POLITICA
Diretor de cadeia de Primavera do Leste recebia proprina, em troca de favores
JB News
Da Redação
Após intensas investigações da Operação La Catedral, surgiu evidência de que Valdeir Zeliz Dos Santos, diretor da Cadeia Pública de Primavera do Leste, estava oferecendo benefícios aos detentos em troca de propina.
Entre os envolvidos estava Magnun Vinnicios Rodrigues Alves de Araújo, ex-vereador e pré-candidato a prefeito de General Carneiro, que estava detido na mesma instituição. De acordo com a decisão judicial do juiz Alexandre Delicato Pampado, os delegados Rodolpho Garcia G. Bandeira e Honório G. Dos Anjos Neto detalharam o esquema operacional dos investigados.
As investigações revelaram que o ex-vereador fez transferências bancárias de R$ 4,8 mil para a conta do diretor e mais R$ 9 mil para a conta de um intermediário. Em resposta, Valdeir foi alvo de busca e apreensão, teve seus bens bloqueados e foi afastado do cargo.
Além disso, outros detentos também se beneficiaram do esquema. Janderson Dos Santos Lopes, por exemplo, teria pago R$ 20 mil para obter trabalho externo, valor supostamente destinado a Valdeir por meio de terceiros.
Janderson Lopes foi identificado como líder do esquema e alvo de prisão preventiva, busca e apreensão, além do confisco de bens. Sua esposa, Thais Emilia Siqueira Silva, anteriormente presa por lavagem de dinheiro, é acusada de auxiliar na lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, utilizando empresas fictícias.
A investigação revelou que Thais possui sociedades em empresas que transacionam com entidades relacionadas ao marido, movimentando mais de R$ 1 milhão sem justificativa, resultando no confisco dos bens do casal.
POLITICA
Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO
JB News
pir Nayara Cristina
lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo
A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.
Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando” .
A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.
Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista .
A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente .
O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.
O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.
Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.
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