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Deputados propõem debate sobre extração e comercialização de minhocas

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Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT

Preocupados com a situação das inúmeras famílias que sobrevivem da extração e comercialização de minhocas, especialmente, no interior de Mato Grosso, os deputados estaduais Eduardo Botelho (DEM) e Wilson Santos (PSDB), propuseram audiência pública, no próximo dia 14 de outubro, às 9 horas, na Sala das Comissões Sarita Baracat, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
Os parlamentares argumentam que a pesca e a exploração desse mercado é uma atividade tradicional em algumas cidades mato-grossenses, um meio de sobrevivência direto e indireto de grande parte dos moradores, especialmente, das cidades pesqueiras, onde a atividade serve para a subsistência dessas famílias e gera renda para os pescadores, fomentando a economia local, bem como a cultura regional.
De acordo com os deputados, o debate é salutar por promover uma gestão participativa, sendo o melhor caminho para a criação de mecanismos que conciliem o conhecimento tradicional dos pescadores e o técnico de pesquisadores, para a construção de pactos que resultem no uso sustentável e com foco na conservação dos recursos pesqueiros.
“Sabemos das dificuldades que passam os municípios e que muitos trabalhadores dependem da extração de minhocas para sustentar suas famílias, mas, que vivenciam uma instabilidade diante da fiscalização de rotina da Sema [Secretaria Estadual de Meio Ambiente], em que alguns chegam a ser multados pelo comércio de iscas vivas. Por isso, precisamos ouvir os catadores de minhocas e buscar uma solução que promova o manejo sustentável”, asseguram Botelho e Wilson no requerimento.
Durante a sessão desta quarta-feira (22),os parlamentares fizeram ampla defesa sobre a proposta. Botelho ressaltou que mesmo sendo uma atividade pouco conhecida, ela gera emprego e mata a fome de milhares de pessoas. Citou como exemplo a cidade do Médio-Norte, Alto Paraguai, de economia exaurida em decorrência do garimpo, a minhoculura é uma atividade importante para a subsistência. “Lá, os pequenos trabalhadores fazem a extração de minhocas, mas têm sofrido autuação dura da Sema, do Ministério Público, inclusive, até com prisões, é um contrassenso. A fiscalização quando vai em cima dos garimpos, que destroi, é pequenininha, mas quando é pra ir em cima de um minhoqueiro chega prendendo, ameaçando, fazendo qualquer tipo de judiação”, lamentou Botelho.
 

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Fonte: ALMT

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Política Estadual

Lúdio Cabral requer explicações do governador sobre dinheiro público gasto em festa no Salto das Nuvens, em Tangará da Serra

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Foto: Marcos Lopes

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) requereu ao governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), e ao secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, informações e documentos sobre o apoio do governo estadual e o dinheiro público gasto na festa realizada na cachoeira Salto das Nuvens, em Tangará da Serra, na sexta-feira passada (15), no chamado “1º Encontro de Líderes e Empreendedores do Brasil”.

“Não haveria problema em realizar um seminário ou mesa-redonda para apresentar e debater o potencial de Mato Grosso para desenvolvimento econômico. Mas a informação que temos, de pessoas que estiveram no evento, é que o palestrante falou apenas 20 minutos, e o restante do tempo foi apenas festa. Uma festa milionária, um banquete regado a uísque, com show de cantores nacionais. A festa tem a marca do governo de Mato Grosso entre os apoiadores. O governo colocou dinheiro público nesse evento? Quanto de dinheiro público foi gasto com essa festa? São perguntas que fizemos no requerimento”, disse Lúdio.

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No requerimento aprovado na sessão de quarta-feira (20), Lúdio Cabral busca ter acesso às planilhas detalhadas dos gastos feitos pelo governo estadual, além das cópias dos processos de contratos, convênios, ou termos assinados pelo governo, e detalhamento das ações do governo e do dinheiro público gasto para realizar o evento na cachoeira Salto das Nuvens.

“Mato Grosso tem 3,5 milhões de habitantes, dos quais 2 milhões estão inscritos no Cadastro Único da Assistência Social, em situação de insegurança alimentar, e 500 mil pessoas abaixo da linha de pobreza, passando fome. Não tem lógica o governo estadual gastar dinheiro com uma festa como essa. É um desrespeito com a população de Mato Grosso, que ainda sofre com a pandemia de covid-19. O estado com a pior gestão do país na pandemia, a maior taxa de mortalidade, quase 14 mil famílias em luto por conta da covid-19, e o governador fazendo uma festa milionária como essa?”, destacou Lúdio.

Fonte: ALMT

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