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CRISE COM JAPÃO: Max Russi alerta sobre impactos da crise aviária no agronegócio de MT e cobra soluções rápidas

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SUSPENSÃO DAS EXPORTAÇÕES

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JB News

Por Alisson Gonçalves

Em entrevista à imprensa na manhã desta quarta-feira, 18, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (PSB), manifestou preocupação com os impactos da crise aviária que atinge o estado.

A recente suspensão da exportação de aves e ovos pelo Japão, em decorrência de um caso isolado de gripe aviária em uma criação doméstica, gerou apreensão no setor produtivo e entre as autoridades.

Durante a entrevista, Max Russi destacou que a restrição imposta afeta diretamente o agronegócio mato-grossense, setor responsável por grande parte da economia estadual.

“É muito ruim. Temos um caso de aviário, mesmo que doméstico, e isso nos preocupa. Qualquer restrição de exportação impacta diretamente nosso estado, e esperamos que possamos resolver isso rapidamente”, afirmou.

O deputado ressaltou que tanto o governo estadual quanto a Assembleia Legislativa estão atentos à situação e mobilizados para buscar soluções rápidas e eficazes.

“Estamos em contato permanente com os órgãos competentes e acompanhamos de perto as medidas de biosseguridade. O objetivo é garantir que esse problema seja contido e que não haja impactos mais severos para nossa economia”, destacou.

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Max Russi também fez questão de lembrar que Mato Grosso possui um dos maiores rebanhos avícolas do país e que o setor gera milhares de empregos diretos e indiretos.

“Nosso compromisso é proteger a população, os produtores e toda a cadeia produtiva. Estamos cobrando ações rápidas, tanto do governo quanto dos órgãos de controle sanitário, para que possamos restabelecer a confiança dos países importadores e manter a estabilidade do nosso agronegócio”, concluiu.

A crise acende um sinal de alerta não só para os produtores, mas para toda a sociedade, dado o peso que o agronegócio tem na economia estadual.

A expectativa é que as autoridades sanitárias consigam conter rapidamente o avanço do problema, evitando maiores prejuízos.

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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