Mulher

Conselho da Mulher pede que possível abuso contra servidora do Indea sejam apurados dentro do devido processo legal, com as garantias cabíveis

Publicados

em

Diante do relato de assédio sexual sofrido por uma ex-servidora do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), que denunciou como autor do abuso o presidente do órgão, o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDM-MT) vem a público defender que os fatos sejam apurados dentro do devido processo legal, com as garantias cabíveis.

Contudo, não podemos ficar passivas diante das acusações e do fato que o INDEA é pela segunda vez objeto de notícias que dão conta de assédios sexuais cometidos dentro da instituição.

Tais suspeitas demonstram que ações precisam ser tomadas como forma de combater possíveis abusos e evitar que todo tipo de discriminação e violência seja cometida, entre elas as que garantam uma ambiência saudável para o local de trabalho. O CEDM também sugere a instalação de um comitê de igualdade que promova segurança, igualdade e espaço de denúncias dentro da instituição.

As ações sugeridas não devem se limitar ao INDEA e precisam ser fomentadas em todos os órgãos e poderes que funcionam com recursos públicos, pois devem ser as primeiras a fazer cumprir o estado democrático de direito, combatendo o assédio e a discriminação que são motivos pelos quais muitas vezes nós mulheres não conseguimos desenvolver em pé de igualdade nossas carreiras.

Leia Também:  Controlado o motim na Cadeia Pública de Juara

Por fim, esperamos que a verdade venha à tona e que a violência contra a mulher seja combatida e não passem impunes os que a praticam, ou qualquer outro tipo de violência no local de trabalho ou na sociedade.

Glaucia Amaral

Presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDM-MT)

COMENTE ABAIXO:

Mulher

Com aumento de 36 % MT apoia propostas para o combate ao feminicídio com puinições mais severas

Publicados

em

 

JB News

Po Denise Niederauer

Em 2020, Mato Grosso registrou 45 feminicídios entre janeiro e setembro.

O número é 36% maior do que o mesmo período do ano passado, quando 33 mulheres foram mortas. Os dados são da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), por meio da Superintendência do Observatório de Segurança Pública.

Nos crimes registrados no estado, pode se constatar que houve uma diminuição de 26% no número de homicídios dolosos praticados contra mulheres. Em 2020, foram 25 casos contra 34 do ano passado.

Na soma dos dados de feminicídios e homicídios dolosos, 70 mulheres foram assassinadas em Mato Grosso, número 4% maior do que em 2019, quando houve 67 mortes.

As tentativas de homicídios de mulheres também apresentaram redução de 20%. Este ano houve 174 casos e em 2019 este número chegou a 218 ocorrências registradas.

Entre os principais crimes praticados contra vítimas femininas entre 18 e 59 anos, constam a ameaça, com 13.277 ocorrências; lesão corporal, com 6.974 registros; injúria, com 3.703; difamação, com 1.878 e calúnia, com 1.111 casos. Todos estes índices apresentaram redução, variando de 9% no caso de lesão corporal até 25%, no caso de difamação.
O número de estupros teve pouca alteração no comparativo com o mesmo período do ano anterior. Neste ano, 292 estupros foram registrados no estado, índice 1% maior do que 2019, quando tiveram 288 ocorrências desta natureza.

O Conselho Nacional de Justiça defende que sejam aprovados projetos de lei que transformariam em crime a perseguição virtual, conhecida como stalking (perseguição). Esta é uma das medidas que está sendo estudada para inibir o aumento de casos de feminicídio no Brasil.

Leia Também:  Filho é preso por furtar gado da fazenda do pai no interior de MT

A morte violenta da juíza de Direito Viviane Arronenzi, no Rio de Janeiro, levantou a discussão sobre medidas mais rígidas para quem agride ou matam as mulheres.

Durante o primeiro semestre deste ano, os registros de agressões contra as mulheres nas delegacias de todo o país caíram 9,9%, mas houve aumento de 3,8% no volume de chamadas para o 190 sobre casos de violência do- méstica. Foram feitas 147.379 ligações telefônicas, segundo a 14ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. A publicação foi lançada sob o contexto da pandemia da COVID-19.
Entidades representativas de juízas e juízes, além do próprio presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luiz Fux, defenderam e prometeram atuar para “prevenir e erradicar” o feminicídio no país
A repercussão do assassinato da juíza do Tribunal de Justiça, que atuava na 24ª Vara Cível do Rio de Janeiro, Viviane Arronenzi, aos 45 anos, foi enorme também por sua formação profissional, e tendo em vista que o perfil da mulher que mais morre no país em agressões de companheiro e ex-companheiros é outro. Em 2019, 66,6% das vítimas de feminicídio no Brasil eram negras. Esse percentual revela uma maior vulnerabilidade dessas mulheres, uma vez que elas representavam apenas 52,4% da população feminina nos estados que compõem a base de microdados do Atlas da Violência. A edição 2020 do documento já havia mostrado que, em 2018, a taxa de homicídio de mulheres negras representou quase o dobro se comparada àquela de mulheres não negras.

Leia Também:  Sema disponibiliza formulário para autorização de limpeza de pasto no Pantanal

A pesquisa apontou ainda, as tendências distintas na evolução dos homicídios de mulheres negras e não negras entre 2008 e 2018. A publicação aponta ainda que enquanto a taxa de homicídio de mulheres não negras caiu 11,7% no período, a taxa entre as mulheres negras aumentou 12,4%. A maior concentração de feminicídios entre as mulheres negras reforça a situação de extrema vulnerabilidade socioeconômica e a violência a esse grupo da população.

Denuncie
Para registrar uma denúncia de violência contra a mulher ligue para os números: 190, 197, 180 e 181. E, todas as denúncias são sigilosas, e também podem ser registradas presencialmente nas delegacias (PJC-MT) de Mato Grosso. Em Cuiabá, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher funciona na Rua Joaquim Murtinho, nº 789, Centro Sul.
Cuiabá também dispõe de um Plantão 24h para vítimas de violência doméstica e sexual, no bairro Planalto, anexo ao prédio da 2ª Delegacia da Capital.
Em Várzea Grande, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso é na Rua Almirante Barroso, 298, Centro Sul (próximo do Terminal André Maggi).

Nos municípios onde não houver nenhum serviço especializado de atendimento à mulher em situação de violência, a denuncia pode ser registradas nas Delegacias de Polícia Civil (PJC-MT), no serviço de assistência social do seu município (ou Cras), ou com a Promotoria de Justiça da comarca.

Acesse o 14ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública  :👇

anuario-14-2020-v1-interativo

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA