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Campanha de vacinação contra a poliomielite inicia dia 15 de agosto em MT

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Foto:Breno Esaki

Campanha estava prevista para começar na próxima segunda-feira (08.08), mas devido ao atraso do envio das vacinas por parte do Ministério da Saúde, a SES decidiu pelo adiamento do início da vacinação_

O início da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite em Mato Grosso inicia no dia 15 de agosto. A campanha estava prevista para começar na próxima segunda-feira (08.08), mas em razão do atraso do envio das vacinas por parte do Ministério da Saúde, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) decidiu pelo adiamento do início da vacinação.

Cerca de 170 mil doses da vacina chegaram nesta quinta-feira (04.08) na Rede de Frio do Estado. A superintendente de Vigilância e Atenção à Saúde da SES, Alessandra Moraes, explica que as equipes não teriam tempo hábil para distribuir as doses aos municípios até a próxima segunda-feira.

“Neste momento, as equipes da Vigilância Estadual trabalham no recebimento das doses, na conferência da quantidade, na catalogação dos imunizantes e no encaixotamento. A distribuição das doses aos municípios deve iniciar em breve”, informa Alessandra.

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A partir do dia 15 de agosto, devem ser imunizadas contra a poliomielite crianças menores de cinco anos de idade. A estimava é de que sejam vacinadas 227.559 crianças desta faixa etária.

Em Mato Grosso, também foi adiado para o dia 15 de agosto o início da campanha de Multivacinação para Atualização da Caderneta de Vacinação da Criança e do Adolescente menor de 15 anos de idade. As vacinas para esta campanha chegaram nesta quinta-feira (04.08) na Rede de Frio do Estado. São aproximadamente 700 mil doses de vacinas que integram o Calendário Nacional de Vacinação.

As campanhas de vacinação contra a poliomielite e multivacinação coincidirão com a continuidade da vacinação contra a Covid-19. “A vacina contra o coronavírus poderá ser administrada de maneira simultânea ou com qualquer intervalo com as demais vacinas do Calendário Nacional de Vacinação, na população a partir de três anos de idade”, esclarece Alessandra.

O Dia “D” de mobilização nacional das duas campanhas está previsto para ocorrer no dia 20 de agosto, mas conforme orientação do Ministério da Saúde, os municípios terão autonomia para definir as datas de mobilização (Dia D) para a vacinação em conformidade com a realidade local.

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*O que é a poliomielite?*

A Poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus, que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes e pode provocar ou não paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos.

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Saúde

Brasil faz 8.850 testes de varíola dos macacos

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Até o momento, foram realizados cerca de 8.850 exames nos laboratórios de referência, em todo o Brasil, para comprovação de casos de varíola dos macacos, informou hoje (16) à Agência Brasil o Ministério da Saúde. O número de exames realizados diariamente varia de acordo com as notificações e a chegada das amostras aos laboratórios. O país acumula 2,8 mil casos da doença, espalhados por 22 estados.

Atualmente, oito unidades de referência realizam o diagnóstico, sendo quatro laboratórios centrais de Saúde Pública (Lacen), localizados nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, e mais quatro unidades de referência nacional, sendo duas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Rio de Janeiro e no Amazonas; uma da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e uma no Instituto Evandro Chagas, no estado do Pará. Dessa forma, o ministério assegurou que “é possível garantir a cobertura do diagnóstico de todo o país”.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou em entrevista ao programa A Voz do Brasil, na última sexta-feira (12), que todos os laboratórios centrais de saúde pública estarão aptos a fazer o teste do tipo RT-PCR para varíola dos macacos até o final de agosto.

Expansão

O coordenador do Laboratório de Virologia Molecular da (UFRJ), Amilcar Tanure, defendeu hoje, em entrevista à Agência Brasil, que sejam realizados mais testes e que o número de laboratórios aptos a realizar a testagem seja ampliado. “Eu acho que tem que aumentar isso, para que os pacientes tenham mais acesso. Além disso, como o vírus está dando lesões não tão exuberantes, a recomendação é que pessoas que desconfiem que seja varíola dos macacos procurem atendimento médico, uma unidade de pronto atendimento, e vão se testar”.

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Tanure disse que é intenção da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro criar dois locais para centralizar esses pacientes para coleta de amostras. Um dos centros de testagem funcionaria no Maracanã, na capital, e outro em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. “É muito importante expandir os locais de teste e de coleta e treinar os profissionais de saúde para fazerem uma coleta correta para o teste funcionar bem. Quanto mais a gente testar, mais vai conseguir isolar pessoas infectadas e bloquear a transmissão do vírus”.

A secretaria confirmou que vai abrir nas próximas semanas um posto para coleta de material para testagem de casos suspeitos de varíola dos macacos. O serviço será realizado apenas para pacientes encaminhados por unidades de saúde, após exame clínico. As amostras serão enviadas para análise no Laboratório de Enterovírus do Instituto Oswaldo Cruz e nos Laboratórios de Biologia Molecular de Vírus e de Virologia Molecular da UFRJ, que são referenciados pelo Ministério da Saúde no estado do Rio de Janeiro. Não foi informado, entretanto, onde será o local de coleta de material.

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Fundão

Amilcar Tanure acrescentou que a universidade também está tentando ampliar a testagem. “A gente está tentando abrir um sítio desses no Fundão, no mesmo local onde já atende pacientes com covid-19”, mencionou. Possivelmente, será localizado no mesmo prédio onde funciona o Núcleo de Enfrentamento e Estudos em Doenças Infecciosas Emergentes e Reemergentes da UFRJ, ligado à Faculdade de Medicina. O núcleo dá assistência aos pacientes e acompanhamento clínico para ver quando ocorre a melhora e diminuição das lesões.

O Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ realizou até agora 1,3 mil testes de varíola dos macacos, a partir de amostras recebidas dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. A taxa de positividade de 40% foi considerada elevada pelo pesquisador. O laboratório faz o teste molecular para identificar o vírus que está na pele das pessoas. Até hoje, 368 casos foram confirmados no estado, de acordo com a Secretaria de Saúde

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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