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Quarta-feira - 19 de Junho de 2019
 
ECONOMIA - 23/11/2018 - 14:13
 
Agregar valor é estratégia para garantir vantagens competitivas sustentáveis
 
   
   
 

 

Em um mundo em constante evolução, novas estratégias levam as empresas da inovação ocasional para a capacitação constante, bem como para uma nova mentalidade de liderança. Por outro lado, a tradicional vantagem competitiva – ou seja, os atributos que diferenciam a organização de seus concorrentes sob o ponto de vista do cliente – dissipa-se cada vez mais rapidamente. Garantir a sobrevivência no mercado requer esforços e criatividade.

 

Hoje, o Brasil ocupa a 64ª posição no Índice Global de Inovação (GII, em inglês), que avaliou 126 países quanto a insumos e produtos inovadores. Ranking em que a Suíça lidera.        

 

Conforme explica o professor convidado da Fundação Dom Cabral (FDC), o doutor em gestão de projetos Alexandre Vianna, o tamanho da vantagem competitiva tem diminuído no decorrer da trajetória – sendo que o mesmo ocorre com seu intervalo de tempo de sustentação. Basear-se em recursos raros, difíceis de se imitar e não substituíveis nem sempre se apresenta como uma opção de saída.

 

“Coincidência ou não, o que antes era um intervalo de 32 anos virou 16. E, mesmo assim, nos últimos anos, temos perdido vantagem competitiva. Se não fizermos nada, isso vai continuar. Precisamos fazer a manutenção ou o prolongamento dela. Nem sempre estará na equação a opção de se montar um negócio que pouca gente faz [ou faz de maneira inapropriada] e que o mercado precisa”, ressalta.

 

Neste viés, Vianna – que já trabalhou projetos estratégicos em mais de 200 empresas na América Latina – destaca que é preciso refletir sobre cada ambiente de negócio, cuja evolução é constante, além de ter em vista a busca permanente por vantagens competitivas sustentáveis – que são fruto de estratégias formuladas por uma empresa que não podem ser plenamente copiadas por concorrentes e que resultam em altos retornos financeiros durante um longo período de tempo.

 

“Atualmente, há três formas de geração de resultado: o ‘lucro livre’ que, com a sustentabilidade, é economicamente viável; o ‘socialmente justo’; e o ‘ecologicamente correto’. Uma empresa que tenha resultados sustentáveis consegue entregar resultados nessas três dimensões. Ao mesmo tempo, precisamos entender o que leva o cliente a comprar aquele produto ou serviço. Desafiar as estruturas já existentes. Gerar valor”, comenta.

 

AGREGAR VALOR – Segundo Vianna, existem quatro níveis de atributos de produtos ou serviços: genérico, esperado, ampliado e potencial. “Por exemplo, qual é o atributo básico de um celular? Fazer ligações, o que é genérico. Mas, você compra o aparelho esperando apenas por isso? Não. Você quer internet, recursos de mensagens e outras funções. Hoje, ter um telefone inteligente já é o esperado e a tendência de mercados competitivos é de que esse nível cresça”, pondera.

 

O professor alerta que entregar para o cliente apenas o que ele espera, a princípio, não gera diferenciação – algo que poderá ser obtido por meio dos níveis ampliado e potencial. “O nível potencial envolve aquilo que ainda não foi ao mercado, mas que está sendo desenvolvido para gerar compensação. Enquanto que, o nível ampliado, pode ser entendido como quando a Apple lançou o Iphone há cerca de 11 anos, o que ‘minou’ o mercado Europeu”, explica.    

 

Vianna complementa que cabe a cada empresa saber em que lugar quer permanecer. “Se sou uma empresa de commodity, tenho que ser muito eficiente e eficaz. Mas, pode ser que eu tenha preços não muito interessantes. Se pretendo desenvolver um produto, trabalho com alguma diferenciação nessa equação e começo a ser percebido como relevante. Acrescentar serviços é o passo seguinte. Por último, o que observamos no mercado é que a empresa mais relevante para o cliente é a que proporciona experiências. Isto é, desenvolve relações na empresa que não são somente relações mercantilistas”, finaliza.

 

FUNDAÇÃO DOM CABRAL – Considerada a 12ª melhor escola de negócios do mundo em 2018 pelo jornal britânico Financial Times, a Fundação Dom Cabral foi criada em Belo Horizonte em 1976 e tem como missão a educação executiva, com atividades no Brasil e no exterior. Em Mato Grosso seu associado é o Grupo Valure, consultoria em Gestão e Liderança há 20 anos.

 

Entre as atividades desenvolvidas pela FDC no Estado consta o programa Parceiros para a Excelência (Paex) – em que Alexandre Vianna é orientador técnico – e o programa de especialização em Gestão de Negócios, que irá ganhar sua quarta turma no dia 17 de maio de 2019 em Cuiabá. Mais informações pelo site http://www.grupovalure.com.br/

 

ZF

   
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