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Campo Verde inaugura sistema de monitoramento por câmeras OCR

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É o primeiro município do estado 100% interligado ao CIOSP

Um sistema de monitoramento com tecnologia OCR de ponta começou a funcionar em Campo Verde, a 133 km de Cuiabá. O sistema é composto por quatro pontos de monitoramento instalados nas rodovias federais e estaduais que cruzam o município. Pioneira na iniciativa de criar um projeto 100% interligado ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública de Mato Grosso – CIOSP, a cidade investe em uma ferramenta que tem contribuído significativamente para reduzir os índices de criminalidade em diversas regiões do país, especialmente em nosso estado.

A tecnologia OCR (Optical Character Recognition ou Leitores Ópticos de Caracteres) é de alta precisão e pode identificar fabricantes, modelos, placas de veículos e outros detalhes, mesmo sendo conduzidos em altas velocidades.

“O projeto que estamos inaugurando leva não só mais segurança para os nossos cidadãos, mas, também, atrai para Campo Verde empresas interessadas em se instalarem em um município que ofereça mais segurança. Recentemente uma grande empresa de logística sinalizou de forma positiva a investir em nossa cidade quando tomou conhecimento do projeto. Isso mostra que estamos no caminho certo”, declarou o prefeito Fábio Schroeter. “Esse sistema poderá ser ampliado com a instalação de mais câmeras em outros locais e com isso o roubo de veículos vai chegar a quase zero”, explicou.

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“Parcerias como esta são fundamentais para levar segurança à população.

O videomonitoramento é uma importante ferramenta que, aliada ao policiamento ostensivo e ao trabalho de inteligência, traz resultados positivos não só na região metropolitana, como também no interior do estado” explicou o secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp-MT, coronel PM Victor Fortes.

O tenente coronel Anderson Luiz da Silva, da 8ª Companhia Independente de Polícia Militar, reforçou que a tecnologia implantada pela Ausec utiliza inteligência artificial que é de extrema importância no combate à criminalidade. “É uma ferramenta para o policial, seja civil ou militar poder executar suas funções”, comentou. Silva explicou que pela tecnologia um veículo suspeito pode ser monitorado a distância e no caso de um assalto, por exemplo, os suspeitos podem ser presos em flagrante.

“Campo Verde deu um importante passo ao promover o aumento da segurança, o que deixa a cidade mais preparada para seu desenvolvimento, comentou Wagner Figueiredo, diretor da Ausec, empresa responsável pela instalação. “Outros municípios, bem como o setor privado podem investir na tecnologia para contribuir de forma efetiva no enfrentamento da criminalidade”, finalizou.

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A inauguração do Sistema de Câmeras OCR foi realizada às margens da MT-140 e fez parte de uma série de inaugurações que a atual administração está realizando.

Campo Verde – Com apenas 32 anos de história, o município de Campo Verde vem crescendo e desenvolvendo nos últimos anos. A vocação para o agronegócio, principalmente com algodão, soja, milho e pecuária, aliada a um bom turismo, com atrações naturais tão exuberantes quanto a vizinha Chapada dos Guimarães, vem atraindo investidores e pessoas em busca de melhor qualidade de vida.

Com mais de três mil empresas, os trabalhadores campo-verdenses estão distribuídos no comércio (53%), serviços e manutenção (22%), indústria (10%) e agronegócio (15%).

Há menos de duas horas de Cuiabá, a cidade de 42 mil habitantes ainda é pequena em população, mas a proposta de ampliação do Distrito Industrial aponta que o desenvolvimento não para.

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Justiça suspende decisão que resultou em despejo de famílias em Jaciara

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Após intervenção da Defensoria Pública de Mato Grosso, Justiça suspende decisão que resultou em despejo de famílias em Jaciara

Ação de imissão de posse foi executada ontem (11/01) e retirou 140 famílias de pequenos agricultores de área de 487 hectares que é foco de disputa da posse, mas é registrada em nome da União desde 1985
Márcia Oliveira | Assessoria da DPMT

Reintegração foi cumprida ontem, mas a liminar que a garantiu foi suspensa nesta terça-feira – Foto por: Sonotícias
Reintegração foi cumprida ontem, mas a liminar que a garantiu foi suspensa nesta terça-feira

A Defensoria Pública de Mato Grosso (DPMT) conseguiu suspender decisão liminar que determinou a retirada de 140 agricultores familiares da Gleba Mestre I, município de Jaciara, despejados na segunda-feira (11/01), da área de 487 hectares que ocupam desde 2014. A DPMT passou a figurar como terceiro interessado no processo a partir desta terça-feira, quando informou que a terra onde o despejo ocorreu pertence à União desde 1985.

A decisão liminar usada para executar o despejo foi concedida em favor da empresa Porto Seguro Negócios e Empreendimentos S/A. A empresa arrematou a área num processo de recuperação judicial e havia solicitado, na Justiça, a verificação de presença de pessoas na área.

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A defensora pública de segunda instância, Regiane Ribeiro, explicou na petição feita no agravo de instrumento que garantiu a liminar de reintegração de posse à empresa, que no processo foram omitidas informações essenciais para que o desembargador tivesse entendimento correto do caso.

Ela registra que duas ações discutem a posse da área reivindicada pela empresa, uma que tramitou na Vara Única da Justiça Federal de Rondonópolis, e outra que tramita na Vara Especializada em Direito Agrário de Cuiabá. Na de Rondonópolis, a União entrou com uma ação reivindicatória da posse, com pedido de indenização, contra a hoje massa falida da Usina Jaciara e Usina Pantanal de Açúcar e Álcool.

No processo de Rondonópolis, 4393-41.2012.401.3602, fica evidenciado que a área de 8.200 hectares, onde a Gleba Mestre I está e onde as famílias ocupam os 487 hectares, foi registrada em nome da União com a matrícula 5.036, no Cartório de Registro de Imóveis de Jaciara, em 11 de setembro de 1985. E que parte dessa área, 5.661 hectares estariam ocupados pela Usina.

Paralelo a esse processo, a defensora esclarece que tramita na Vara Especializada em Direito Agrário de Cuiabá, o processo 10218798120168110041, que também discute a reintegração de posse. “Verifica-se que a omissão do embargante contribuiu para a concessão da liminar nestes autos que não tem como objetivo a discussão da posse mas a recuperação judicial”, afirma a defensora.

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Ela ainda reforça que na reintegração de posse não foram observadas a necessária intervenção da Defensoria Pública na qualidade de parte interessada (custos vulnerabilis). “A Defensoria não foi intimada em nenhum processo. O Novo Código de Processo Civil, no artigo 554, define que a intimação do órgão é obrigatória em processos em que há hipossuficientes como parte”, afirma em trecho da petição.

Após apresentar as informações, a defensora pediu a suspensão imediata da liminar e a nulidade de todos os atos praticados sem o conhecimento do órgão. No fim da manhã desta terça-feira (12/01), o desembargador da Terceira Câmara de Direito Privado, Dirceu dos Santos, acatou os pedidos da Defensoria e pediu a retirada do processo da pauta de julgamento do dia 27 de janeiro, afirmando que a medida se faz necessária para evitar mais prejuízos.

Além da defensora Regiane, auxiliaram na petição os defensores públicos Denis Rodrigues, Corina Pissato e Munir Arfox.

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