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Com aumento de 36 % MT apoia propostas para o combate ao feminicídio com puinições mais severas

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Po Denise Niederauer

Em 2020, Mato Grosso registrou 45 feminicídios entre janeiro e setembro.

O número é 36% maior do que o mesmo período do ano passado, quando 33 mulheres foram mortas. Os dados são da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), por meio da Superintendência do Observatório de Segurança Pública.

Nos crimes registrados no estado, pode se constatar que houve uma diminuição de 26% no número de homicídios dolosos praticados contra mulheres. Em 2020, foram 25 casos contra 34 do ano passado.

Na soma dos dados de feminicídios e homicídios dolosos, 70 mulheres foram assassinadas em Mato Grosso, número 4% maior do que em 2019, quando houve 67 mortes.

As tentativas de homicídios de mulheres também apresentaram redução de 20%. Este ano houve 174 casos e em 2019 este número chegou a 218 ocorrências registradas.

Entre os principais crimes praticados contra vítimas femininas entre 18 e 59 anos, constam a ameaça, com 13.277 ocorrências; lesão corporal, com 6.974 registros; injúria, com 3.703; difamação, com 1.878 e calúnia, com 1.111 casos. Todos estes índices apresentaram redução, variando de 9% no caso de lesão corporal até 25%, no caso de difamação.
O número de estupros teve pouca alteração no comparativo com o mesmo período do ano anterior. Neste ano, 292 estupros foram registrados no estado, índice 1% maior do que 2019, quando tiveram 288 ocorrências desta natureza.

O Conselho Nacional de Justiça defende que sejam aprovados projetos de lei que transformariam em crime a perseguição virtual, conhecida como stalking (perseguição). Esta é uma das medidas que está sendo estudada para inibir o aumento de casos de feminicídio no Brasil.

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A morte violenta da juíza de Direito Viviane Arronenzi, no Rio de Janeiro, levantou a discussão sobre medidas mais rígidas para quem agride ou matam as mulheres.

Durante o primeiro semestre deste ano, os registros de agressões contra as mulheres nas delegacias de todo o país caíram 9,9%, mas houve aumento de 3,8% no volume de chamadas para o 190 sobre casos de violência do- méstica. Foram feitas 147.379 ligações telefônicas, segundo a 14ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. A publicação foi lançada sob o contexto da pandemia da COVID-19.
Entidades representativas de juízas e juízes, além do próprio presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luiz Fux, defenderam e prometeram atuar para “prevenir e erradicar” o feminicídio no país
A repercussão do assassinato da juíza do Tribunal de Justiça, que atuava na 24ª Vara Cível do Rio de Janeiro, Viviane Arronenzi, aos 45 anos, foi enorme também por sua formação profissional, e tendo em vista que o perfil da mulher que mais morre no país em agressões de companheiro e ex-companheiros é outro. Em 2019, 66,6% das vítimas de feminicídio no Brasil eram negras. Esse percentual revela uma maior vulnerabilidade dessas mulheres, uma vez que elas representavam apenas 52,4% da população feminina nos estados que compõem a base de microdados do Atlas da Violência. A edição 2020 do documento já havia mostrado que, em 2018, a taxa de homicídio de mulheres negras representou quase o dobro se comparada àquela de mulheres não negras.

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A pesquisa apontou ainda, as tendências distintas na evolução dos homicídios de mulheres negras e não negras entre 2008 e 2018. A publicação aponta ainda que enquanto a taxa de homicídio de mulheres não negras caiu 11,7% no período, a taxa entre as mulheres negras aumentou 12,4%. A maior concentração de feminicídios entre as mulheres negras reforça a situação de extrema vulnerabilidade socioeconômica e a violência a esse grupo da população.

Denuncie
Para registrar uma denúncia de violência contra a mulher ligue para os números: 190, 197, 180 e 181. E, todas as denúncias são sigilosas, e também podem ser registradas presencialmente nas delegacias (PJC-MT) de Mato Grosso. Em Cuiabá, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher funciona na Rua Joaquim Murtinho, nº 789, Centro Sul.
Cuiabá também dispõe de um Plantão 24h para vítimas de violência doméstica e sexual, no bairro Planalto, anexo ao prédio da 2ª Delegacia da Capital.
Em Várzea Grande, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso é na Rua Almirante Barroso, 298, Centro Sul (próximo do Terminal André Maggi).

Nos municípios onde não houver nenhum serviço especializado de atendimento à mulher em situação de violência, a denuncia pode ser registradas nas Delegacias de Polícia Civil (PJC-MT), no serviço de assistência social do seu município (ou Cras), ou com a Promotoria de Justiça da comarca.

Acesse o 14ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública  :👇

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No Dia da Mulher, cooperativa faz live sobre maturidade e conquistas

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No Dia Internacional da Mulher, comemorado na próxima segunda-feira (08.03), a Unicred Mato Grosso realiza a live “É Coisa de Mulher”, sobre maturidade e conquistas da mulher nos âmbitos social, pessoal e financeiro.

O bate-papo será apresentado por Giana Benatto e Luciane Mildenberger, coautoras do livro “Metamorfoses da Maturidade”, lançado em dezembro passado pela Umanos Editora. O evento é aberto ao público e será transmitido a partir das 19h, pelo Facebook e Youtube da Unicred MT.

“O tema tem um gancho muito muito importante com o nosso trabalho, porque como instituição financeira, nosso papel também é humanizar e trazer qualidade de vida aos cooperados e colaboradores”, explica a gerente de Gestão de Pessoas da Unicred MT, Caroline Laura da Cunha Figueiredo.

Segundo ela, a iniciativa se encaixa perfeitamente com o propósito institucional da Unicred MT, já que um dos princípios cooperativistas é levar informação para a comunidade e contribuir com o desenvolvimento da sociedade como um todo.

“O evento virtual é aberto para todos os colaboradores, cooperados e aqueles que queiram assistir. Nosso objetivo é o de poder somar na vida das pessoas”, frisa Caroline.

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Giana Benatto é advogada e organizadora do livro “Metamorfoses da Maturidade”, que conta histórias dela e de outras 10 mulheres que celebram a vida após os 40 anos.

Luciane Mildenberger também é advogada, jornalista atuante em assessoria de imprensa e especialista em Comunicação Estratégica e Gestão de Crise.

SERVIÇO
Live “É Coisa de Mulher”

Data: 8 de março (segunda-feira)
Horário: 19h (de MT)
Canais: Facebook e Youtube da Unicred MT

Por Luciane Mildenberger
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