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Deputado Abilio diz que vereadores de Várzea Grande “pau-mandado” do prefeito estão incomodados por ele fiscalizar a saúde do município

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Da Redação

 

O deputado federal Abílio Junior (PL), foi à tribuna na Câmara federal tecer duras críticas aos vereadores de Várzea Grande, por conta de sua fiscalização na secretaria de saúde do município.

O vídeo foi postado pelo próprio deputado nas suas redes sociais, após uma fiscalização das condições de funcionamento das algumas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) na cidade.

Abilio destacou que em algumas cidades do estado os secretários de saúde o entendem bem, como foi o caso do secretário Gonçalo de Barros que o recebeu de bom grado e antedeu as reivindicações do deputado. Segundo o deputado foi feito um pedido a Gonçalo para que aumentasse o número de médicos na pediatria da UPA fiscalizada. E de pronto, foi atendido pelo secretário, colocando mais um pediatra para atender a população.

Para Abilio é lamentável um deputado federal ter de ir fazer a fiscalização, quando quem deveria fazer não faz. Neste caso os vereadores da cidade.

“Em Várzea Grande, alguns vereadores pau mandado do prefeito ficam incomodado de eu ir lá fazer o meu trabalho, de ir lá fiscalizar as condições de funcionamento da UPA, mas população se incomoda mesmo é com aqueles vereadores que não fazem seu trabalho” Destacou.

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Disse também que caberia aos vereadores ir fiscalizar se as UPAS e o Pronto Socorro se estão funcionando corretamente, mas ao não trabalhar os vereadores se incomodam com quem trabalha. E lamentou ter de ir ao município fazer o trabalho do vereador.

“ Quero dizer a você vereador, para de ser puxa-saco e pau mandado do prefeito e ajuda a gestão a ser mais eficiente. Finalizou.

Veja o vídeo:

 

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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