OPINIÃO

Big Data e a arrecadação dos municípios

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Não existe nenhum governante que ao assumir o desafio de administrar um município não se pergunte: como fazer todo o necessário sem ter todos os recursos? Tenho certeza que essa é a realidade de 100% dos prefeitos.

Como todas as coisas acontecem nos municípios, desde o nascimento até a morte de um cidadão, os processos passam inevitavelmente pelas prefeituras municipais. As demandas sociais são crescentes e a arrecadação nem sempre acompanha o ritmo. O resultado é uma operação sempre no limite financeiro e uma prestação de serviços públicos aquém do esperado.

Mas, nessa equação onde as contas raramente fecham, existe uma variável tecnológica que pode ser a solução criativa para os departamentos financeiros: o Big Data Fiscal.

As ferramentas de Business Intelligence e Data Analytics são cada vez mais refinadas, sofisticadas e abrangentes. Para o setor público, o Big Data Fiscal analisa um massivo volume de dados e identifica falhas, padrões estranhos, fraudes, sonegação de impostos, omissões fiscais e diversos tipos de problemas que podem ser solucionados de forma ágil e imediata.

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A ciência de dados na gestão pública possibilita a análise de demonstrações fiscais para ter mais qualidade nos dados registrados. Outro aspecto interessante é que o cruzamento de dados gera insights com o objetivo de solucionar questões de natureza tributária.

Tecnologia, hoje, é a melhor aliada das prefeituras para evitar a evasão fiscal e aumentar a arrecadação. E vai além, a análise constante dos dados gerados é fundamental para a tomada de decisões e a criação de políticas públicas mais efetivas para a população.

O Big Data é o futuro da gestão pública e quanto mais cedo estes conceitos forem entendidos, maiores serão os benefícios. Os líderes do futuro precisam dominar a inovação e saber como aplicá-la para gerar resultados positivos nas gestões e fazer a conta fechar.

*Léo Stefan é CEO da L2 INOVA, empresa de inovação que vem promovendo a transformação digital nas organizações públicas e na vida das pessoas

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OPINIÃO

Racionalização de medicamentos em tempo de pandemia

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*Ednaldo Anthony Jesus e Silva

Desde que promulgada pelo Decreto Federal nº 10.212, de 30 de janeiro de 2020, o Regulamento Sanitário Internacional na qual versa a Declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional pela Organização Mundial de Saúde, criou-se uma busca incansável e inenarrável no meio científico em descobrir um medicamento efetivo no combate à doença COVID-19.

Dois anos de pandemia já se passaram e inúmeras incertezas pairam sobre qual seja a melhor condução terapêutica apropriada no manejo clínico do paciente com a Síndrome Aguda do Desconforto Respiratório. São tantas alternativas “off label”, aquelas em que o tratamento não está descrito em bula técnica do produto, que levantam uma série de questionamentos no tocante ao monitoramento do perfil farmacoterapêutico e farmacovigilância de possíveis eventos adversos a medicamentos.

Neste cenário pandêmico, na qual nos deparamos com um Sistema de Saúde colapsado aliado à escassez de abastecimento devido a alta demanda de consumo, o farmacêutico hospitalar e clínico tem papel importantíssimo junto a equipe multiprofissional no controle do uso racional e efetivo de medicamentos.

Ações constantes e periódicas de revisão de protocolos de sepse, pneumonia, infecção de trato urinário, analgesia e sedação são algumas das inúmeras tarefas que o colega farmacêutico poderá propor para cobertura digna e eficaz da assistência à saúde ao paciente do SUS.

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Recentemente, um alerta catastrófico acendeu as chamas no cenário mundial e brasileiro, na qual começam a faltar itens fundamentais para recuperação a saúde do paciente COVID-19 positivo tais como antibióticos, anticoagulantes, drogas vasoativas, analgésicos, sedativos e bloqueadores neuromusculares e tantos outros, fazendo com que muitas sociedades científicas orientem da melhor maneira a aplicabilidade dos protocolos hospitalares institucionais. Como exemplo, temos o destaque da inclusão de anestésicos inalatórios (Óxido Nitroso, Desflurano, Isoflurano, Sevoflurano) pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia devido a escassez dos agentes endovenosos pelo aumento do consumo para sedação em vigência da Covid-19, a Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) recomenda aos profissionais que deem preferência aos anestésicos inalatórios e às técnicas anestésicas associadas a agentes adjuvantes durante a realização dos procedimentos anestésicos.

O trabalho deste importante profissional da saúde vai muito além dos holofotes televisivos e manchetes nos noticiários e mídias sociais, desde a pesquisa de uma nova molécula química nas Indústrias farmacêuticas de um medicamento, alguns ensaios clínicos de imunobiológicos até a resolução de problemas no tocante a substituição da farmacoterapia instituída pelo prescritor que muitas vezes não se encontra disponível nos estoques dos hospitais públicos e privados do país.

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“Sem medicamento não há saúde, sem farmacêutico não há medicamento e sem saúde não há esperança para a população. Consulte e valorize o farmacêutico, pois ele é um profissional indispensável à saúde pública brasileira e mundial”.  

*Ednaldo Anthony Jesus e Silva é farmacêutico Hospitalar e Clínico e conselheiro regional do CRF-MT. 

065 96392387 065 81100088

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