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Bebê de 9 meses é salvo em Cuiabá após sofrer afogamento

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Bebê de 9 meses é salvo pela equipe da UPA Norte após sofrer afogamento

Médica relata emoção de fazer primeiro atendimento e alerta pais e responsáveis quanto à prevenção de acidentes

CELLY SILVA

Davi Valle

Diariamente, em todas as partes do mundo, profissionais de saúde salvam vidas e marcam presença em momentos marcantes de milhares de pessoas. Na última quinta-feira (13), a equipe de servidores da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte, no bairro Morada do Ouro em Cuiabá, viveram essa experiência ao socorrer o bebê Jhuan Gabriel Soares da Costa, 9 meses. Ele caiu na piscina do quintal de casa, foi socorrido pela mãe, Rafaela Pinho Soares, e por um tio. Levado à UPA, ele recebeu toda a assistência necessária, passou dois dias em observação e foi liberado, sem nenhuma sequela.

“Passei um susto com ele. Foi em questão de segundos. Eu coloquei ele no chão, quando olhei pra trás ele não estava mais atrás de mim, eu fui direto na piscina e encontrei ele afogado, já sem movimentos, todo roxo e sem nenhum sinal. Eu pulei na piscina, peguei ele e pedi socorro. Nisso chegou o primo do meu esposo e deu o primeiro socorro e fomos para o postinho”, relata a mãe.

Ao chegarem na unidade básica de saúde, foram informados que o atendimento adequado seria dado em uma unidade de pronto atendimento. “A gente foi encaminhado para a UPA Morada do Ouro. Chegando aqui, ele foi direto para o box de emergência. Os funcionários foram todos prestativos, deram atenção pra ele. Foi medicado, fizeram os primeiros socorros nele. Ele vomitou, chorou. Quando ele chorou bem alto que eu respirei tranquila. Sabia que Deus estava em primeiro lugar e, segundamente, enviou os especialistas para estar ajudando. Só tenho a agradecer aos funcionários da UPA Morada do Ouro por terem salvado a vida do meu filho. Graças a Deus eu estou com ele no meu colo hoje, está mamando, já está comendo. Graças a Deus, meu filho reviveu. Deus deu uma segunda chance pra gente estar junto com ele”, contou, enquanto ainda estava com a criança no estabelecimento de saúde.

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Elisa Furini, médica do box de emergência da UPA Norte, conta que ao chegar na unidade, Jhuan Gabriel estava desfalecido. “Ele chegou no box de emergência flácido, hipoativo, irresponsivo. Conforme a gente estimulava, tinha um gemido muito fraquinho. Nós aspiramos as vias aéreas, fizemos algumas manobras e, conforme o estímulo, ele foi gemendo um pouquinho mais forte. Não foi necessário fazer reanimação porque ele tinha pulso, respiração um pouco lenta, mas tinha. Fizemos a oferta de oxigênio e hidratação. Ele estava bem frio e, conforme foi se aquecendo, foi melhorando. Em seguida, o atendimento foi realizado pela doutora Carina Coutinho, que é pediatra”, relata a profissional. Segundo ela, Jhuan Gabriel ainda passou por exames de raio-x e tomografia de crânio e tórax para verificar se havia sofrido algo mais grave, o que não se confirmou. No dia seguinte à internação, após reavaliação do pediatra Thiago Braga, a criança recebeu alta médica.

De acordo com Elisa Furini, durante o atendimento de urgência, “um filme passa pela cabeça” ao ver o sofrimento do paciente e da família, que acaba sendo compartilhado. “É um trauma que fica na cabeça da família, da criança quando cresce e pra gente também. A gente sofre junto com a família e com a criança porque eles são indefesos. Eu fiquei muito feliz que, no final do plantão, eu fui dar uma olhada nele e já estava mamando, já estava acordado. Estou bem contente porque o Jhuan teve a oportunidade de viver esse milagre”, afirma a médica.

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Alerta aos pais e responsáveis

Além de destacar a emoção que foi ajudar a salvar a vida do pequeno Jhuan, a doutora Elisa também faz um alerta para os pais de crianças pequenas quanto aos perigos de afogamento, que aumentam nesse período de verão, em que muitas famílias buscam diversão em piscinas e rios. “Requer dos adultos uma atenção redobrada. Quando for a algum passeio, não pode deixar vários adultos cuidando, tem que ser uma pessoa responsável porque se tem vários, um acha que o outro está olhando”. Ela também indica que os pais ensinem a criança a nadar desde cedo ou mesmo coloquem em aulas de natação, caso tenham condições.

Em caso de o acidente acontecer e a criança se afogar, a profissional afirma que o primeiro atendimento feito pelos próprios familiares, com uma respiração boca-a-boca, por exemplo, pode ser preponderante para evitar algo pior.  Além disso, segundo Elisa Furini, é preciso buscar ajuda profissional no local correto. “A mãe do Jhuan primeiro foi no postinho. Não é indicado. O ideal é ir direto para o pronto atendimento, seja HMC ou UPA ou mesmo chamar o SAMU porque, por telefone, o médico do SAMU orienta. Isso é muito importante! E também saber a unidade a qual recorrer porque a unidade básica não tem os recursos necessários. Na UPA, tem os equipamentos, a equipe já tem preparação em urgência e emergência”, explica.

De acordo com a médica, caso o socorro não seja prestado com agilidade e da forma correta, mesmo que sobreviva, a vítima pode ficar com sequelas, devido à falta de oxigenação do cérebro. “O tempo que sofre acaba comprometendo o sistema nervoso central, fica com algum tipo de limitação. Isso depende do tempo que a criança apresentou resposta, do tipo de reanimação. O organismo está sofrendo falta de oxigênio e o órgão que mais vai sofrer é o cérebro”, afirma.

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Projeto Telharte é realizado no Quintal da Domingas em São Gonçalo Beira Rio

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Por Malu Souza

O projeto Telharte, desenvolvido pela professora, artesã e ceramista Edilaine Domingas, que ministra uma oficina presencial para vinte alunas, tem como principal objetivo, valorizar as mulheres de baixa renda, através do artesanato em telha. A oficina foi realizada de 07 a 14 de maio, das 8h ás 12h, no Quintal da Domingas. O artesanato em cerâmica é um dos símbolos da comunidade ribeirinha de São Gonçalo Beira Rio.
Conforme Edilaine, o Telharte é um projeto vinculado ao Ponto de Cultura, que busca dar oportunidades ás mulheres, mães de baixa renda, para que elas possam desenvolver habilidades manuais e contribuir com uma fonte de renda para a família, com a produção e venda do artesanato. “Nossa meta é ensinar a fazer o artesanato em telha, mas principalmente despertar nelas o potencial de cada uma, contribuir com a autoestima e oferecer a elas a possibilidade de uma geração renda”, disse Edilaine, lembrando que também aprendeu a arte em casa, e quer repassar o seu conhecimento.
A tradição da arte em telha vem sendo cultivada desde a sua infância. A ceramista carrega os seus valores familiares e com determinação, reaproveita a matéria-prima da telha com perfeição, elaborando peças com cores vibrantes e homenageia personagens da cultura regional, como as dançarinas de Siriri, índios e outros. “Vem sendo repassada desde a minha avó, para minha mãe, e agora na terceira geração, dou continuidade com muito orgulho. A telha para mim tem uma forte simbologia, pois ela cobre o teto das pessoas. Amo trabalhar com esta arte, que também está ligada a minha história de vida”, frisou a ceramista, informando que seu trabalho também poderá ser levado também a outras comunidades e cidades de Mato Grosso, por meio de novas parcerias.

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A oficia ministrada por Edilaine, foi organizada por uma equipe integrada pelo produtor, Jean Delgado e o assistente de produção, Jonnhy Brandão, pela produtora cultural e historiadora Natália Ramires, e também o produtor convidado Avinner Augusto.

História: A comunidade de São Gonçalo Beira Rio é o berço da cultura mato-grossense, tem o seu reconhecimento pelas tradições culturais, especialmente a dança e o artesanato em cerâmica. O trabalho reflete o desejo de manter viva a identidade cultural da comunidade, que é referência histórica e cultural, e que perpetua práticas e saberes perpassados por gerações. Tombada desde 1992, como área de preservação, produção e comercialização da cerâmica, se destaca uma das mais antigas manifestações culturais de Cuiabá. O fomento e valorização artesanato são prioridades para seus moradores.

 

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