaborar um Plano de Articulação Comunitária (PAC). O documento reunirá ações práticas voltadas à promoção de direitos, ao fortalecimento do acesso à justiça e à mobilização social.

Para a manutenção do benefício, as cursistas deverão cumprir três requisitos básicos:

• Manter frequência mínima de 75% nas atividades;
• Participar das ações formativas propostas;
• Compartilhar periodicamente suas experiências com a equipe pedagógica.

O programa prevê, ainda, o acompanhamento contínuo das lideranças, o suporte técnico, o fornecimento de materiais didáticos e a oferta de alimentação durante os encontros presenciais.

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As inscrições ocorrem via formulários específicos por estado, nos quais as candidatas devem preencher dados, anexar documentos e apresentar sua motivação em texto, áudio ou vídeo. O processo seletivo terá duas etapas: a verificação documental, de caráter eliminatório, e a avaliação de trajetória, de caráter classificatório.

O resultado final será divulgado em 6 de fevereiro de 2026. Informações detalhadas sobre critérios, cronograma e links de acesso estão disponíveis no edital

Iniciativa premiada

O Projeto Defensoras Populares foi agraciado com o Prêmio Innovare 2025, uma das principais distinções do sistema de justiça brasileiro. O reconhecimento, entregue em cerimônia no Supremo Tribunal Federal (STF), premiou a capacidade da iniciativa de capacitar lideranças femininas, disseminar direitos, prevenir violências e articular redes de proteção nos territórios.

A premiação reforça o papel estratégico da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju/MJSP) na formulação de políticas para a redução de desigualdades. Com esse destaque, o programa ganha maior visibilidade e impulsiona a expansão da iniciativa para novos estados, consolidando sua relevância na construção de soluções inovadoras no contexto jurídico nacional.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Ministério da Justiça e Segurança Pública notifica Google e Apple sobre aplicativos de bets ilegais

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Brasília – 18/4/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) enviou ofícios à Google Brasil e à Apple, nesta sexta-feira (17,) solicitando esclarecimentos sobre a disponibilização de aplicativos de apostas ilegais — os chamados bets — em suas respectivas lojas virtuais, a Play Store e a App Store, sem autorização do Ministério da Fazenda.

Os Ofícios nº 455 e nº 456/2026, assinados pelo Secretário Nacional de Direitos Digitais e pelo Secretário Nacional do Consumidor, foram produzidos a partir de monitoramento de rotina da Coordenação-Geral de Classificação Indicativa da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (SEDIGI).

O levantamento identificou, em caráter preliminar, inúmeros aplicativos disponíveis para download que aparentemente promovem, ofertam ou viabilizam o acesso a apostas de quota fixa e outras modalidades lotéricas sem autorização regulatória emitida pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

De acordo com os ofícios, os aplicativos identificados não estão sequer dissimulados sob o pretexto de outras funcionalidades, sendo encontrados com facilidade por meio de termos de busca simples, como a expressão “jogo do Tigrinho”. Exemplos dos aplicativos levantados constam nos anexos dos documentos.

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O Ministério aponta que as condutas identificadas, em juízo preliminar, contrariam a legislação de proteção dos direitos da criança e do adolescente na internet — especificamente o art. 6°, inciso IV, da Lei nº 15.211/2025 — e o Código de Defesa do Consumidor (arts. 10, 18 e 39, inciso IV), podendo resultar em responsabilização solidária de toda a cadeia de fornecedores. Destaca-se ainda o art. 21 do Decreto 12.880/ 2026, que regulamenta o ECA Digital e determina expressamente que lojas de aplicações e sistemas operacionais devem impedir a disponibilização de produtos ou serviços que promovam acesso a loterias não autorizadas pelos órgãos competentes.

As empresas notificadas devem apresentar esclarecimentos circunstanciados e acompanhados de documentação comprobatória sobre as políticas internas aplicáveis à distribuição de aplicativos de apostas; os procedimentos de triagem prévia adotados para verificar autorizações regulatórias e mecanismos de verificação de idade; e uma relação nominal atualizada de todos os aplicativos das categorias Loterias, Apostas, Cassino, Bets e correlatas atualmente disponíveis para usuários no Brasil, com indicação do desenvolvedor responsável, classificação indicativa e autorização regulatória declarada.

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O Ministério ressalta que a lista oficial das operadoras de apostas de quota fixa regularmente autorizadas no âmbito federal é mantida pelo Ministério da Fazenda e está disponível para consulta pública em gov.br/fazenda (acrescentar link), o que torna a verificação da regularidade dos aplicativos uma providência de baixa complexidade operacional.

Os ofícios têm natureza informativa e instrutória, não constituindo, por si sós, aplicação de sanção. Contudo, as respostas apresentadas — ou sua ausência — poderão permitir a instauração de procedimento administrativo próprio.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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