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Diagnóstico da FIPE vai embasar concessão do DAE, destaca Flávia Moretti 

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Por Alisson Gonçalves

A Prefeitura de Várzea Grande deu um passo significativo para a concessão do Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG) ao autorizar, por meio do Despacho nº 09/2025, a contratação da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

O objetivo é elaborar um diagnóstico abrangente sobre a situação financeira, patrimonial e estrutural da autarquia.

A prefeita Flávia Moretti (PL) ressaltou que esse levantamento será essencial para a valoração do DAE e para a elaboração do edital do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI).

“Precisamos dessa análise detalhada para atrair investidores interessados. Somente após essa etapa poderemos lançar o edital para que as empresas avaliem o DAE e participem do leilão. Foi uma decisão baseada em estudos e planejamento, pois entendemos que a concessão é o caminho mais viável”, explicou.

Enquanto o processo está em andamento, Moretti garantiu que os serviços prestados pelo DAE não serão comprometidos.

“Ainda lidamos com problemas operacionais, como vazamentos e redes antigas. Por isso, pedi ao vice-prefeito, Tião da Zaeli, que nos auxilie na gestão do DAE para garantir melhorias constantes. A população não ficará desassistida”, assegurou.

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A prefeita também reforçou que todo o processo será conduzido com transparência, incluindo audiências públicas e o envolvimento da Câmara Municipal.

“Nosso compromisso é esclarecer cada etapa à população e garantir que essa medida traga avanços reais no abastecimento de água. Queremos que os moradores tenham um serviço eficiente e de qualidade”, destacou.

Com essa iniciativa, Várzea Grande busca uma solução estruturada para aprimorar o fornecimento de água e saneamento, garantindo que a transição para a concessão ocorra de maneira organizada e benéfica para todos.

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Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase

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Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.

A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.

Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.

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Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.

De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.

A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.

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TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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