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Dimensão do Braseiro o torna referência em festival de churrasco

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Em Rondonópolis, edição de 2019 atingiu 5,3 t de carne servidas e R$ 315 mil revertidos em doações

 

O Festival Braseiro é referência nacional do segmento devido à dimensão alcançada em três anos de realização do evento. Em Rondonópolis, no ano passado, 3,5 mil pessoas estiveram presentes no festival de churrasco e consumiram 5,3 toneladas de carne em 56 estações de alimentação.

Além da valorização da carne mato-grossense, um dos principais objetivos do evento é apoiar causas sociais. Toda a renda obtida é revertida para instituições filantrópicas beneficentes. O ano de 2019 fechou com uma arrecadação diferenciada, de aproximadamente R$ 563 mil totais. Só o evento de Rondonópolis arrecadou cerca de R$ 315 mil, doados para 13 instituições da cidade.

A Associação Rondonopolitana de Pessoas com Transtorno Autista (Arpta) é beneficiada pelo Braseiro há três anos. A associação, que tem caráter assistencial, beneficente e sem fins lucrativos, foi criada em 2011 a partir da união dos esforços de pais de crianças com transtorno autista.

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Em 2017, A Arpta foi contemplada com a doação de R$ 11,7 mil, tudo revertido em mobília como mesas, armários, fichários, cadeiras de escritório, impressoras, computadores e cadeiras de plástico. Em 2018, a Arpta trabalhou no dia do festival e arrecadou pouco mais de R$ 3,1 mil com o “bar quente”. E em 2019, a doação do Braseiro foi de R$ 22,7 mil, revertidos na compra de equipamentos como aparelhos de ar-condicionado, geladeira, impressora, computador, dentre outros, para a nova sala de terapia ocupacional da organização.

“A sala de terapia ocupacional foi totalmente equipada para atendimento das pessoas com transtorno autista e demais utensílios para funcionamento da associação que, em janeiro, deve iniciar os atendimentos na sede. Agradecemos imensamente ao Festival Braseiro pela iniciativa e por proporcionar a tantas instituições filantrópicas a realização e manutenção dos nossos sonhos”, conta, emocionada, a presidente da Arpta, Rosemary de Aquino Pinto Piovesan.

Próximas edições – Os preparativos para o Festival Braseiro 2020 já começaram. Segundo a coordenadora de eventos da iniciativa, Aline Pellozo, as inscrições das instituições interessadas em receber doações devem começar em fevereiro. Para isso, precisam ficar atentas ao site do Braseiro.

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“É importante frisar que a entidade precisa ser regularizada. Depois de preencher todos os dados e separar a documentação, é só enviar tudo por e-mail. As instituições selecionadas ainda passarão por uma análise da Comissão Julgadora, que realizará visitas in loco para conhecer a realidade de cada entidade. Depois da avaliação de uma série de critérios é que são selecionadas aquelas que serão beneficiadas diretamente pelo Festival”, explica a coordenadora do evento.

No Festival Braseiro, o público conta com um serviço ilimitado de alimentação e bebidas (cerveja, refrigerante e água) e, ainda, com mais de 50 estações com diferenciados cortes de carne. “E é sempre bom reforçar que a primeira chamada para o Festival Braseiro é realizada pelas nossas redes sociais. Então, fiquem atentos, porque o Braseiro 2020 promete!”, finaliza Aline Pellozo.

 

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Casa Verde e Amarela é medida que exclui a baixa renda do acesso à moradia, afirma diretoria da FNA

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JB News 

A parcela da população que forma a maior parte do déficit habitacional do Brasil não está contemplada no mais novo programa de governo voltado à área habitacional, o Casa Verde e Amarela, instituído por meio de Medida Provisória e anunciado nesta terça-feira (25/8) pela União. As famílias com renda de zero a três salários mínimos ficaram de fora da abrangência do programa, uma vez que esta parcela da população não possui condições financeiras para a contratação de crédito imobiliário – algo sugerido na MP ao anunciar que famílias com renda mensal até R$ 2 mil estarão sujeitas a taxa de juros a partir de 4,25% anual. A Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), entidade que luta pela implementação de políticas públicas de moradia, entende que a medida é equivocada e não resolverá o problema do déficit habitacional no país.

“Num programa habitacional para a faixa de renda de até três salários mínimos, o importante é ter alto subsídio. Financiamento não resolve”, defende Patryck Carvalho, secretário de Políticas Públicas e Relações Institucionais da FNA. Lembrando que mais de 80% do déficit habitacional no país está concentrado nesta faixa de rendimentos, Carvalho entende que a proposta do governo nada mais é do que um programa de financiamento que não atende às necessidades e carências por habitação das famílias brasileiras de baixa renda ou nenhuma renda. O dirigente chama a atenção, ainda, para os R$ 500 milhões anunciados para regularização fundiária e melhorias habitacionais e que, segundo o governo, foram negociados com a Febraban. Esses recursos são oriundos do FDS (Fundo de Desenvolvimento Social), não é recurso dos bancos.

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O projeto dos governos Lula e Dilma, o Minha Casa, Minha Vida, para faixa de renda familiar até R$ 1.800,00 não previa operações de crédito sujeitas a aprovação cadastral, mas sim, um subsídio que chegava a 95% do valor do imóvel, com prestações que variavam de R$ 80 a 270 conforme a renda familiar. Segundo a integrante da União Nacional por Moradia Popular (UNMP), Evaniza Rodrigues, para acessar o novo programa, as famílias precisarão atender a uma série de critérios (nome limpo no mercado e não possuir dívidas com bancos) e não terão condições de comprová-los para contratar o financiamento habitacional. “Além disso, também há a chamada análise de risco de crédito dos bancos onde as famílias pobres não têm como ser aprovadas. Ou seja, pela lógica do atual governo, elas continuarão a ser excluídas da política habitacional”, destaca. Evaniza manifesta preocupação com a MP pois, no formato em que foi apresentada, consolida a exclusão dos mais pobres do direito à moradia.

Getúlio Vargas de Moura Júnior, presidente da Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM), considera a MP um grande retrocesso, pois o centro do déficit habitacional no Brasil se encontra justamente na faixa de renda descoberta pelo programa – historicamente chamada de habitação de interesse social – foco permanente do sistema nacional de habitação. “Além de ser muito mais uma carta de intenções do que um projeto estruturado, o programa foi lançado sem que houvesse diálogo com a sociedade, pois hoje não temos mais os conselhos das cidades e fóruns de articulação e concessão dessas políticas públicas. Também não vai no centro da questão, que é onde se encontram as famílias que ‘sustentam’ o déficit por habitação no país”, destaca.

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O dirigente reforça também que a MP não foi construída pensada como um plano nacional de moradia articulado com uma política nacional de desenvolvimento urbano. “O que foi apresentado não se caracteriza como um projeto nacional para enfrentamento do déficit, diferentemente do Minha Casa, Minha Vida, que veio como uma proposta anticíclica após a crise de 2008/2009, mas que carregava uma função social muito forte”, afirmou o dirigente, destacando que da forma como foi construído o Casa Verde e Amarela se propõe a ser muito mais uma solução para o mercado do que para a realidade habitacional brasileira. Para o presidente da CONAM, para se colocar uma política habitacional no país não são necessários projetos ou MPs, basta colocar em prática o que já existe, citando a Lei da ATHIS.

Foto; Carolina Jardine

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