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Desafios e oportunidades na safra 2019/20 marcam 1º Open Sky Soja

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Primeiro evento realizado pela Proteplan, em Sorriso, focou em previsões climáticas, doenças e distúrbios fisiológicos na cultura da soja.

Os desafios e oportunidades da safra de soja 2019/2020 – especialmente na região da BR-163 – foram os principais temas debatidos durante o 1º Open Sky Soja, realizado na última sexta-feira (31.01), no município de Sorriso. O dia de campo foi o primeiro evento oficial da Proteplan, empresa com foco em pesquisa, capacitação e assessoria criada em 2019 e que tem como uma de suas metas o aumento da produtividade e rentabilidade das lavouras mato-grossenses.

Na programação, os produtores rurais, técnicos e consultores participantes tiveram a oportunidade de conhecer a estação experimental, na Fazenda Santa Anastácia, bem como diferentes programas de aplicação, as novidades para a próxima safra e também conhecer as 53 cultivares de soja mais utilizadas no Estado e de diferentes características agronômicas.

Na terceira etapa do Open Sky Soja, palestras marcaram o evento. A primeira foi com Marco Antônio dos Santos, da Rural Clima, sobre “Previsões climáticas para a colheita da soja e para as culturas da 2ª safra”. “Tivemos e continuamos tendo uma safra desafiadora, não só na região da BR-163, mas praticamente em todo o Brasil. As chuvas ainda não se firmaram de fato e a primeira semana de fevereiro deverá ser marcada, de novo, por muita chuva, atrapalhando um pouco a colheita e o plantio de segunda safra”, informou Marco Antônio.

Apesar deste primeiro momento, o palestrante afirmou que as previsões para as próximas semanas e, principalmente, para culturas de segunda safra, são bastante positivas. “Ainda que haja muitas chuvas nesta primeira semana, a segunda e a terceira serão marcadas por tempo mais aberto, com sol, calor e depois chuvas no final da tarde. Depois, o tempo volta a se firmar e a há uma tendência de que as pancadas se prolonguem pelo menos até final de abril. O que eu dou de alerta apenas é: fiquem atentos com esta possível paralisação da colheita e plantio agora, mas depois invistam bastante nas lavouras de segunda safra, que as chuvas vão se estender, o clima vai colaborar e a produção vai ser muito boa”, completou.

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Além de Marco Antônio Santos, os professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a fitopatologista Solange Maria Bonaldo e o fisiologista Carlos Vinicio Vieira, trouxeram temas mais técnicos, sobre doenças e seus impactos na cultura da soja e também sobre os principais distúrbios fisiológicos na oleaginosa. Ambos focaram na safra 2019/2020.

“É importante relatar os principais problemas ocorridos na cultura da soja, principalmente na região da BR-163, uma vez que alguns destes podem impactar nas safras futuras”, afirmou Solange. A professora mostrou, por exemplo, problemas graves na questão fisiológica, além da má distribuição de chuvas, que levou a uma maior suscetibilidade das plantas. “Tivemos um problema muito sério de questão fisiológica, problemas como mancha-alvo, cercospera, antracnose foi uma consequência e não causa. Enfim, nosso objetivo foi abordar todo esse cenário para que os produtores tenham uma noção de como fazer diagnose e como agir nas safras futuras”.

Já o fisiologista Carlos Vinicio Vieira abordou distúrbios fisiológicos da soja e afirmou que eventos como o Open Sky Soja são fundamentais para a agricultura. “O que a Proteplan está fazendo é importantíssimo: trazer os produtores até a pesquisa, o campo, mostrar na prática o que tem sido feito. Quando eles vêm até dias de campo como esse é porque eles querem aprender e, com isso, acabam levando o conhecimento para suas próprias lavouras. Os produtores que vem até aqui tem muito a ganhar”.

BONS RESULTADOS – Um dos idealizadores do evento e sócio da Proteplan, Ivan Pedro Araújo Jr., considera o primeiro evento da empresa um sucesso. “As expectativas foram superadas e a análise é extremamente positiva. Os assuntos foram muito pertinentes para o momento da safra de soja e também para o planejamento para a próxima safra, além de atualização em termos de formação. Isso sem contar o networking, que sempre enriquece, traz novos desafios e novas provocações no sentido de ajudar os produtores da BR-163 a solucionar os problemas fitossanitários da região”, destacou.

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Para Fabiano Siqueri, pesquisador e sócio da Proteplan, o Open Sky Soja é fruto de um planejamento bem alinhado. “Tivemos uma presença marcante de produtores e técnicos. Atendemos bem e com qualidade e acredito que o conteúdo veio ao encontro do desejo do produtor e, por isso, contamos com uma presença tão marcante e maciça. Foi um desafio, um evento que começou a ser planejado juntamente com o nascimento da empresa. Ver a casa cheia e esse sonho efetivamente realizado nos dá muita satisfação, estímulo e coragem”.

Já Alana Tomen, também sócia, um dos objetivos da Proteplan foi cumprido durante o evento. “A pesquisa é muito importante, mas a pesquisa sem um projeto bem estruturado de difusão de todo esse conhecimento não tem o mesmo valor. Um dos braços da nossa empresa tem esse foco: difundir para o maior número de pessoas possíveis os resultados que geramos aqui na Estação Experimental para que estes conhecimentos sejam aplicados no campo, resultando em maiores produtividades. Hoje, aqui, as discussões, assim como o público, foram de qualidade e houve muita troca de informações. Além disso os produtores puderam ver no campo diferenças muito contrastantes, puderam perceber que para cada variedade pode haver uma solução diferente”, completou.

PATROCÍNIO – O Open Sky Soja contou com patrocínio da Adama, Basf, Bayer, Corteva, FMC, Ihara, Kimberlit, Oxiquímica, Syngenta e UPL.

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MP ingressa com Liminar que determina destruição imediata de plantio experimental de soja em MT

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  • Liminar determina destruição imediata de plantio experimental de soja

A Justiça acolheu pedido liminar efetuado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso e determinou à Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja) e a dois produtores rurais do município de Vera, sendo um deles Antonio Galvan, presidente da entidade, para que promovam a destruição imediata da plantação experimental de soja realizada na Fazenda Dacar. Os requeridos terão 72h, a contar da data da notificação da decisão, para comprovar nos autos a execução da medida. Caso contrário, terão que arcar, cada um, com multa diária no valor de R$ 25 mil.

Na liminar, o juiz Rodrigo Roberto Curvo determina que as partes sejam intimadas e notificadas por oficial de Justiça plantonista, “tendo em vista a imprescindibilidade da medida para evitar o perecimento ou lesão do direito tutelado na ação”. Estabelece também que seja expedida carta precatória para a comarca de Vera, instruída com cópia da ação e dos autos de infração expedidos pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea).

Ainda de acordo com a decisão judicial, se dentro do prazo estabelecido não for comprovado o cumprimento da medida, o Indea deverá adotar as providências necessárias para a destruição da plantação experimental. A partir daí, a multa aos produtores será de R$ 500 mil. Além disso, a área utilizada para o plantio experimental deverá ser embargada e, na hipótese de já ter havido a colheita da soja, o produto terá que ficar armazenado em local adequado e às expensas das partes requeridas.

O perigo de dano irreversível também se caracteriza pelo risco de disseminação da ferrugem-asiática, causada pelo Phakopsora pachyrhizi, a partir do plantio sem a regular autorização do órgão competente e em período vedado, cujo fungo é facilmente transportado pelo vento, circunstância extremamente prejudicial a lavouras de soja e que gera enorme potencial de que eventuais danos ao meio ambiente e à própria economia mato-grossense, notoriamente movida pelo agronegócio, atinjam outras lavouras e regiões do Estado, a exemplo dos prejuízos bilionários experimentados no Brasil desde 2003 e por ela causados”, destacou o magistrado em parte da decisão.

O magistrado também chamou a atenção para parte do Termo de Acordo Parcial firmado no Procedimento de Mediação, que possibilita ao produtor rural participante da pesquisa salvar a semente advinda do período de experimento. “A semeadura de soja em período extemporâneo nos termos propostos pela requerida Aprosoja visa viabilizar áreas de produção de sementes para uso próprio, colocando em risco, inclusive, as medidas fitossanitárias já consolidadas no Estado de Mato Grosso para prevenção e controle da ferrugem asiática da soja, indo de encontro aos princípios da prevenção e da precaução, preceitos fundamentais estabelecidos pelo direito ambiental”, afirmou .

Além disso, o magistrado também destacou que em recente decisão administrativa (27.03.3010) o Indea, através de seu presidente, e após parecer da Procuradoria-Geral do Estado, reconheceu a nulidade do acordo parcial firmado entre Aprosoja e o Indea, em trâmite perante a Câmara de Mediação, Conciliação e Arbitragem – AMIS.

OUTRAS AÇÕES: Segundo a promotora de Justiça Ana Luíza Ávila Peterlini, o Ministério Público ingressou com um total de 14 ações civis públicas, com pedido de liminar, requerendo a destruição do plantio excepcional, além da responsabilização dos envolvidos. Antes de recorrer ao Judiciário, no entanto, a Promotoria de Justiça encaminhou notificações à Aprosoja recomendando a suspensão do experimento, mas não obteve êxito.

A medida, conforme a promotora de Justiça, busca evitar a disseminação da ferrugem asiática, considerada a pior praga da cultura da soja. A propagação dessa doença poderá implicar em prejuízos consideráveis à produção de soja e ao Estado de Mato Grosso. Além disso, poderá representar graves consequências ao meio ambiente, com o aumento considerável de aplicações de agrotóxicos, com a poluição do ar, água, solo e risco de contaminação da população.


O MPMT explica que a possibilidade de realização do plantio da soja fora do período estabelecido na Instrução Normativa nº 002/2015, que estabelece as medidas fitossanitárias para prevenção e controle da praga, foi aventada por meio de um acordo firmado entre o Indea e a Aprosoja perante a Câmara de Mediação e Arbitragem (AMIS) para o desenvolvimento de experimento pela Fundação de Experimento e Desenvolvimento Tecnológico Rio Verde, apoiado pelo Instituto AGRIS.

Após notificação recomendatória proposta pelo MPMT, o Indea, reconhecendo a ilegalidade do acordo e os riscos do experimento, não autorizou nenhum plantio fora do calendário da soja. A Aprosoja e os produtores rurais, entretanto, efetuaram o plantio extemporâneo sem autorização. Aguardamos, agora, a apreciação da liminar pelo Judiciário”, explicou a promotora de Justiça.

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