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Cuiabá abandona perfil horizontal, e começa a ganhar cada vez mais empreendimentos

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Imagem: Pixabay

A expansão imobiliária tem impactado diretamente na cidade de Cuiabá, que nos últimos anos passou a ganhar projetos de construção civil verticalizados, fazendo com que a cidade atingisse um novo patamar, agora verticalizado.

E isso faz com que Cuiabá seja uma das cidades com a maior oferta imobiliária em todo o país. Portanto, o futuro promete grandes resultados para o setor imobiliário da cidade, um dos mais atrativos para incorporadoras e para o público em geral.

Devido ao crescimento acelerado da população da cidade, bem como à sua localização geográfica privilegiada, no centro do país, este fator resultou na demanda de desenvolvimentos verticais de imóveis em Cuiabá de todos os tipos: comercial, escritórios, residenciais, mistos, hotéis, industriais e consultórios médicos.

Dicas para quem deseja investir em imóveis em Cuiabá

Como investidor, você deve enfrentar desinformação. Lembre-se de que o conhecimento é essencial para garantir o sucesso do seu investimento e não perder seu dinheiro. Existem vários mitos e lugares comuns, profundamente errados, sobre investir em imóveis . São pensamentos provenientes da falta de informações, porque nem todo mundo sabe como o mercado imobiliário realmente funciona.

Investir em imóveis não é apenas comprar um imóvel. Em geral, trata-se de aumentar seu dinheiro, protegendo seu investimento com algo físico e útil. Físico, porque, diferentemente de outros métodos de investimento, um investimento imobiliário é um ativo baseado em uma propriedade e em seus direitos derivativos. Assim, mesmo com as flutuações do mercado, o investimento sempre estará lá.

Útil, pois, diferentemente de outros investimentos que envolvem apostas em modelos de negócios não comprovados, os investimentos imobiliários se baseiam na satisfação de uma das utilidades mais antigas e comuns: a habitação.

Portanto, se você deseja investir em imóveis, primeiro deve comprar um imóvel ou fazer parte de um projeto imobiliário para, mais tarde, alugar por conta própria ou por meio de uma imobiliária. Dessa forma, você obterá uma renda fixa e, paralelamente, sua propriedade será reavaliada ao longo do tempo.

Tipos de investidores e o que procuram

Existem diferentes tipos de investidores para cada investimento. Geralmente, aqueles que desejam investir em imóveis são pessoas que buscam estabilidade. Pequenos ou médios investidores, que não estão tão interessados na incerteza de outros modelos de investimento. E não é que sejam pessoas negadas a negociar, comprar ações ou capital semente.

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Os investimentos imobiliários não competem com os outros modelos de investimento. O que acontece é que são pessoas que procuram força a longo prazo, comprando apartamentos em Cuiabá, por exemplo, iniciando por metragens menores até fazer upgrades para modelos maiores. Mas, você pode se perguntar: por que, se é algo tão estável e seguro, muitos ainda temem investimentos imobiliários? Em parte, porque a desinformação sobre o assunto leva muitos a acreditar em mitos e falsidades sobre esse setor.

É preciso muito dinheiro para investir em imóveis?

Talvez algumas vezes isso ocorra, principalmente se pararmos para observar o número de pessoas que passaram anos pagando por sua casa. Mas não é inteiramente verdade que, para investir em imóveis, você deve ter muito dinheiro. As opções para pequenos investidores são variadas. Você pode adquirir uma propriedade através de um empréstimo bancário ou de um pequeno investimento em fundos de investimento coletivo. O importante é escolher o tipo de investimento mais adequado ao seu orçamento.

Lembre-se que a renda de aluguel geralmente não cobre todos os custos. Isso é um mito, mas também um erro. É um mito, porque muitos pensam que investir em imóveis não terá que fazer nenhum esforço e que o dinheiro virá por si só. O que representa um erro grave. Os investimentos imobiliários precisam de manutenção, o que causa despesas que devem ser consideradas. Caso contrário, você poderá fazer cálculos incorretos da renda que receberá pelo aluguel.

A falta crença de que investir em imóveis não pode ser um bom momento também é errônea, sendo muitas vezes um mito por parte de quem não tem tanto conhecimento sobre o setor. Pensar que temos que esperar que os preços do mercado imobiliário mudem, ignorando que o investimento é uma questão de longo prazo, também é outro mito recorrente. Fazendo os movimentos adequados, os cálculos corretos e recebendo os serviços de especialistas na área, é bom investir a qualquer momento no setor imobiliário.

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Realidades sobre investimento imobiliário

Uma realidade é que não há necessidade de cuidar da administração de um imóvel. Não só não é necessário, como pode não ser o mais conveniente. Precisamente, porque erros como os que discutimos na seção anterior podem ser fatais para você. Colocar seu investimento nas mãos de especialistas é a melhor maneira de cuidar dele. Desenvolvedores de negócios imobiliários, como um corretor de confiança ou uma imobiliária reconhecida são treinados para fazer o melhor gerenciamento de sua propriedade. Eles vão lidar com os contratos e suas possíveis violações. Além disso, garantirão o pagamento de locação e custos de manutenção.

Além do mais, quem deseja investir em imóveis deve se libertar do mito da riqueza instantânea. Sem longo prazo significa anos de perdas, mas muito pelo contrário. Quando se fala em longo prazo, não se deve pensar em perdas, mas em estabilidade. Um investimento que gera renda constante por anos é um investimento estável. O melhor é que ele não é amortizado apenas com o pagamento do aluguel; mas também que, com o tempo, foi reavaliada. Depois de aprender a ser paciente, você vê os resultados.

Sendo sustentado em algo físico e real, o investimento imobiliário é um dos mais fáceis de gerar receita. Se a qualquer momento você precisar de liquidez, poderá obtê-lo sem problemas. Portanto, é uma das formas mais seguras de investimento que existem.

Simplificando: os mitos são muitos e podem levar à desorientação. As realidades, por outro lado, nos ajudam a ter informações claras sobre o processo de investimento imobiliário. Para fazer um investimento bem-sucedido, a chave é abandonar os mitos e adquirir informações verdadeiras. Dessa forma, você pode fazer um investimento seguro, facilmente liquidável e estável, ao longo do tempo.

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O QUE FOI O SALADEIRO?

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Instalado em 12 de junho de 1922, matadouro público, para abastecimento de carne da população cuiabana, ainda estava nas proximidades da “Boca do Valo”, em condições precárias de instalação e de higiene.
Daí as providências do Intendente Municipal (Designação dada, até pouco depois de 1920, aos chefes do poder executivo municipal, hoje chamados prefeitos), celebrando contrato com a firma Curvo & Irmãos, após a devida autorização da Câmara, removendo o matadouro para a margem direita do rio Cuiabá, no então terceiro distrito (Várzea Grande).
A partir de 1922, entrara a firma Curvo & Irmãos em ação, construindo o saladeiro de material, coberto de zinco, com regular área de boa altura.
Feitos os currais, cercados, instalada a aparelhagem geral, iniciou-se o abate das reses, passando a ser feita a remessa dos quartos de bois para os açougues de Cuiabá, a princípio em pequena lancha, até o porto e, mais tarde em automóvel, diretamente ao açougue.
A firma Curvo & Irmãos compunha-se dos sócios João Barbuíno Curvo (Sinjão Curvo), depois virou um abastado atacadista da praça comercial de Cuiabá, na qual, com seus filhos, organizou a firma J. B. Curvo, todos integrados na lata sociedade da Capital mato-grossense.
Os outros dois sócios desse empreendimento foram Eugênio Agostinho Curvo e Plácido Flaviano Curvo que foram figuras de projeção dos meios comerciais e sociais de Cuiabá, destacando-se entre os filhos o jovem e educadíssimo, médico Dr. José Curvo.
Quando, em 1928, Sinjão Curvo, um dos dirigentes da firma, desligou-se dela pacificamente, ocupou seu lugar o irmão mais novo, Joaquim Agostinho Curvo, que logo passou para a direção do matadouro. Infelizmente foi o primeiro a desaparecer, na década de 1950, colhido pela fatalidade.
Inaugurado o saladeiro em 1922, não tardou a aparecer a concorrência clandestina de antigos açougueiros, que não contando coma legalização para fornecimento de carne aos açougues de Cuiabá e faltando-lhes, dar condições de higiene nos lugares de abate de reses, abasteciam, assim mesmo os próprios açougues com os quartos de bois, que conduziam em carroças, de Várzea Grande para a Capital.
Durante dois anos, enquanto permaneceu o desentendimento, o saladeiro sujeitou-se à charqueada, distribuindo carne em Cuiabá apenas aos seus açougues, a princípio em número de dois e, mais tarde, de quatro, obrigados que foram à montagem de mais estabelecimentos de distribuição do produto.
Em 1924, os advogados João Vilas Boas e Mário Mota defenderam a firma na justiça, entrando os açougueiros de Várzea Grande num acordo com os irmãos Curvo.
Nessa época já era açougueiro o senhor Generoso Malheiros, único a respeitar os direitos da firma, pois eram velhos amigos dos Curvo.
Recomeça, pois em 1924, a distribuição da carne verde aos açougues cuiabanos, sendo, talvez por isso que o serviço de estatística de Várzea Grande traga registrada a data de inauguração do Saladeiro a 15 de maio de 1924.
Decorreram vinte anos com altos e baixos, ataques de jornais à qualidade e ao atraso na entrega da carne aos açougues, concorrendo com outros abatedores de Várzea Grande e às variações de preço no comércio de gado.
A empresa lutou com dificuldades algumas vezes, fases essas amenizadas com os lucros resultantes da criação de porco e galináceos em regular quantidade, alimentados com os detritos das reses abatidas diariamente.
Pacatos e trabalhadores, os irmãos Curvo passaram a negociar até mesmo os chifres e os cascos das reses, tal a procura vinda mais tarde, e assim lograram vencer metade do prazo do contrato, em modestas condições de prosperidade.
Passados vinte anos, a firma conseguiu a renovação de contrato, mas, poucos anos depois, falecendo o sócio Joaquim Agostinho Curvo, o que conservava relativa mocidade e, portanto quem andava à frente dos negócios do abate das reses, eis que outros dois irmãos, já encanecidos (velhos) naquela luta e que eram mais dos escritórios, resolveram transferir os direitos da firma a Generoso Malheiros e Filho.
Com a inauguração da Sadia em 1977, quando o Saladeiro já não mais existia, sendo demolidos os paredões restantes das instalações que os irmãos Curvos construíram, apagou-se na memória de alguns, na grande Cuiabá, a lembrança dos serviços prestados pelo antigo matadouro, durante cerca de quarenta e cinco anos.
E nem se pode estabelecer confronto entre o moderno, para uma população dez vezes superior nos nossos dias, e o arcaico, que resolvia os problemas de 40 a 50 mil habitantes da Capital mato-grossense do passado.
Cada povo tem a sua época e atual e de renovação, mas para muitos cuiabanos dos velhos tempo ficou o respeito que se deve aos irmãos Curvos e recordações do velho Saladeiro, que eles com sacrifício construíram.

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LOCALIZAÇÃO DO ANTIGO SALADEIRO
Em 1911, Várzea Grande passou a ser 3º Distrito de Cuiabá e a chácara do Isolamento como era chamado o local lhe pertencia por estar na margem direita do rio. Quatro anos depois, a 17 de novembro de 1915, essa área era reincorporada ao patrimônio do Estado, pelo decreto nº 413, face a dissolução da Sociedade Mato-grossense de Agricultura, com todas as benfeitorias que diga-se de passagem eram pouquíssimas.
Em 1921, pela resolução nº 854 de 7 de novembro, o governo cedeu os direitos de posse desse terreno à municipalidade de Cuiabá e pelo decreto da Intendência da Capital, de nº 592 de 12 de junho de 1922, era ali instalado o Matadouro Modelo dos Irmãos Curvos, que permaneceu no ramo até a década de 50, transferindo o a Firma Malheiros e Filho. Pela Lei já do Município de Várzea Grande, de nº 354 de 19/02/1968, na gestão da Prefeita Sarita Baracat, a referida área foi doada ao Grupo Frivar S/A, com o compromisso de instalar nela um Frigorífico com abate de bovinos e suínos.
Findo o prazo e não tendo sido possível cumprir o ajuste, entrou a Frivar em espécie de convênio com a Sadia Oeste S/A e a partir de 1972, por intermédio do empresário Ingo Klein, iniciaram-se as negociações com o município e contou com a colaboração imediata do prefeito que assumia em 1º de fevereiro de 1973, o jovem Júlio José de Campos. Com a significativa colaboração de Júlio Campos os trabalhos de instalações da Empresa se aceleraram e em 25 de novembro de 1977 foi inaugurado no bairro hoje chamado de Alameda Júlio Muller, que já teve o nome de Estrada do Saladeiro porém, não mais na margem do rio Cuiabá e sim em uma área alguns metros acima, que recebeu um enorme aterro e sobre este erigiram-se grandes depósitos, escritórios e demais instalações.
O casarão do antigo Saladeiro sito na barranca do rio, foi demolido e nada ficou do antigo Porto de Isolamento, senão as lembranças dos sombrios tempos das revoluções em Mato Grosso, ao romper do século.

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Wilson Pires de Andrade é jornalista em Mato Grosso

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