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Corretor que tentou matar ex-mulher a tiros na frente do filho se entrega e é preso em Sorriso

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por Emerson Teixeira

O corretor de imóveis Bruno Pianesso, de 32 anos, acusado de tentar matar a ex-mulher a tiros na frente do próprio filho, se entregou à Polícia Civil e teve a prisão preventiva cumprida na manhã deste domingo (29), em Sorriso, no norte do estado. O caso, que chocou a população pela violência e pela presença da criança durante a ação, ganhou novos desdobramentos com a apresentação voluntária do suspeito após dias foragido.

Conforme apurado pelo JBN News, a defesa de Bruno já havia procurado previamente a delegacia para informar que ele se apresentaria após o período de flagrante. Assim que chegou à unidade policial, o corretor foi imediatamente preso por força de mandado judicial e permanece detido à disposição da Justiça. Até o momento, ele ainda não prestou depoimento formal sobre o crime.

A tentativa de feminicídio ocorreu na última sexta-feira (27), no bairro Pinheiros, em Sorriso, quando a vítima, de 31 anos, deixava a residência para oficializar a separação. De acordo com as investigações, Bruno não aceitava o fim do relacionamento. Imagens de segurança registraram o momento em que ele chega ao local em uma caminhonete Fiat Toro preta. Antes de efetuar os disparos, ele retira o filho do casal, de apenas quatro anos, do colo da mãe — cena que evidencia o grau de frieza da ação.

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Na sequência, o suspeito dispara diversas vezes contra o veículo da vítima, atingindo o para-brisa, a lateral e um dos pneus. Mesmo ferida na região dos seios, a mulher conseguiu fugir dirigindo até uma unidade de pronto atendimento. Ainda assim, foi perseguida pelo ex-marido, o que agravou ainda mais a gravidade do caso.

Durante as buscas na residência do corretor, que possui registro como CAC (colecionador, atirador e caçador), a polícia apreendeu um verdadeiro arsenal: mais de 3,7 mil munições e três armas de fogo escondidas. O material reforça a linha de investigação sobre a premeditação do crime.

No período em que esteve foragido, Bruno contou com o auxílio de um comparsa, que foi preso em flagrante no sábado (28). O homem confessou ter ajudado o corretor a abandonar o veículo utilizado no crime em uma área de mata e a fugir até a rodovia MT-242, onde ele embarcou em uma caminhonete Hilux branca com destino ao município de Nova Ubiratã.

A vítima segue internada sob observação médica, enquanto o caso continua sendo investigado pela Polícia Civil. Nos próximos dias, Bruno deve passar por audiência de custódia, quando a Justiça decidirá sobre a manutenção da prisão e os encaminhamentos do processo.

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O episódio reacende o alerta para casos de violência doméstica e tentativa de feminicídio no estado, especialmente pela brutalidade da ação e pelo risco imposto à criança que presenciou o crime.

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Imagens de circuito interno expõem último homem visto com jovem antes de morte por estrangulamento em Sinop

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JB News

por Emerson Teixeira

A morte da jovem Raíssa Pereira da Silva, de 24 anos, registrada na manhã desta quinta-feira em Sinop, a cerca de 481 quilômetros de Cuiabá, causou forte comoção e acendeu mais um alerta sobre a violência contra mulheres em Mato Grosso. O caso, tratado inicialmente como feminicídio, está sob investigação da Polícia Civil.

De acordo com as informações apuradas, Raíssa foi encontrada sem vida dentro da própria residência após familiares estranharem a falta de contato desde as primeiras horas do dia. As tentativas de ligação não foram atendidas, o que levou à preocupação da família e à solicitação de apoio policial. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram o portão fechado e sem resposta aos chamados. Para acessar o imóvel, foi necessário pular o muro.

Dentro da casa, a cena encontrada indicava sinais claros de violência. A jovem estava no quarto, vestindo apenas um sutiã e com uma toalha enrolada no pescoço, o que aponta para possível morte por estrangulamento. A porta da residência estava apenas encostada, reforçando a suspeita de que o autor tenha deixado o local logo após o crime.

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Um dos elementos centrais da investigação são imagens de câmeras de segurança que monitoravam o imóvel, sistema que era acompanhado pela irmã da vítima. As gravações mostram a entrada e saída de um homem pouco antes do corpo ser localizado. Segundo as primeiras informações, ele seria um cliente de Raíssa, que trabalhava com programas sexuais. O suspeito ainda não foi identificado oficialmente e segue foragido.

Testemunhas e familiares relataram que o homem deixou o local em uma motocicleta, o que agora se torna peça-chave para a identificação e localização dele. As imagens do circuito de segurança já circulam nas redes sociais e podem auxiliar nas investigações.

A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), enquanto o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames que devem confirmar a causa da morte. A Polícia Civil segue reunindo provas e depoimentos para esclarecer a dinâmica do crime e identificar o autor.

O caso reforça a escalada de crimes violentos contra mulheres no estado e levanta novamente o debate sobre segurança, vulnerabilidade e proteção de mulheres em contextos de risco. A polícia pede que qualquer informação que possa ajudar na identificação do suspeito seja repassada de forma anônima pelos canais oficiais, como o 190.

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Até o momento, não há confirmação da identidade do homem que aparece nas imagens, e as investigações seguem em andamento.
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