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Cota Zero ameaça a vida financeira dos pescadores diz comerciante

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Proposta de proibir comercialização e transporte de peixes é questionados por diversos segmentos em MT

 

 

Pescadores, empresários e professores universitários manifestaram sua contrariedade ao projeto de lei complementar de autoria do governo do Estado denominado “Cota Zero” que proíbe a comercialização e o transporte de pesca amadora em Mato Grosso pelo período de cinco anos a partir de 2020.

 

Em audiência pública realizada na última sexta-feira (30) no município de Barra do Bugres, aproximadamente 400 pessoas participaram do debate patrocinado pelo deputado estadual Wilson Santos (PSDB) a respeito da íntegra do PL 668/2019.

 

Comerciante há 20 anos no município de Santo Antônio de Leverger no ramo de peixes, o empresário Jair Gerônimo considera o projeto do Cota Zero uma ameaça a sobrevivência de pequenos comerciantes do interior de Mato Grosso que exploram basicamente a atividade da pesca.

 

“O Cota Zero ameaça a vida financeira dos pescadores. Se esse projeto for aprovado coloca todos em uma situação difícil. Infelizmente, é um governo que só vê o lado dos ricos de Mato Grosso e não tem olhos para as pessoas mais pobres”.

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“Até 70% do comércio de Santo Antônio de Leverger estará fechado por conta dessa lei. É um absurdo a lei estipular que 125 kg de peixe poderão ser tirados do rio por semana e imediatamente ingerido pelo pescador”, concluiu.

 

O professor da UFMT e doutor em Ecologia, Jerry Magno Ferreira Penha, criticou a tese utilizada pelo governo do Estado de que a pesca amadora representa uma ameaça aos rios e compromete a existência da diversidade de peixes em Mato Grosso.

 

“Não existem dados técnicos de que a pesca está eliminando os peixes. Mas sobram dados e evidências de que a inexistência de uma política de saneamento básico sacrifica gerações e compromete a atividade pesqueira e a saúde da população. O melhor dado científico diz que o estoque de peixe ainda permite a exploração da pesca”, disse.

 

Outro estudioso que condena a proposta do governo do Estado como professor e ictiólogo Francisco de Arruda Machado, conhecido popularmente como Chico Peixe.

 

“O ser humano é um péssimo gestor da natureza. O Cota Zero é um projeto descabido que não atende a critérios técnicos e mantém obscuros interesses comerciais”.

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A audiência pública durou três horas e contou com a participação de vereadores e populares dos municípios de Nova Olímpia, Barra do Bugres, Denise, movimento comunitário, comunidades ribeirinhas e representantes da Colônia Z-10. 


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Kalil Baracat cobra melhorias na pavimentação de bairros

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O vereador por Várzea Grande, Kalil Sarat Baracat de Arruda apresentou duas indicações que visam melhorias na pavimentação asfáltica de dois bairros da cidade.

Sua primeira indicação solicita do Poder Executivo Municipal junto à Secretaria de Infraestrutura a necessidade de serviços de tapa buracos e reparos na pavimentação asfáltica nas ruas do bairro Jardim Novo Horizonte, em sua totalidade.

Segundo Kalil a proposta é urgente e visa à realização de “tapa buracos” e reparos na pavimentação asfáltica.

“As ruas do bairro em questão encontram-se totalmente esburacadas, quase sem condições de tráfego, provocando pequenas colisões e avarias nos veículos dos que por ali transitam. É tamanha a calamidade em que se encontram as vias que não é possível especificar onde e quão grandes são os buracos. Atender à solicitação daquela comunidade é cumprir com o dever social e zelar pelo bem público e pelos munícipes”, explica o vereador.

Os moradores do bairro Jardim Potiguar também vem passando pelo mesmo problema e dessa forma, Kalil também indicou a necessidade de serviços de tapa buracos e reparos na pavimentação asfáltica em todas as ruas do bairro.

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“ As ruas Jardim Potiguar estão cheias de buracos com o aumento do fluxo de veículos pela região devido aos desvios das obras da Copa, quase que sem condições de tráfego. Além da falta de conforto e segurança, os buracos deixam o bairro com aspecto feio e mal cuidado desvalorizando os imóveis construídos ali. Dezenas de colisões com prejuízos financeiros e lesões físicas são registradas todos os dias naquele local”, disse Kalil Baracat.

 

Michelle Carla Costa

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