Saúde

Câncer de mama e o tratamento com fisioterapia

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Mês dedicado a prevenção do câncer

Fisioterapia no câncer de mama

A fisioterapeuta Laura Alves é especialista em câncer de mama, trabalha há 4 anos no pós operatório e reconstrução de mama no tratamento oncológico e há 13 anos com o pós operatório de cirurgia estética. Ela se dedica a causa do câncer de mama e também faz um trabalho social para ajudar algumas mulheres em condição de vulnerabilidade.

Laura ressalta que busca evitar que as pacientes tenham problemas agravados, para quando entrar na fase da realização da radioterapia, momento em que as pacientes necessitam ficar com os braços para cima para receber a radiação no tratamento. “A falta de fisioterapia poderá criar aderências que mais tarde poderá afetar o tratamento da radioterapia”, alerta.

A fisioterapia tem como objetivo preservar, manter e recuperar a funcionalidade dos órgãos e sistema, assim como prevenir os distúrbios causados pelo tratamento do câncer de mama. Segundo ela, é essencial para reduzir as dores e prevenir complicações pós cirúrgicas. Além de auxiliar no retorno ás atividades de vida diária e laborais das pacientes. “A fisioterapia desempenha um importante papel durante todas as etapas, desde o diagnóstico, cirurgia, quimioterapia e a radioterapia, promovendo o bem estar e proporcionando uma qualidade de vida para as pacientes”, garante.

No pré-operatório pode ser realizada uma avaliação com o objetivo de detectar possíveis alterações físicas e fornece orientações quanto aos cuidados necessários pós-operatório imediato. Já no pós-operatório deve ser realizado o acompanhamento fisioterapêutico para evitar ou tratar aderências, fibroses, restrições nos movimentos dos braços e melhorar o aspecto da cicatriz e alterações nervosas e linfáticas.

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Conforme Laura, o tratamento fisioterapêutico geralmente é iniciado partir de 48 horas após a cirurgia, dependendo do quadro clinico é aconselhado que se inicie antes mesmo do processo cirúrgico e tem como objetivos controlar, prevenir e tratar quadros de linfedema (que consiste no acúmulo de fluído corporal, linfa nos tecidos moles do corpo) no caso, no membro superior da mama operada, além de alterações posturais, promover o relaxamento muscular, manter a amplitude de movimento do braço.

Fazem parte do tratamento técnicas de drenagem linfática, terapia física complexa, exercícios físicos e de alongamentos, eletroterapia, terapia manual, exercícios respiratórios e de relaxamento, técnicas para analgesia.

Para esclarecimento, o linfedema é uma disfunção comum após as cirurgias para tratamento do câncer de mama. Ele pode acontecer após a remoção dos gânglios linfáticos (linfonodos) da região axiliar. Desse modo pode acumular líquido no braço do mesmo lado que foi realizada a cirurgia.

Os principais sinais são: o aumento no volume do braço, sensação de peso, dor e desconforto. Nos graus mais avançados pode reduzir a função física, a mobilidade e capacidade para realizar atividades diárias.

O tratamento é complexo e necessita de acompanhamento especializado de um fisioterapeuta oncológico. O objetivo é diminuir e controlar o inchaço no braço, restaurando sua funcionalidade. A técnica mais utilizada é a Terapia Física Complexa-TFC, que combina o enfaixamento compressivo, drenagem linfática manual, exercícios terapêuticos, miolinfonéticos, cuidados com a pele, automassagem linfática e uso de vestimentas compressiva.

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A fisioterapia especializada garante bem-estar e qualidade de vida às pacientes que passaram por mastectomia, a retirada parcial ou total das mamas. As indicações para assistência fisioterapêutica são determinadas pelas disfunções causadas pela doença e pelos tratamentos adotados, como quimioterapia e radioterapia.

Este procedimento é essencial e imprescindível para o tratamento das neoplasias mamárias, porém, o procedimento cirúrgico gera na mulher um turbilhão de sentimentos, podendo ocasionar sequelas físicas e psicológicas capazes de comprometer a reabilitação desta paciente. “Além do impacto emocional, é comum que se haja complicações desde o período pós cirúrgico pela complexidade do ato operatório, sendo assim, a fisioterapia entra como opção terapêutica de extremo valor. O tratamento é capaz de restaurar e conservar a saúde física da paciente, garantindo a qualidade de vida no pós-operatório destas mulheres”, garante a fisioterapeuta.

Perfil

Laura Alves tem especialização em Fisioterapia Dermato-Funcional pela Faculdade São Marcos em São Paulo. Cursou Drenagem Linfática pela Ecole Drainage Lymphatique Leduc de Bruxelas, na Bélgica. Ela também fez uma especialização em Fisiotarapia Dermato- Funcional em Barcelona, na Espanha. Atualmente integra a Associação Brasileira de Fisioterapia Oncológica. Laura ministra cursos online e presencial sobre o pós operatório de cirurgias.  Contato: 99971-5844

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COVID-19

Notícia sobre animal com Coronavírus é alarmante e pode gerar uma nova crise de saúde pública

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Em plenário do Senado, Wellington Fagundes pediu que imprensa ajude a esclarecer o fato à população para que não haja pânico

 

Médico veterinário e membro da Academia Brasileira de Medicina Veterinária, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) alertou nesta terça-feira, 20, no plenário do Senado Federal, para os efeitos da notícia do primeiro caso de animal doméstico, que contraiu o vírus da Covid-19. O caso envolve uma gata e foi registrado em Cuiabá (MT). Ele pediu que a população não entre em pânico porque não há nenhum caso de registro de animal transmitindo a Covid para o ser humano.

 

Wellington Fagundes ressaltou que a ciência e a pesquisa no mundo inteiro garantem não haver risco de animais transmitirem o vírus para as pessoas mesmo na convivência próxima no ambiente doméstico. Esse fato é confirmado pelo próprio Conselho Federal de Medicina Veterinária. “Já há esse registro e um segundo registro também, mas, ao contrário, do humano levando o vírus para os animais” – observou.

 

O senador pediu aos veículos de comunicação para que ajudem a esclarecer notícia publicada pelo jornal O Globo e repercutida por outros meios de imprensa. Disse temer, principalmente, que a população se apavore e abandone os animais doméstico. Além de ser crime – ele enfatizou – a demasiada ocorrência de animais sem cuidados nas ruas pode provocar “um problema ainda mais sério de saúde pública”.

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No caso de Cuiabá, segundo a veterinária Valéria Dutra, professora da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Mato Grosso, a gata foi infectada porque teve contato com os donos durante o período de isolamento deles. O animal pertence a um casal com um filho pequeno. Todos foram infectados em uma festa de família, em setembro. Os pais adoeceram, mas a criança ficou assintomática, assim como o animal.

 

O animal testou positivo pelo exame molecular de PCR, feito pela própria UFMT, mas apresentava sintomas do coronavírus. Os donos da gata que teve a confirmação da doença também estavam com coronavírus e tinham alta carga viral.

 

“Todos os cientistas do mundo garantem que não há nenhuma hipótese, até agora, comprovada nem possibilidade de contaminação dos animais domésticos para o ser humano em relação à Covid. Fica esse registro” – disse o senador.

 

ONÇA NO PANTANAL

 

Wellington Fagundes também celebrou esta semana a notícia da recuperação e volta ao Pantanal da onça pintada que havia sofrido queimaduras em função dos incêndios florestais que abateram o bioma com muita intensidade. Na época, o animal, além de ferido, estava desidratado. Ele parabenizou o trabalho dos médicos veterinários e ressaltou que o retorno da onça ao seu habitat é representativo e uma vitória de todos os envolvidos na luta contra o fogo.

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‘Ousado’, nome dado ao animal, foi solto no Parque Estadual Encontro das Águas, no Pantanal, mesmo local onde havia sido encontrado. Ele foi transportado de carro, de Goiás até Mato Grosso, e será monitorado nos primeiros dias de retorno a natureza.

 

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