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Contradições no discurso de Deiver Alessandro; Grupo prega mudança e renovação, mas sempre esteve na gestão

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O candidato a reitor do IFMT Deiver Alessandro, diretor do campus de Bela Vista, adota um discurso contraditório ao se posicionar como oposição à gestão. Ele e seus principais apoiadores sempre estiveram ocupando cargos de direção, independente do reitor.

Para se ter uma ideia, Deiver tomou posse na Instituição em 2009 e do tempo total dele como servidor, 60% foi ocupando cargos de direção. De 2015 a 2017 ele foi Chefe de Departamento de Ensino e agora, desde 2017, está como Diretor-geral.

Assim como seus apoiadores, num passado recente ele fez campanha ao lado do atual reitor Willian de Paula. Mas agora, por acreditar ser um discurso mais fácil, afirma que é oposição e prega “renovação”.

Diretor-geral do campus de Lucas do Rio Verde, João Vicente Neto, desde que entrou no Instituto em 1995, passou 68% do seu tempo auxiliando em funções de direção. Dos seus 25 anos como servidor, 17 foram ocupando cargos de direção em gestões.

João Vicente só é diretor-geral do campus de Lucas porque foi escolhido pelo atual reitor Willian de Paula. Como o campus daquele município é novo, com menos de cinco anos, o cargo de diretor foi de livre nomeação do reitor.

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Ele também já foi Coordenador Geral de Produção e Pesquisa por dois períodos (de 2000 a 2003 e de 2007 a 2009); foi Pró-reitor de Extensão de 2009 a 2013; Diretor de Relações Internacionais de 2013 a 2015; e está como diretor-geral do campus desde 2015.

Maria Auxiliadora Arruda foi diretora do campus avançado de Confresa também indicada pelo reitor Willian. Desde que entrou na instituição em 2012, 80% desse período ela esteve em cargos de direção. Agora afirma ser “oposição” e está em campanha junto com Deiver.

Outra apoiadora de Deiver que prega “mudança” é Sandra Maria Posse, diretora do campus de Várzea Grande. Dos seus 14 anos como servidora da Instituição, em mais de nove ela esteve funções de direção. Foi Chefe de Departamento Área, Diretora de Pesquisa, Chefe de Departamento de Ensino e agora é Diretora-geral.

Diretor do campus de Sorriso e fazendo campanha ao lado de Deiver, Claudir Dentz está há 82% do seu tempo como servidor ocupando cargos direção. Dos seus nove anos na Instituição, em oito ele esteve como Chefe de Departamento de ensino e Diretor-geral.

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Em verdade, o discurso de “mudança e renovação” pode surtir efeito nos servidores mais novos na Instituição, que não conhecem a história. Pois para os servidores com mais tempo de casa, esse posicionamento não faz efeito. Todos os candidatos estiveram ligados à reitoria em algum momento. O que se discute nessa eleição é o perfil e propostas do candidato

*Eleições IFMT*
O processo eleitoral para a escolha do novo reitor do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Mato Grosso já foi deflagrado e a eleição deve ocorrer no início de dezembro.

O IFMT tem hoje cerca de 25 mil alunos e 19 campi em Mato Grosso. O reitor é eleito para uma gestão de quatro anos.

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Municípios de Mato Grosso comemoram a aprovação do projeto que garante a compensação da Lei Kandir

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O Senado Federal aprovou, por 70 votos favoráveis, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 133/2020, de autoria do senador Wellington Fagundes (PL-MT), que institui transferências obrigatórias da União aos Estados, Distrito Federal e aos Municípios, no montante total de R$ 58 bilhões, distribuídos em um período de 18 anos, para compensar perdas com a desoneração de produtos destinados à exportação (Lei Kandir). O Projeto foi aprovado nesta quarta-feira (18) pelo Senado e segue agora para ser apreciada pela Câmara dos Deputados.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Neurilan Fraga destaca que é uma importante conquista para os municípios de Mato Grosso. Ele ressalta que a Lei Kandir sempre foi uma bandeira de luta da entidade. Fraga lembra ainda que no início de sua gestão foram feitos estudos técnicos pela AMM sobre a Lei Kandir, que auxiliaram na elaboração do Projeto de Lei Complementar 133, de autoria do Senador Wellington Fagundes. “Participamos ativamente em Brasília, de inúmeras reuniões, junto com o Senador e o movimento municipalista, para tratar da Lei Kandir, especialmente na mobilização dos parlamentares, para acelerar a votação do projeto e garantir a compensação aos municípios de Mato Grosso”, assinalou o líder municipalista.

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O texto sendo aprovado pela Câmara e sancionado pelo presidente, os estados e os municípios receberão ainda este ano, o primeiro repasse no valor de R$ 4 bilhões, sendo R$ 1 bilhão para os municípios.

De acordo com um escalonamento, de 2020 a 2030, serão entregues, a cada exercício, R$ 4 bilhões e de 2031 a 2037, esse montante será reduzido progressivamente em R$ 500 milhões a cada exercício. Da parcela devida a cada estado, a União repassará, diretamente, 75% ao estado e 25% aos municípios.

Conforme o Senador Wellington Fagundes, o entendimento para aprovar essa matéria talvez tenha sido um dos mais fortes nos tempos, “porque participaram na construção o Supremo Tribunal Federal-STF, os governadores, a CNM, a Associação Mato-grossense de Municípios, o Congresso Nacional e o Executivo. Louvo esse entendimento que é bom para o Brasil, para todos os Municípios e para a população”, destacou o senador, que é vice-presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Municípios.  O texto ainda altera a Lei 13.885/2019 para prever a distribuição adicional de R$ 4 bilhões aos municípios e estados. O valor deverá ser descontado, em duas partes iguais de R$ 2 bilhões, das respectivas parcelas da União referentes às receitas a serem obtidas a título de bônus de assinatura quando ocorrer os leilões dos Blocos de Atapu e Sépia.

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Ao apresentar parecer favorável à aprovação da matéria, o relator do PLP 133/2020, senador Antônio Anastasia (PSD-MG), lembrou as perdas de recursos de estados e municípios exportadores ao longo dos anos. “A Lei Kandir foi aprovada para estimular a exportação de produtos primários ou semielaborados, retirando a incidência de ICMS sobre esses mesmos produtos. Isso representa perda tributária que foi se acumulando ao longo dos anos. Essas perdas são estimadas entre R$ 40 e 50 bilhões ao ano”, informou o parlamentar.

A Confederação Nacional de Municípios, também comemora a aprovação pelo Senado e destaca que a CNM e as entidades estaduais continuarão articulando fortemente junto à Câmara dos Deputados para garantir também a aprovação do PLP 133/2020 ainda em 2020.

O projeto é um espelho do acordo celebrado entre os entes, nos autos da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO)25 homologado pelo Supremo Tribunal Federal em 20 de maio de 2020.

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