Nacional
Cooperação Nacional: MJSP e Polícias Civis causam prejuízo de quase R$ 242 milhões ao crime organizado
Brasília, 02/12/2025 – A Operação Narke 5, de repressão ao tráfico de drogas, foi concluída com o cumprimento de 682 mandados de busca e apreensão, a prisão de 934 pessoas, a incineração de 42 toneladas de drogas, a apreensão de outras 10,6 toneladas de entorpecentes e 29.440 unidades de drogas sintéticas. A ação, que ocorreu de 3 a 28 de novembro, causou ao crime organizado um prejuízo estimado em R$ 242 milhões. Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (2).
Os agentes das Polícias Civis das 27 Unidades da Federação envolvidas na operação também apreenderam 161 armas de fogo, sendo 18 fuzis, além de munições.
Simultaneamente às medidas de enfrentamento, foram desenvolvidas iniciativas de caráter preventivo e educativo, em parceria com diversas instituições. As iniciativas demonstram o impacto positivo do combate ao narcotráfico, especialmente em áreas urbanas mais vulneráveis à ação de facções criminosas.
O diretor de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Rodney da Silva, observa que a Narke 5 é parte dos esforços contínuos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para combater o narcotráfico e reduzir os impactos na sociedade.
“A ação representa uma das diretrizes da Senasp, que é fomentar e apoiar a integração dos órgãos de segurança pública no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas”, ressalta.
As operações Narke estão diretamente ligadas às atividades da Rede Nacional de Enfrentamento ao Narcotráfico (Renarc).
A Renarc atua para fortalecer o combate às organizações criminosas e ao tráfico de entorpecentes, focando em:
• Compartilhamento de experiências e boas práticas;
• Capacitação integrada;
• Apoio operacional e material;
• Consolidação das Unidades Especializadas de Investigação de Narcóticos e das Forças-Tarefa com as demais forças de segurança pública.
Redes de integração e combate ao crime
A operação contribui para o fortalecimento da Rede Nacional de Unidades de Enfrentamento ao Narcotráfico (Renarc), consolidando um modelo eficaz de cooperação interestadual, com foco no planejamento operacional integrado, no compartilhamento de dados de inteligência e na execução coordenada de ações voltadas ao desmantelamento de estruturas criminosas ligadas ao tráfico de entorpecentes.
O MJSP coordena outros projetos de segurança pública. Alguns deles são a Rede Nacional de Recuperação de Ativos (Recupera), a Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renocrim) e a Rede Nacional de Operações Ostensivas Especializadas (Renoe), que reforçam o combate à criminalidade e promovem a prevenção de crimes.
Nacional
Projeto Pensando o Direito alerta para riscos da guerra cultural e da retórica do ódio na segurança pública
Brasília, 11/12/2025 – Nessa quarta-feira (10), o projeto Pensando o Direito realizou a palestra Guerra cultural, retórica do ódio e a impossibilidade de debater segurança pública em 280 caracteres, com o professor João Cézar de Castro Rocha, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). O evento ocorreu no auditório Roseli Faria, na Esplanada dos Ministérios. Compuseram a mesa o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Marivaldo Pereira, e a diretora de Assuntos Parlamentares da mesma secretaria, Juliana Vieira.
O titular da SAL, secretário Marivaldo Pereira, ressaltou a finalidade do programa Pensando o Direito. “O projeto tem como objetivo financiar a pesquisa acadêmica para fornecer subsídios ao debate legislativo, analisando problemas de políticas públicas com a perspectiva não apenas de fazer o diagnóstico, mas de propor soluções que possam levar ao aprimoramento dessas políticas”, explicou.
A diretora de Assuntos Parlamentares da SAL/MJSP, Juliana Vieira, abordou como a velocidade das redes sociais torna o debate sobre segurança pública mais complexo, pela necessidade de síntese. “Como consigo explicar de forma rápida, em um vídeo de 30 segundos, menos de um minuto, que só aumentar a pena não é suficiente para solucionar questões tão complexas?”, provocou no início da palestra.
“De que forma conseguiremos levar isso adiante e superar as barreiras? Inclusive as da comunicação, esses entraves construídos pelas mídias sociais, pela rapidez com que, atualmente, toda a estruturação do pensamento na sociedade exige que comuniquemos não só ao Parlamento, mas também à sociedade as questões que vamos identificando”, detalhou Juliana Vieira durante o debate.
O professor João Cézar de Castro Rocha, da UERJ, explicou que o mundo atual enfrenta uma epidemia de discursos de ódio e enfatizou o paradoxo de essa prática não ter uma definição clara. “Para onde quer que voltemos nossa atenção, encontramos exemplos gritantes de discurso de ódio. Ele se transformou em uma mercadoria monetizável, ao mesmo tempo em que apresenta um desafio jurídico sério: não existe consenso universal sobre o que caracteriza o discurso de ódio, pois sempre há um elemento subjetivo que, em última instância, não pode ser definido”, disse.
O pesquisador também enfatizou que essa retórica agressiva frequentemente antecede a violência concreta. “Um discurso hostil nunca é apenas um discurso; ele constitui a antessala da agressão física. É fundamental compreender que a violência simbólica nunca se esgota em si mesma. Toda violência simbólica tende a se concretizar em agressão física e já se manifesta de forma simbólica”, refletiu.
Auditório Roseli Faria
A palestra ocorreu no Auditório Roseli Faria, oficialmente aberto ao público em 16 de novembro. O espaço, principal auditório do Bloco K da Esplanada dos Ministérios – edifício sede dos Ministérios da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e do Planejamento e Orçamento – passou a receber o nome Roseli Faria, em homenagem ao legado da servidora pública.
A economista e servidora pública Roseli Faria foi referência nacional na área de políticas públicas e orçamento e atuou no combate ao racismo. Entre 2023 e 2024, trabalhou como diretora de Promoção de Direitos na Secretaria de Acesso à Justiça. Mulher negra, Roseli dedicou sua carreira à defesa da diversidade e à construção de um Estado mais inclusivo.
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